quinta-feira , 22 de junho de 2017
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Notas para uma história das Artes Plásticas em Mossoró

Por Márcio de Lima Dantas

 

O universo da produção pictórica mossoroense é mais rico e complexo do que fomos acostumados a representar e a repetir, sobretudo nas mídias, que acabam por nos influenciar a imprimir os contornos da imagem que fazemos de nós e da cidade na qual vivemos. Enquistada nas terras quentes do oeste, equidistante de dois grandes centros, Natal e Fortaleza, permanece no imaginário como uma polis isolada e sem maior acesso a determinadas tradições da história da arte.

Porém, a comarca da arte não se rege pela gramática da política ou da economia. A arte ocupa no humano um lugar mental, que se manifestará de maneira relativamente autônoma com relação ao entorno do grande teatro do mundo. Ou seja, a arte é uma espécie de imanência, uma necessidade humana, para servir de contraponto ao que convencionamos chamar de realidade. Não dizem que a poesia existe por que o real não basta, não é suficiente para atingirmos algum tipo de equilíbrio, ou do que chamam de felicidade?

Destarte, toda e qualquer cultura manifestará através da arte o modo como sente e representa as coisas ao redor, – de acordo com o espírito da época -, organizando as mesmas invariantes, tendo em vista a sintaxe de determinada sociedade, como um caleidoscópio que, a partir dos mesmos diminutos objetos contidos no seu interior, dado uma sacudida, transforma-se em novo belo conjunto de imagens.

Vamos aos artistas. Vou logo avisando que não pretendo dar conta de tudo e de tantos que produziram arte em Mossoró, farei referência tão-somente a alguns poucos nomes que iconificam e fazem saber, através de sua qualidade estética, que a cidade foi capaz de engendrar alguns nomes de importância para a arte no estado do Rio Grande do Norte. Não há pesquisas que nos ajudem a precisar nomes e datas acerca de como evoluíram as artes plásticas em Mossoró.

Entretanto, a cidade teve fôlego estético suficiente para conceber uma tradição no sistema semiótico pintura, que está organizada na artista Marieta Lima e sua obra multifacetária.Mas, antes de Marieta Lima, já houvera o artista João Nogueira da Escóssia (1873-1919), no final do século XIX. Não se restringiu apenas às xilogravuras que ilustravam o jornal O Mossoroense, adentrou por outros domínios do desenho, tais como a charge, a caricatura e ilustrações para publicidades. O seu ateliê foi responsável inclusive de produzir rótulos para medicamentos. Curioso notar que só após as vanguardas do início do século XX, como o Dadaísmo, por exemplo, algumas espécies de designs tipográficos incorporaram o que era tido como meramente funcional ou arte técnica/decorativa, elevando-os como possibilidades de serem considerados como objeto estético.

Marieta Lima (1912-2012), na pintura em Mossoró, se inscreve como o nome mais importante, tanto no que diz respeito a presença de um insofismável talento quanto no que concerne ao domínio de diversas técnicas da arte de desenhar e pintar. Discípula da franciscana Irmã Inês, professora de artes do Ginásio Sagrado Coração de Maria (Colégio das Freiras), estudou com sua mestra várias técnicas de pintura e do desenho, talvez por isso seja difícil uma dicção e uma sintaxe próprias, na medida em que adaptava a técnica ao tema do trabalho, indo desde um suave impressionismo lírico, com pinceladas um tanto pastosas, indo até o desenho de fatura classicista.

Notabilizou-se pela pintura de cunho religioso e pelas belas composições cromáticas de suas muitas naturezas-mortas, aqui percebe-se uma franca e lírica hegemonia da cor sobre o desenho. Dotada de enorme sensibilidade artística, tinha a exata noção do equilíbrio compositivo que deve reger o cromatismo quando da harmonia de justapor cores, causando um efeito de agradável suavidade para quem contempla alguns dos seus exuberantes arranjos florais.

Em síntese, Marieta Lima é o mito fundante da pintura em terras de Mossoró, sua caligrafia é matriz e nutriz de uma grande plêiade de pintores que a sucederam ao longo do tempo, estendendo-se até nossos dias. Mesmo sendo capaz de lecionar desenho geométrico, que não é coisa simples, em colégios e a particulares, na sua casa, provando o quanto dominava a arte da representação através do desenho e das cores, ou seja, o quanto tinha valor como pintora, possuía um temperamento não detentor da vaidade tão peculiar no meio artístico. De um ethos simples, chegada a uma conversa, cuidava da casa e colecionava cactus.

Com Marieta Lima, estudaram José Boulier Cavalcanti Sidou (1951-2004), – mesmo tendo estudado pintura em São Paulo, sempre voltava à casa da pintora – e Luiz Varela Laurentino (1942-2007), ambos expoentes do que melhor a cidade produziu em pintura, visto que possuídos de talentos inatos e detentores de vasta produção de telas que se encontram em casas e coleções particulares.

