sábado , 16 de dezembro de 2017
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Reinaldo Domingos – 8 orientações para evitar briga de casal por causa de dinheiro

Quando falamos de finanças para casais, é importante cuidado para evitar brigas, o que é muito comum. Hoje sabemos que grande parte dos brasileiros desconhecem o valor do salário do companheiro, para se ter ideia, pesquisa do SPC Brasil aponta que 29,2% dos brasileiros não sabem ao certo o valor do salário do companheiro.

Essa informação é bastante preocupante, já que demonstra uma grande possibilidade de problemas relacionados ao dinheiro no futuro. Isso porque, a primeira dica em relação ao tratamento do dinheiro do casal é sempre muito diálogo, mas isso também não ocorre, pois, a mesma pesquisa aponta que só 38,9% das famílias brasileiras conversam sobre despesas e receitas da casa mensalmente.

Mas, qual a saída? O mais adequado é construir um orçamento familiar baseados nos sonhos e objetivos da família. Também é muito importante que ocorra o quanto antes a definição de regras financeiras a serem seguidas, como quem paga o quê. Contudo, essas regras devem ser alvos de constantes reavaliações.

Para o casal, algumas questões se mostram fundamentais, como a questão de como dará a divisão das contas. É possível ter uma conta conjunta para que esses compromissos sejam pagos. Porém, acredito que seja interessante avaliar a possibilidade de cada um ter sua conta corrente, definindo os limites, pois cada um pode ter seus próprios gastos.

Já, quando o assunto é investimento, esse deve ser feito em conjunto, pois, assim, se poupa mais dinheiro e obtém melhores resultados. Só tratando de forma diferenciada a questão da aposentadoria, já que esse investimento deve ser separado para cada um, lembrando que, quem não construir sua aposentadoria, um dia, terá que pedir dinheiro para alguém, certo?

O segredo, então, é colocar tudo na mesa, nunca esquecendo que o assunto mais importante a ser conversado não são as despesas, e sim os sonhos e desejos individuais e coletivos. É muito comum os sonhos serem deixados de lado, mas, acredite, esse é um erro capital de milhões de casais.

É importante estar atento, colocando sempre, no mínimo, três sonhos – curto (até um ano), médio (de um a dez) e longo prazo (acima de dez anos) –, todos acompanhados de informações básicas, como quanto custa e quanto será guardado mensalmente. Caso contrário, não serão sonhos, e sim verdadeiros pesadelos para os casais, podendo “esfriar o relacionamento”.

É preciso reforçar que, mesmo tendo contas separadas, quando se opta pelo casamento, é preciso não discriminar quem ganha mais ou menos. Trata-se de uma família e, neste caso, a receita deve ser pensada e somada para todos que dela participam. Assim, se deve definir um limite de gasto para cada um e fazer com que ele seja respeitado. Caso isso não ocorra, deverá ser motivo de diálogo.

Veja algumas orientações:

1.    Recomendo reuniões frequentes entre o casal para debater as finanças, porém, diferente do que ocorre frequentemente, esse não deve ser um momento apenas de tensão, mas sim de projeção;
2.    Estabeleçam sempre sonhos de curto, médio e longo prazos, lembrando que se deve ter objetivos coletivos e individuais;
3.    Um ponto que geralmente é foco de divergências é o padrão de vida que ocasal leva, assim, faça um diagnóstico financeiro e, com os números reais da vida financeira, ajuste o padrão dentro dessa lógica;
4.    Outro motivo de briga é o fato de um dos parceiros ser mais acomodado. É importante entender que cada um possui um estilo, assim, recomendo a busca de um meio termo, com regras bem estabelecidas e não ficar batendo sempre na mesma tecla;
5.    O ponto fundamental é que, quando só um dos parceiros trabalha externo, também deve se ter a preocupação com a vida financeira em longo prazo, no caso aposentadoria;
6.    Caso tenham filhos, é preciso inclui-los na conversa sobre dinheiro e, mais do que isso, também devem chegar a um acordo sobre como será a educação deles em relação às finanças;
7.    Se um dos parceiros fez alguma ação errada em relação ao dinheiro, lógico que haverá um nervosismo inicial, por isso, tente deixar o debate para um momento no qual já conseguiu se acalmar um pouco e refletir sobre o ocorrido. Contudo, não finja que nada ocorreu, guardar pode causar “estouros” futuros;
8.    Lembrem-se, é nas dificuldades que vemos com quem realmente podemos contar. Assim, em caso de crise financeira, em vez do distanciamento, o ideal é buscar estar mais perto de quem gostamos.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), autor dos livros Terapia Financeira, Mesada não é só dinheiro, Eu mereço ter dinheiro, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.

