Nilo Emerenciano

VAMOS MALHAR?

Sou como Rita Lee: a atividade física que eu mais pratico é dormir.  Mas admiro esses atletas amadores que reservam uma boa parte do seu tempo para uma prática esportiva. Cheguei a tentar, instado pela minha médica. Criei coragem e me…

OLHA PRO CÉU, MEU AMOR

Vítimas da Covid, as nossas festas juninas pelo segundo ano não vão acontecer, a não ser na forma virtual. Pena. Vi nas redes. “Decreto estadual proíbe realização de eventos juninos, uso de fogos de artifício e fogueiras”. Compreendo a…

SOBRE ENCANTOS E CANÇÕES

Retido em casa por força do tal distanciamento necessário no enfrentamento ao Covid-19, aproveito para por em dia leituras adiadas, recuperar velhos escritos e ouvir música, usando essa mina inesgotável chamada spotify. Isso clicou algum…

AXÉ DE OLORUM

Era uma casa de muro alto como as outras, ali em Potilândia. Talvez, se alguém observasse com atenção, percebesse um movimento diferente dos outros dias. Alguém abria o portão para os poucos visitantes, que, um de cada vez, recebiam nas…

O FANTÁSTICO MUNDO DOS LIVROS

Em visita a casa/museu/biblioteca do meu amigo Gutenberg Costa fui induzido a algumas reflexões. Não sei vocês, mas a leitura foi, para mim, descoberta e libertação. Garoto insone e propenso à solidão, os livros foram o caminho, a verdade,…

O SHOW DO DESESPERO

Há um filme de 1969 com Jane Fonda, a musa daqueles anos, chamado A Noite dos Desesperados, feito a partir do livro de Horace McCoy. O título em inglês é They Shoot Horses, Don't They? O filme se passa no período da depressão nos EUA,…

NÓS, OS PERUS

Nada de peru com termômetro-apito que avisa quando tá pronto. Nem chester ou outro tipo de ave inventado para o jantar de Natal. Os perus nos tempos de antigamente – pelo menos na minha casa – eram aves de verdade, trazidas do…

MINHA TIA

Tia Dora morou conosco durante longos nove anos. O marido havia saltado fora depois de brigas incontáveis, brigas de verdade em que os pratos e panelas voavam através da cozinha e se espatifavam nas paredes ou na cara de um ou outro. Nenhum…

REDINHA DOS MEUS AMORES

Havia duas maneiras de se ir até a praia da Redinha, em busca das suas areias brancas, da vila dos pescadores e da paz que só uma vida bucólica é capaz de nos trazer.  A primeira era pela velha ponte metálica de Igapó, ali instalada desde…

BANDIDOS & MOCINHOS

Um garoto do bairro era meu companheiro de sessões de cinema. Assim que o filme começava ele fazia a pergunta: “Quem é o artista”? Queria saber por quem ia torcer. Eu respondia aborrecido que ainda não sabia e ele logo repetia, “quem é o…