O II Salão Dorian Gray de Arte potiguar, com sua proposta monotemática para as obras,  ritualiza por meio da arte um dos mitos que integram a aura do imaginário da cidade, a saber, a invasão do cangaceiro Lampião e seu bando à cidade em 13 de junho de 1927. Para o poeta Fernando Pessoa, “O mito é o nada que é tudo”. A arte, desde sempre, buscou inspiração nos mitos que se encontram chantados no coletivo, fazendo-os perpetuar-se e lançando-os à posteridade, fortalecendo outros elementos que fazem parte do Imaginário da cidade, “assim a lenda se escorre a entrar na realidade”. Este Salão demonstra de maneira bela e contemplada  por múltiplos ângulos  a necessidade que Mossoró tem desse mito.

 

Agradeço a Vicente Vitoriano e a Cid Augusto o material gentilmente me fornecido.

Advogada orienta sobre como obter a utilização de crédito acumulado de ICMS

Muitas empresas contam com crédito acumulado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), mas não sabem como fazer para resgatá-lo e se têm direito. No artigo abaixo, a advogada Beatriz Dainese orienta os empresários sobre o assunto:

O ICMS é o imposto mais oneroso na composição da carga tributária brasileira, e diversas empresas ainda contam com crédito acumulado deste imposto junto à Fazenda Estadual. O sucessivo acúmulo de saldo credor acumulado de ICMS constitui um dos mais graves problemas tributários das companhias atualmente. Isto porque, enquanto não tiver liquidez, este imposto a recuperar gera um lucro fictício nas organizações com consequente desembolso antecipado de Imposto de Renda e Contribuição Social.

No Estado de São Paulo, é possível – após a homologação e a auditoria deste crédito acumulado pela Secretaria da Fazenda Estadual – recuperar este imposto, sob forma de pagamento a fornecedores, aquisição de ativo imobilizado, ou ainda transferência a terceiros ou quitação de débitos próprios.

Saldo credor nem sempre significa crédito acumulado. Saldo credor é aquele decorrente da confrontação mensal entre débitos e créditos, devendo a diferença – se devedora – ser recolhida aos cofres públicos ou então ser credora, ser transportada para o mês ou período de apuração seguinte. Crédito acumulado é o sucessivo acúmulo mensal de saldo credor.

Assim, como visto, o crédito acumulado passível de homologação deve ser decorrente das hipóteses previstas no Artigo 71 do Regulamento do ICMS de São Paulo. Dentre as quais, destacamos:

  1. i) Base de cálculo reduzida
  2. ii) Alíquota reduzida

iii) Diferimento

  1. iv) Isenção com direito ao não estorno
  2. v) Exportação
  3. vi) Substituição tributária

Após a verificação e a homologação do saldo credor pela Secretaria da Fazenda, através da sistemática que for mais conveniente para a organização, o valor de crédito acumulado aprovado passa a constar na conta-corrente fiscal da empresa, mantida e aberta através do “Sistema Eletrônico de Gerenciamento do Crédito Acumulado”, e-CredAc:

A partir deste momento, o crédito acumulado poderá ser utilizado para:

1) Quitação de débitos próprios das empresas, a exemplo do ICMS devido por ocasião do desembaraço aduaneiro das importações, quando estas ocorrerem em território paulista.

2) Pagamento parcial de aquisições do ativo imobilizado e fornecedores de mercadorias ou insumos inerentes ao seu ramo usual de atividades.

3) Transferência mediante pagamento, outras empresas interdependentes ou não.

Desta forma, a questão do acúmulo sucessivo de crédito de ICMS pelas empresas pode ser resolvida em âmbito administrativo junto à Secretaria Estadual da Fazenda Paulista. Primeiramente, é necessário verificar se o acúmulo de crédito da organização está enquadrado em uma das hipóteses formadoras de saldo credor, previstas no Regulamento do ICMS. E, posteriormente, dar entrada com o processo administrativo correspondente para a homologação deste crédito. A partir deste momento, o crédito acumulado homologado se transforma em recursos financeiros, que se concretiza com reflexos positivos imediatos no fluxo de caixa da organização.

Artigo de:

Dr.ª Beatriz Dainese, advogada da Giugliani Advogados

Rio de Janeiro antes cidade maravilhosa – Wilson Bezerra de Moura

Durante décadas o Rio de Janeiro ficou conhecido no mundo inteiro como uma cidade maravilhosa. Sua beleza era o que a vista alcançava aos olhos do mundo inteiro.

Se os brasileiros a admirava pela sua beleza, os visitantes estrangeiros vindo de mundo distante para conhece-la levavam consigo o sentimento de altivez geográfica e moral assim mais ainda adornando o encanto.

Foi assim durante anos do Império passando às Republicas velhas e nova, quando dos tempos remotos. Porém sua beleza nos tempos modernos vem desaparecendo com a fumaceira de pesadas armas de fogo que amedrontam a população, levando para longe a sua nobreza e a beleza propriamente dita, estas se extinguindo com a fumarada dos armamentos de proa.

Ao predominar o fogo entre as guerrilhas, nas avenidas e ruas desaparece toda formosura da cidade e não mais se caracteriza seu brilhantismo.