Thadeu Brandão – O “Mossoró Cidade Junina” e a débâcle da cultura mossoroense

Thadeu de Sousa Brandão – O “Mossoró Cidade Junina” e a débâcle da cultura mossoroense

Escrevendo um artigo para um livro que trata do Desenvolvimento do Turismo no RN, organizado por um colega do Departamento de Turismo da UFRN, apontei que Mossoró possui três grandes eventos que podem vir a serem motores de um possível desenvolvimento sustentável para o chamado “Turismo Cultural”. De todos, era o “Mossoró Cidade Junina”, que apresentava maiores condições de ser tratado como momento possível de se concretizar essa modalidade turística no momento atual. Isto porque, a cidade, nesta época, disponibiliza toda uma estrutura turística capaz de dar conta de um afluxo mínimo de visitantes. Não me refiro apenas a hotéis e restaurantes, o que a cidade já possui minimamente – embora em número insuficiente para uma demanda maior –, mas a uma estrutura de banheiros públicos, comércio de artesanato, estrutura de deslocamento – que em Mossoró é extremamente precária –, e um sistema de guias turísticos locais que – em tese – privilegiam não apenas o espetáculo, mas o patrimônio histórico e cultural local (gastronomia, arte, manifestações da cultura popular etc.).

Infelizmente, essa realidade está distante do necessário. O crucial, é que temos uma ausência de planejamento estruturado que permita a integração dos eventos enquanto políticas públicas efetivas, tanto por parte da Prefeitura Municipal de Mossoró, quanto por parte do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O “Mossoró Cidade Junina”, não possui um “Comitê Gestor Permanente” e patina no amadorismo anual. Construído cada vez mais às pressas, corre o risco de se resumir aos mega espetáculos da indústria cultural. Suas quadrilhas juninas, sanfoneiros, teatro de mamulengos, autos, repentistas e demais atrações são relegadas cada vez mais ao abandono por parte da Prefeitura Municipal e seus gestores.

Assim, se existe o evento, ainda não há a estrutura para recepcionar um quantum significativo de turistas e tornar a perspectiva de um “Turismo Cultural” consolidada.  Mesmo assim, os eventos crescem gradativamente, o que talvez – aqui especulo –, enseje uma necessidade de adequação estrutural para se preparar para essa demanda (bem ao estilo nacional de “apagar incêndios”). Tão grave quanto a questão de infra-estrutura e de planejamento, porém, é a própria natureza dos eventos, que correm o risco de se descaracterizarem ou mesmo não mais ocorrerem.

Fundamental apontar que, com atual crise da PETROBRÀS e a crise política e econômica que assola o Brasil, os repasses dos “royalties” da estatal, que permitiam o financiamento dos eventos em Mossoró, município polo na extração de petróleo em terra no RN, vários dos eventos praticamente deixaram de ocorrer nos últimos anos, como o “Auto da Liberdade”. O próprio “Mossoró Cidade Junina”, diante da crise, também passou a ser ameaçado, além de alvo de críticas por parte da sociedade local, que padece na falta de infraestrutura e serviços básicos (como saúde) em detrimento ao financiamento dos eventos.

Mas, como apontei acima, há algo de mais grave no que tange ao evento e seu planejamento. Podemos apontar isso, inclusive, como “vício de nascimento”, já que o mesmo nunca possuiu um comitê gestor independente e articulado com a sociedade. Neste ano de 2016, a situação tornou-se mais grave ainda, já que além das inúmeras dívidas contraídas no ano anterior (2015) manterem-se insolventes, corre-se o risco de, mais uma vez, centralizar toda a festa em atrações de bandas e cantores exógenos à cultura local. Se – como já escrevi em um artigo científico publicado pela Revista Turismo Estudos e Práticas da UERN em 2012 – o evento é símbolo da cultura mossoroense, no que então esta possui de especificidade, já que as mesmas bandas são comuns a todos os eventos por aí a fora?

Mesmo o espetáculo teatral ao ar livre “Chuva de Balas no País de Mossoró”, como afirmou uma representante do setor de artistas, precisa de tempo para ser preparado e até esta data não iniciou ainda seus ensaios e planejamento. Além disso, dívidas com quadrilhas juninas, sanfoneiros, repentistas e até mesmo com fornecedores de lanches são tratadas, como me informou uma fonte na Prefeitura Municipal de Mossoró, no “devo não nego, não pago e contrato outra no lugar”. O descrédito é aumentado pela acefalia da ex-Secretaria de Cultura da cidade que, relegada à situação de “gerência”, padece com a falta de verba e de autonomia.