O Rio de Janeiro de antes inspirava alegria e esperança de vida e no futuro de todos. Hoje, o conflito armado levantado entre facções criminosas e policiais ou vice versa, esmaece o belo e impõe o terror que leva a desesperança a todos quanto nela convive e no resto do Pais, que assiste estarrecido o clima de guerra que ali se instalou.

De tal forma sem ser possível pensar que as suas avenidas e ruas foram no passado palco de desfile carnavalesco outras atrações, que alegrava a todos, competições futebolística que também agradava aos estrangeiros que consideram os jogadores de melhor estirpe do mundo.

Enfim, o Rio de Janeiro foi durante tempo o palco de grandeza espiritual enquanto hoje palco de competições criminosas, levam ao terror muitas almas inocentes.

O mundo inteiro passou por grandes transformações, sociais politicas e econômicas, mais quanto ao Rio de Janeiro na mesma linhagem de desenvolvimento, passou ao desengano, levou o País ao clima de terror ao aponto de suas belas rua e avenidas serem tomadas por escombros de carros incendiados, de perder por completo as esperanças no dia de amanhã.

O conflito entre as facções criminosas e politicas, plantou a semente do terror e este conduz a sociedade a não acreditar em seu destino muito menos admirar a beleza que paira sob o Rio de Janeiro na passagem de séculos.

Almas livres em Deus – Paiva Netto

Minhas Amigas e meus Irmãos, minhas Irmãs e meus Amigos, a bandeira que nos inspira é pregar a Palavra de Deus, não a nossa, porque as Almas estão sequiosas do conhecimento das Coisas Divinas. Nas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume I (1987), expresso o que defendo desde a década de 1960: se os governos do mundo inteiro, num ato milagroso, resolvessem todos os problemas sociais de seus povos, as massas continuariam insatisfeitas, porque não somos apenas cérebro, estômago, sexo; todavia, algo mais: muito mais, somos Espírito! E este tem aspirações situadas além das do corpo. Somos também sentimento refinado, vontade de descobrir novos campos, novas eras, novas dimensões. Somos Almas livres em Deus e não admitimos algemas. Amamos a liberdade e com certeza a conquistaremos à medida que a respeitarmos, contribuindo para o bem de nossos semelhantes com a construção de uma Sociedade Solidária realmente Altruística Ecumênica.

Aliás, há muitos anos cheguei a afirmar, referindo-me à Democracia, ser ela o regime da responsabilidade. O seu sentido mais elevado encontra-se no Evangelho de Jesus, a Boa Nova do Divino Condutor do planeta Terra. Poderíamos dizer: seu Coautor. Deus é a Origem de todo o Bem, de uma forma que nos cumpre meticulosamente dissecar, de modo que saibamos, em Espaço e Tempo Divinos, desfrutar Sua Sabedoria, magnificência que abarca o Universo. Jesus é UM com Ele. Podemos testemunhar a Sua excelsa influência no surgimento deste orbe que habitamos, no relato de João, o Evangelho Iniciático, versículos de 1 a 3: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O mundo [o planeta Terra] foi feito por Ele. Tudo foi feito por Ele. Nada do que se fez foi feito sem Ele, Cristo Jesus”.

Aqui comprovamos como Jesus formou este corpo celeste, que é a nossa moradia comum, e como a Sua Misericórdia permite que vivamos nele. No entanto, ingratamente o maltratamos, como ainda fazemos no tocante, por exemplo, à água, sem a qual não podemos viver. Com negligência, continuamos profanando-a, como se quiséssemos decretar, nós mesmos, a nossa morte coletiva.

Que acabará sobrevindo?

O precioso líquido em forma potável se tornará, por sua rareza causada pela insanidade humana, mais um grave fator de guerra. Entretanto, nada temamos. Sirvamos ao Criador por intermédio de Suas criaturas. Por quê?! Porque, como revela João no versículo quarto do capítulo primeiro, referindo-se a Jesus, que é UM com o Pai: “A vida está Nele, e a vida é a Luz do mundo”.

E o que acontece quando a Luz se apresenta? O versículo 5 do mesmo capítulo do Evangelho responde: “A Luz resplandece nas trevas, e as trevas não podem prevalecer contra ela”.

Por isso, afirmo que seguros estamos na Divina Segurança das seguras mãos de Jesus.

José de

Minhas Amigas e meus Irmãos, minhas Irmãs e meus Amigos, a bandeira que nos inspira é pregar a Palavra de Deus, não a nossa, porque as Almas estão sequiosas do conhecimento das Coisas Divinas. Nas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume I (1987), expresso o que defendo desde a década de 1960: se os governos do mundo inteiro, num ato milagroso, resolvessem todos os problemas sociais de seus povos, as massas continuariam insatisfeitas, porque não somos apenas cérebro, estômago, sexo; todavia, algo mais: muito mais, somos Espírito! E este tem aspirações situadas além das do corpo. Somos também sentimento refinado, vontade de descobrir novos campos, novas eras, novas dimensões. Somos Almas livres em Deus e não admitimos algemas. Amamos a liberdade e com certeza a conquistaremos à medida que a respeitarmos, contribuindo para o bem de nossos semelhantes com a construção de uma Sociedade Solidária realmente Altruística Ecumênica.

Aliás, há muitos anos cheguei a afirmar, referindo-me à Democracia, ser ela o regime da responsabilidade. O seu sentido mais elevado encontra-se no Evangelho de Jesus, a Boa Nova do Divino Condutor do planeta Terra. Poderíamos dizer: seu Coautor. Deus é a Origem de todo o Bem, de uma forma que nos cumpre meticulosamente dissecar, de modo que saibamos, em Espaço e Tempo Divinos, desfrutar Sua Sabedoria, magnificência que abarca o Universo. Jesus é UM com Ele. Podemos testemunhar a Sua excelsa influência no surgimento deste orbe que habitamos, no relato de João, o Evangelho Iniciático, versículos de 1 a 3: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O mundo [o planeta Terra] foi feito por Ele. Tudo foi feito por Ele. Nada do que se fez foi feito sem Ele, Cristo Jesus”.

Aqui comprovamos como Jesus formou este corpo celeste, que é a nossa moradia comum, e como a Sua Misericórdia permite que vivamos nele. No entanto, ingratamente o maltratamos, como ainda fazemos no tocante, por exemplo, à água, sem a qual não podemos viver. Com negligência, continuamos profanando-a, como se quiséssemos decretar, nós mesmos, a nossa morte coletiva.

Que acabará sobrevindo?

O precioso líquido em forma potável se tornará, por sua rareza causada pela insanidade humana, mais um grave fator de guerra. Entretanto, nada temamos. Sirvamos ao Criador por intermédio de Suas criaturas. Por quê?! Porque, como revela João no versículo quarto do capítulo primeiro, referindo-se a Jesus, que é UM com o Pai: “A vida está Nele, e a vida é a Luz do mundo”.

E o que acontece quando a Luz se apresenta? O versículo 5 do mesmo capítulo do Evangelho responde: “A Luz resplandece nas trevas, e as trevas não podem prevalecer contra ela”.

Por isso, afirmo que seguros estamos na Divina Segurança das seguras mãos de Jesus.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

[email protected] — www.boavontade.com  ― Jornalista, radialista e escritor. Contato: [email protected] — www.boavontade.com

Brasilia viridario pavonem (Pavão de jardim de Brasília) – Tomislav R. Femenick

Tomislav R. Femenick – Historiador, da diretoria do IHGRN

Com o seu leque de penas coloridas e furta-cores aberto, o pavão – uma ave natural da Ásia – sempre atrai a atenção de quantos o veem. Existem duas espécies originais, a azul e a verde, e algumas variedades que foram obtidas através de cruzamentos: a branca, ombros-negros, arlequim, spalding e o sameo. Desde a Antiguidade que o homem admira os pavões e com eles convive. Foram introduzidos na Mesopotâmia há mais de quatro mil anos, são citados no Antigo Testamento, foram levados ao Egito pelos fenícios, chagaram à Grécia pelas mãos de Alexandre, o Grande, e de lá se espalharam pelo Império Romano. No século XIV, eram encontrados na França, Inglaterra e Alemanha. Só os árabes preferem manter distância do pavão, pois o consideram azarento; foi a ave que guiou a serpente, quando essa seduziu Eva e que, por isso, viveria sob praga divina.

Do que se sabe a respeito dos pavões, desde priscas eras, eles são símbolos de status. Dizem que o rei Salomão equiparava o seu valor ao do ouro e da prata. Na Índia de antigamente eram considerados animais sagrados e o castigo para quem os matasse era a morte. Em outras regiões o seu valor era mais prosaico, era uma fina iguaria culinária. Nas cortes medievais europeias, os nobres mandavam servi-lo como “pièce de résistance” de seus banquetes. Eram, também, aves de adorno; era de “bom tom” que os jardins dos palácios reais exibissem o maior número possível deles. O fato é que o pavão sempre foi admirado por homens e mulheres, pois é uma ave muito linda e cobiçada, daí porque está sempre associada ao poder e à vaidade.

Entretanto o pavão também tem o seu calcanhar-de-aquiles, o seu ponto fraco: seus pés são disformes, distorcidos, quase que aleijados, feios mesmos. Destoam da beleza que é formada pelo conjunto do resto dessa ave que parece ter sido projetada e criada pelos deuses. Tanto é que na linguagem popular “pé-de-pavão” que dizer feiúra ou aleijão.

No Brasil há muitos pavões. Aqui essas aves sofreram mutações genéticas que apressaram a sua evolução, de forma que muitas das suas variações perderam as características que as identificavam como aves. Em alguns casos a evolução foi tão radical que os pavões já agem quase como gente e já pensam que são gente.