Ontem, o cenário de filme policial rondou mais uma vez o evento. Pregões adiados e acusações férreas advindas das empresas que gestaram anteriormente o evento. Afora as investigações do Ministério Público que resultaram na Operação “Anarriê” que levou à prisão de alguns dos gestores e organizadores do Mossoró Cidade Junina de anos anteriores. Muito mais há de se investigar, afinal, nada mudou no “fazer” o evento. As mesmas e velhas práticas, os mesmos e velhos modelos de controle e gestão são ainda utilizados.

Pior para a cultura e para os artistas locais, relegados ao terceiro plano, ao calote e ao descrédito, subordinados única e exclusivamente à festa etílica moldada pela poderosa indústria cultural. Que valores locais são apreendidos e consolidados? Afinal, se como eu disse anteriormente, se as ditas bandas e cantores são exógenas e estão em todos os eventos, qual a imaterialidade cultural a ser preservada?

Não se trata de ser “contra ou a favor” do evento como destilaram, em seu péssimo português e em sua verborragia submissa ao poder constituído, alguns “blogueiros independentes”. O evento, por ser já Patrimônio Imaterial do RN deve ser mantido. Mas, deve ser mantido seu foco real: a valorização da cultura local em sua identidade e especificidade. Fugir disso é destruir o evento. Caminhamos para isso, não tenham dúvidas.

Mas, não importa não é? Afinal, de “pannes aet circum” construímos os novos “valores” de nosso sertão. Principalmente aqueles moldados na falta de transparência, na falta de probidade com a coisa pública e na falta de respeito à memória e ao passado.

 

Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais (UFRN). Membro Efetivo do Programa de Pós-Graduação em Cognição, Tecnologia e Instituições – PPGCTI e Professor do Departamento de Agrotecnologia e Ciências Sociais – DACS da Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA. Co-Apresentador do Programa Observador Político na TV Mossoró e FM Resistência (93FM). Membro da Câmara Técnica de CVLIS da SESED. Autor de “Atrás das Grades: habitus e redes sociais no sistema prisional”, entre outros.

Vera Lucia Rodrigues – O papel da assessoria de imprensa em épocas de crise

Vera Lucia Rodrigues – O papel da assessoria de imprensa em épocas de crise

Em momentos econômicos difíceis, como o que estamos vivendo,  há uma tendência de redução de custos em todas as esferas corporativas. No entanto, um cenário de crise econômica não se constitui nenhuma novidade  para a maioria dos empresários e empresas no Brasil. Depois de um sólido período de estabilidade financeira, o país volta a enfrentar uma de suas piores crises, com o estado de recessão econômica agindo em cadeia nos mais diversos mercados e minando investimentos.

Como já sabemos, em geral, os cortes começam na área de comunicação,que nessas horas não é vista como prioritária dentro da corporação, o que se constitui em um equívoco sério, porque sem visibilidade a empresa fica ainda mais afetada. Mesmo que o argumento seja  no sentido de diminuir as despesas,  ressalva deve ser feita dentro do setor de assessoria de imprensa, que as vezes com bem menos recursos do que a publicidade consegue ampliar significativamente a exposição de uma empresa, especialmente na área de pequenas e médias empresas que normalmente não tem muita verba para investir em visibilidade.

Nesse sentido, talvez deva haver um melhor aproveitamento dos recursos, uma vez que períodos turbulentos demandam reflexão e criatividade. A palavra de ordem deve ser otimização. Em vez de eliminar os  gastos com a área de marketing, vamos nos concentrar na realização de investimentos inteligentes. Dessa maneira, sua empresa não ocupará várias páginas de publicidade ou fará uma campanha na Globo, mas estará presente no noticiário, que resultará em uma maior exposição da marca e a possibilidade de um aumento efetivo na procura e, consequentemente, nas vendas. O que você pode fazer para estar presente no noticiário?

Contratar um esquema de assessoria de imprensa, que transforme a sua empresa em notícias com lançamentos, exportações, participação em feiras, contratação de novas pessoas, realização de cursos e eventos e outras notícias. Com isso,a empresa não só estará mais preparada para enfrentar os períodos de dificuldade como também pode sair fortalecida e renovada para os tempos de bonanza que, eventualmente, reaparecerão.