Esse mesmo fenômeno de evolução genética já havia acontecido com um outro tipo de ave: o peru, ave originária da América do Norte. A evolução do peru deu-se de forma bipolar: os perus masculinos passaram a ser exímios observadores e palpiteiros de jogos de cartas e de sinuca, enquanto que as peruas passaram a pontuar nas rodas da alta sociedade, onde se destacam pelo fato de chamar a atenção para si pelo comportamento extravagante, pelo vestuário, jóias e maquiagem ou, ainda, pelo abuso das operações plásticas. Em tudo elas são histriônicas, ridículas e bobas.

Todavia são os pavões geneticamente modificados os que mais povoam as nossas plagas; e Brasília parece ter as condições ideais para a proliferação dessa praga. Temos pavões no executivo, no legislativo e no judiciário; pavões ministros, juízes das Supremas Cortes, políticos de todas as matizes, jornalistas, artistas de todas as artes e até gente do povo. O exemplo maior é um ex-presidente que evoluiu de migrante nordestino pobre para pavão deslumbrado com o poder e os frutos do capitalismo.

Basta acenderem as luzes dos refletores dos noticiários das TV’s, ligarem os gravadores das emissoras de rádio, aparecer um flash de um jornalista ou dos blogueiros, os pavões se emplumam, começas a falar sobre tudo e um pouco mais, principalmente sobre o que não devem dizer nada. O problema é que os pavões não têm a tecla do “semancol”, não se apercebem de situações constrangedoras, e, assim, cometem gafes uma atrás de outra. Mas para eles o importante é aparecer, serem citados nos noticiários. Exemplos temos carradas deles, principalmente nas últimas semanas.

 

Tribuna do Norte. Natal, 13 maio 2017.

 

 

O ponto de vista de Manuel David – Wilson Bezerra de Moura

Perseguindo a todo o momento o fator histórico, o que foi feito pela sociedade, o que deixou de ser feito, como procedeu para atingir sua evolução, vamos descobrir as causas e consequência dos acontecimentos da história que confirmou o progresso de alguém neste espaço de chão.

Nossos antepassados nos legaram muitos e muitos feitos dos quais nos valemos para prosseguir na caminhada da vida.

Cada pessoa deixa sua contribuição, o Professor Evaristo Gurgel, pessoa de destacado tirocínio na educação foi um dos que andou por Mossoró pelo ano de 1916 promovendo palestras, conferencias sobre educação, percorrendo várias capitais e cidades brasileiras, como bem informou o escritor e jornalista Lauro da Escóssia, em seu Mossoró no passado que nos tem trazido informações sobre o que antes de nós aconteceu.

Após chegar a Mossoró, o Professor Evaristo Gurgel deu uma volta na cidade, conhecendo um pouco seus habitantes, lá paras tantas notou sua barba carecendo de melhor conservação e, pelas Ruas encontrou a barbearia de seu Manuel David Sobrinho, figura de destacada popularidade, a quem a cidade depositava constante desempenho, por sua maneira de ser homem extrovertido e com suas saídas para cada momento, trazia alegria a todos. Sentou- se na cadeira do barbeiro Manuel David, logo este perguntou:

“Professor se a navalha estiver  rustica, pode reclamar”. Mais adiante o barbeiro David pergunta ao freguês Evaristo Gurgel, se não era bom passar o pente no cabelo que estava um tanto carapinhudo e, este ao som de quem não gostou respondeu-lhe bruscamente: “O senhor termine logo com isto, que eu pretendo sair”.

Percebeu o barbeiro David que seu freguês era um morenão, propenso a preto e não gostava de ser importunado, com o que aparecia como homem de cor, aliás, complexado com a cor preta, deu por encerrada qualquer conversação e o cabelo encaracolado fique como está. Pagou ao barbeiro, nem obrigado disse como prova de não ter gostada da pergunta, ao popular barbeiro ficou a lição de seu filosofismo de bem tratar o freguês sem avaliar o que pesa no tratamento cordial.

Tristeza não tem fim, felicidade sim? – Márcio Costa

Era um fim de tarde de mais um dia de trabalho num escritório encravado na cidade de Pau dos Ferros, interior do Rio Grande do Norte, num ano do início da era 2000, quando recebi pelo MSN, antigo meio de comunicação via internet, aquela tão fadada pergunta que antecede uma má notícia: “Você soube de Vovô?”

Eu me preparava para enviar minhas noticias como correspondente do Alto Oeste para mais uma edição do jornal O Mossoroense, e diante da frase não pensei duas vezes: “Luciano, arrume as coisas, vamos embora para Mossoró. Vovô morreu”.

Luciano Lellys, fotógrafo do jornal que me acompanhava, astuto observador de cenas de crime, e casos insolúveis, detentor de uma veia nata de investigador, fez valer a lógica e conteve minha reação impulsiva.

“Pergunte o que aconteceu”.

O choque imediato causado pela frase do jornalista que ocupava a redação em Mossoró impediu de fazer o básico. Confirmar a notícia. “O que houve com Vovô?” Distante 145 quilômetros, e sem saber o alvoroço que estava causando, o jornalista complementou seu pensamento em tom de euforia. “Vovô apelidou a nova jornalista”.

Numa mistura de alívio e ira, era inevitável não externar insatisfação com o episódio, mas de sorriso aberto surgiu um pensamento natural de satisfação. Ele não partiu.

O Vovô em questão não era pai da minha mãe, muito menos do meu pai. Na verdade, apesar de ser conhecido por apelidar quem aparecesse a sua volta, nunca soube ao certo por que Cosme da Rocha Freire, era conhecido por Vovô, se na época ao menos neto tinha, e sua inocência na maioria das vezes se assemelhava a de um bebê.

Ao chegar em Mossoró contei este episódio em tom de amenidade e de pronto fui revidado. “Sai pra lá HP. Ainda está muito longe de eu morrer”. HP era o apelido dado a mim, usado meses a fio sem que soubesse ao menos a origem. Não lembro de ter escutado ele falar meu nome uma única vez, mas lembro o dia em que explicou a definição do meu apelido.

HP era a abreviação invertida de Padre Huberto, o Monsenhor Huberto Bruening, catarinense que dedicou sua vida como missionário em Mossoró. Quando decidira colocar este apelido, Vovô não imaginava que durante minha adolescência, e juventude, por diversas vezes fui indagado sobre minhas relações com a igreja católica. “Você é padre?”. Se não significa nada, significa ao menos que a percepção de Vovô estava dentro da média.

Trabalhar com jornalismo nunca foi fácil. A pressão pela busca das notícias, as retaliações, ameaças e risco iminente, acabam tornando a vida de um jornalista um cenário de constante tensão, geralmente recompensado pelas histórias e experiências que se acumulam.

Conhecer Vovô foi sem dúvida uma das melhores experiências em meus 18 anos de jornal O Mossoroense. Foi através dele, o guardião do arquivo, e arquivo vivo do terceiro jornal mais antigo do País, que descobríamos a cada dia uma nova particularidade sobre a forma de se fazer jornalismo ao longo de tantas décadas, num cenário de constantes mudanças tecnológicas e sociais.

No último dia 2 de maio, ao chegar na redação do jornal O Mossoroense me deparei com a informação de que ele tinha sofrido um AVC e estava hospitalizado. Imediatamente liguei para uma de suas filhas, e após colher as informações básicas, me prontifiquei a ajudar da forma que fosse necessário. Era o mínimo a se fazer num momento onde a união de forças poderia salvar alguém tão especial.

Poucos dias antes, ele havia entrado na redação do jornal onde trabalhou por mais de 40 anos, e durante cerca de 30 minutos, colocou os assuntos em dia comigo, e outros funcionários remanescentes, com a mesma alegria de sempre, e um olhar de saudades que não conseguia esconder.

“Está na hora de acabar com estas férias e voltar a trabalhar”, disse antes dele voltar para o aconchego do lar, seu novo escritório desde a aposentadoria em 2012. Como imaginar que aquela seria a última visita num local onde era recebido como ídolo, mito e com salva de palmas? Como imaginar que aquele seria nosso último contato?

Acompanhei a evolução do quadro de saúde dele pelo telefone e de forma surpreendente sua evolução foi gradativa e rápida. Na última quinta-feira, recebi a informação de que ele receberia alta nesta sexta-feira e me preparei para visita-lo no sábado.

Com minha mãe já falecida, aprendi que visita em hospital pode ser um fator de estimulo para melhora, mas as vezes pode deixar um sentimento de frustração, impotência, um sabor as vezes amargo, e desde então evito contato com pessoas nestas condições. Por que não esperar até sua alta prevista?

Não deu. Acordei na sexta-feira com a informação de que nosso último contato estaria resumido à sua última visita a redação do jornal O Mossoroense. Vovô deixou o hospital na manhã da sexta-feira como previsto, mas ao chegar em casa, possivelmente emocionado por conseguir voltar para o convívio da sua família, foi vítima de um novo AVC.

Mesmo sem ter a intenção, não partiu sem antes voltar e motivar novos sorrisos de conforto antes da partida em definitivo.

Como não me sentir culpado? Não gosto de velórios nem de sepultamentos. Mas não podia deixar de me despedir do amigo Vovô. Na noite desta sexta-feira me dirigi ao Centro de Velório e sem falar com nenhum familiar fui direto ao local onde estava serenamente acomodado.

Seu semblante vendia paz a um preço que não há como se pagar. Foram segundos marcados pela mistura de memórias enoveladas e ao mesmo tempo tão sóbrias. Impossível segurar as lágrimas.

De repente escuto una voz. “Você é Márcio Costa: Obrigado por tudo. Ele gostava muito de você”. Levantei os olhos envoltos em lágrimas. Era Kaline, a filha com quem eu mantinha contato em busca de informações.

Não lembro o que falei, nem poderia, mas em poucos segundos surgiu sua outra filha, Kaliane. Fui confortado pelo abraço de uma pessoa que na verdade deveria está sendo confortada. Passamos a conversar sobre os últimos dias e sobre a trajetória dele no jornal.

Em poucos minutos o ambiente ganhava o contorno com a semelhança de Vovô. Ali, diante de sua presença, filhos e de sua esposa, começaram a surgir algumas risadas espontâneas de momentos proporcionados pela sua alegria inconfundível.

“Ele apelidou todo mundo no hospital. Deixou sua última mensagem em código para uma tia que acabou de aposentar, algo relacionado a um mapa. Creio que seja de pagamento. Ele pediu pra levar um rádio. O hospital autorizou e levamos. Ele ouviu todos os dias antes de voltar pra casa”, destacou Kaliane, uma de suas filhas.

E por falar em rádio, esta era uma de suas grandes paixões. Sempre relatava suas noites antenadas na Rádio Globo do Rio, divididas com o radialista Ataulfo Alves. E desta relação surgiu aquele que poderia ser seu hino de vida.

Quem conviveu com Vovô dificilmente não o viu cantarolar por diversas vezes o refrão da música “A Felicidade” de Vinicius de Morais.

“Tristeza não tem fim. Felicidade sim”.

Quando o poetinha escreveu A Felicidade, jamais poderia imaginar que o sentido de uma das mais belas canções da Bossa Nova viesse a ser colocado a prova com a mesma antítese de sua origem, por uma figura folclórica nascida numa tórrida cidade do sertão nordestino.

Nos últimos 18 anos, corriqueiramente me deparei com o refrão da música que há décadas faz sucesso nos quatro cantos do País e confesso que fora a repetição do refrão jamais tinha parado para avaliar as demais partes da música.

Adotei-a como trilha sonora para escrever este texto de despedida, e tive a certeza de que a partir de um momento normalmente marcado pela tristeza que parece sem fim, a afirmação de Vinicius de Morais passa a contar com uma pequena adaptação, mas que representa muito.

“Tristeza não tem fim…

…Felicidade sim?”

Sua partida mostra que a fatídica previsão de que a felicidade tem fim, pode sim figurar como uma dúvida a ser respondida com o tempo.

Que Deus conforte sua família, e que com o decorrer do tempo todos possam ter a certeza de que sua memória estará sempre ligada a uma felicidade eterna e sem fim, construída ao longo das histórias, e estórias, vividas e contadas no decorrer de toda a sua vida.

Vá com Deus amigo Vovô. Até um dia.

A importância das Micro e Pequenas Empresas no Desenvolvimento

Em um ano de crise, muito tem se falado nas possíveis saídas para o embaraço econômico que passamos. Ao analisar os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), vê-se que nos últimos anos temos tido mais demissões do que admissões. Já são mais de 13,5 milhões de brasileiros sem um emprego formal.

Interessante perceber que quando comparamos a geração de empregos entre as micro e pequenas empresas, empresas de pequenos porte e nas empresas maiores, o saldo da geração de emprego só é positiva entre as menores. Isso significa dizer que na base da pirâmide, as micro e pequenas têm gerado mais do que demitido.

Outro ponto importante que vale à pena ser ressaltado é que isso mostra também um número considerável de novas empresas sendo formalizadas, gerando, além do emprego, mais receita para os municípios, estados e para a União. Com a nova Lei da Terceirização esse número deve aumentar ainda mais no País como um todo através dos CNPJ de Micro Empreendedor Individual (MEI).

Microempreendedor Individual (MEI) pode ter faturamento até R$ 60.000/ano, as Microempresas (ME) têm faturamento de até R$ 360.000 e as Empresas de Pequeno Porte têm faturamento de até R$ 3,6 milhões/ano. Elas têm, graças à Lei Geral da Micro e Pequenas Empresa, um regime tributário diferenciado e representam um total de 94,3% das empresas abertas no País e empregam 85% da mão de obra formal.

Além da Lei Geral, é importante que as MPEs recebam também um acompanhamento especial, que tenham atenção dos governos. O Desenvolvimento não pode ser negligenciado e precisa ser encarado como prioridade. Ao avaliar a quantidade dos empreendedores individuais ano a ano, percebe-se que há um crescimento exponencial.

Em 2008, dois anos após a instituição da Lei Geral, Mossoró tinha 68 MEIs, representando 1% das empresas ativas. Hoje são mais de 8.000 e representam 41%. O número de Microempresas não aumentou muito em números absolutos, mas diminuiu violentamente sua representatividade. Em 2008 eram 4.380 microempresas e representavam 64% do total, hoje são 5.685 e representam 29% das empresas funcionando em Mossoró.

Na série histórica, percebe-se que na medida em que sobe a representatividade das MEIs, diminui-se a das MEs. São pessoas iniciando seus próprios empreendimentos, outras formalizando seus pequenos negócios. O apoio através da qualificação e do acompanhamento é imprescindível.

Algumas universidades têm projetos de incubadoras de empresas. Umas voltadas apenas para empresas iniciadas pelo público interno, outras são abertas para a comunidade. Iniciamos desde o começo do ano rodadas de conversas com as instituições no intuito de ampliar e fortalecer estes projetos. A intenção é servir de polo de união entre empreendedores, academia e Poder Público.

Paralelo a isso, a Prefeitura de Mossoró e o Sebrae vão formalizar um convênio para qualificar aqueles que já têm e também os que desejam iniciar um negócio. A expectativa é de que possamos fortalecer a geração de emprego e renda também através dos micro e pequenos empreendedores.

A reação de Lula – Júlio César Cardoso

A reação de LULA à revelação do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, de que o ex-presidente  lhe deu orientação a apagar vestígio de conta em banco na Suíça  é uma demonstração de quem se vê, cada vez mais, desmascarado em seus próprios círculos corruptos de amizades.

Se existem idiotas –  que acreditam na inocência de Lula -, eles só podem estar no covil do PT. É impossível que todos os delatores da Lava-Jato estejam mentindo. A verdade é que os fatos convergem para um só lugar: a prática corrupta de Lula é uma verdade inequívoca.

Nenhum político sério e honesto enriquece na vida pública. Por exemplo: Sarney, Lula, Renan e outros biltres solertes, que usam a esperteza criminosa de agir para se locupletar na política, deveriam ser sentenciados com a perda dos direitos políticos para sempre e mantidos na cadeia por muito tempo, sem direito a nenhum benefício.

Se não fosse a Lava-Jato, pós-mensalão, para escancarar a podridão política, nada se ficaria sabendo no submundo putrefato da política nacional. E justiça seja feita ao denodado juiz Sérgio Moro, que  não teve medo de mandar para a cadeia – e anda mandará mais – elementos políticos e não políticos, componentes da macrodelinquência que tomava conta do Brasil.

E a ODEBRECHT, OAS etc. estão aí para desnudar os larápios de colarinhos brancos, que roubavam há muito tempo a esperança de brasileiros pobres, como Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, oportunista que pouco trabalhou no Banco do Brasil,  e esposo da também indiciada senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), escudeira empedernida de Lula e do PT.

Lula é um impostor que soube inebriar a ala  intelectual petista. Mas não conseguirá enganar o juiz Sérgio Moro. Todas  as delações premiadas levam ao Lula.

Lula é o proprietário oculto de todo o seu patrimônio. Era alimentado financeiramente com dinheiro ilícito do propinoduto contabilizado na ODEBRECHT e OAS. O dinheiro volumoso recebido das “palestras” dadas no exterior era a forma especiosa de a ODEBRECHT remunerar o ex-presidente pelas facilidades que  seu governo concedia à empreiteira. O sítio e cobertura não estão oficialmente em seu nome, mas pertencem ao Lula, conforme declaração inquestionável das empreiteiras.

É evidente que não é só o Lula que merece ser penalizado, mas todos aqueles envolvidos na Lava-Jato, como os arrolados na lista de Fachin, respeitado o devido processo legal: Temer, Serra, Renan, Eunício Oliveira, Jucá, Collor, Lobão, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Aécio, Dilma, Gleisi, Lindbergh e outros saltimbancos travestidos de políticos.

O Brasil precisa exorcizar todos os componentes corruptos da República da Odebrecht e pô-los na cadeia.

Júlio César Cardoso – Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

Paiva Netto – O Democrata Divino

Jesus é o Democrata Celeste, a divina liderança das Almas livres.

Aprendemos que Deus concede ao ser humano a liberdade na condução de sua própria vida. Todavia, o Criador não é inconsequente. Ele abaliza essa mesma liberdade com leis recíprocas, que promovem o equilíbrio. No caso, a Lei de Causa e Efeito. Plantou-se, colhe-se! O Bem ou o mal. Por isso mesmo, há décadas, defini a Democracia como o regime da responsabilidade. Portanto, jamais deve ser confundida com caos.

Rui Barbosa (1849-1923), destacado jurista, jornalista, diplomata e político brasileiro, na sua belíssima “Oração aos moços”, escreveu: “A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam”.

É evidente que isso não se trata de um pensamento de Al Capone (1899-1947), porque, assim, eu não o colocaria nesta reflexão, dedicada à Fraternidade Ecumênica.

Rui não se refere aqui ao uso da exclusão, que é violência, pois tinha conhecimento de que desumanidade resulta em desumanidade. E o notável “Águia de Haia”, anteriormente em seu discurso proferido no dia 15 de janeiro de 1910, no Teatro Politeama Baiano (Salvador/BA), a certa
altura declarara: “Deus não recusa a liberdade aos Seus próprios negadores. Mas, por isso mesmo, no fundo mais inviolável de toda a liberdade está Deus, a sua garantia suprema”.

Jesus exorta em todos nós o exercício da Fraternidade Ecumênica ao nos deixar o Seu Mandamento Novo, a Suprema Ordem do Cristo (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) — “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” —, porque sem esse sumo sentido de verdadeira Justiça, de Solidariedade e de Generosidade a Liberdade se torna condenação ao caos. Ele também admoesta: “Quando o Filho de Deus voltar sobre as nuvens com os Seus Santos Anjos, dará a cada um de acordo com as próprias obras de cada um” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. Contato: [email protected] — www.boavontade.com