A fórmula não é, exatamente, mágica, porém, se bem aplicada, pode gerar um melhor conhecimento da marca e dos produtos, levando a uma maior procura pela sua empresa e/ou produtos.

*Vera Lucia Rodrigues é jornalista, mestre em comunicação social e diretora da Vervi Assessoria, empresa que há mais de 30 anos se dedica à área de assessoria de imprensa [email protected]

 

Gabriela Giraldi – Como denunciar maus-tratos e abandono de animais?

Todos os dias, na TV ou na internet, não é raro encontrarmos vídeos e relatos de maus-tratos e abandono de animais. É impressionante a frequência com que esses casos acontecem, isso porque só temos acesso a algumas ocorrências, imaginem a quantidade de bichinhos que tem sofrido sem que ninguém saiba ou tome uma atitude. Para evitar que essa situação continue se repetindo, todos precisam fazer a sua parte.

Resolvi escrever sobre o assunto porque, recentemente, vivenciei um dos casos mais marcantes da minha vida profissional. Estava em São Miguel Paulista a trabalho, quando vi do carro dois vira latas muito bem cuidados andando com um pit bull todo queimado no rosto e em estado de desnutrição avançada.

Ao presenciar essa cena, parei, abri a porta e chamei-os. Por um instante o pit bull, que estava com coleira, olhou pra mim, com muita dificuldade deu duas abanadas no rabo e veio ao meu encontro. Nesse momento, perguntei para uma moça e um senhor que estavam me observando se o animal tinha dono e eles responderam que não, que estava ali por dias. Na mesma hora, não tive dúvidas, agora ele tinha dono. Abri a porta do carro e o ajudei a subir.

Quando cheguei ao meu local de trabalho, as pessoas se apavoraram. “Como assim você pegou um pit bull? Como teve coragem?”, perguntaram. Respondi que em 12 anos de profissão lidando com muitas raças de cães e gatos nunca fui mordida por um pit bull, Resolvi chama-lo de El Toro, como o animal forte e lindo, que um dia ele havia sido. Desde então, estou tratando para deixa-lo saudável novamente. Já fizemos duas cirurgias, uma de castração e outra para a ruptura de ligamento no joelho. Em 40 dias, o El Toro já ganhou 10 quilos, mas ainda está magro e em tratamento.

Parando para analisar o problema é perceptível que nem todo mundo tem coragem ou condições de fazer isso e, por não saberem como lidar com a situação, acabam deixando pra lá. Assim, para evitar que mais casos como esse aconteçam e fiquem impunes, preparei três passos que você pode seguir para ajudar no combate ao abandono e maus-tratos contra animais.

1º Passo: saiba quais atitudes caracterizam maus-tratos

Antes de qualquer coisa, para melhor identificar o caso, você precisa saber quais situações podem ser consideradas como maus-tratos. Veja alguns exemplos:

  • abandono; períodos acima de 48 horas já caracterizam abandono, ou seja , mesmo que seja por um final de semana.
  • agressões físicas (espancamento, mutilação, envenenamento);
  • manutenção do animal preso a correntes ou cordas, em locais sem ventilação ou entrada de luz, em locais pequenos e sem cuidados com a higiene ou desprotegido contra o sol, chuva ou frio;
  • privação do animal a alimentação adequada e diária ou ao atendimento veterinário, caso esteja doente ou ferido;
  • submissão do animal a tarefas exaustivas de trabalho mesmo que sejam exercícios de competição, ou além de suas forças;
  • utilização de animais em espetáculos que possam submetê-los a pânico, estresse, agressões, e
  • captura de animais silvestres, seja lá em que condições forem.

Agora, caso presencie a ocorrência de qualquer uma dessas situações, você já pode partir para o próximo passo.

2º Passo: tenha certeza e reúna evidências

Todas as situações descritas acima caracterizam crimes contra os animais, portanto, os responsáveis por cometê-los devem ser punidos. Como sua intenção não é prejudicar ninguém injustamente, o ideal é que você tenha certeza quanto a denúncia que está prestes a fazer. Para isso, procure evidências e testemunhos que comprovem suas suspeitas, fotografe ou filme os animais que estão sofrendo maus-tratos e procure o maior número de informações possíveis para identificar o agressor. Feito isso, é hora de partir para ação.

3º Passo: denuncie

Bom, para de fato conseguirmos mudar, mesmo que pouco a pouco, essa realidade, sempre que presenciarmos algum desses casos devemos denunciar. Esses atos, tanto de abuso como de crueldade, são considerados crimes ambientais e devem ser apresentados à polícia, que formalizará a ocorrência e instaurará um inquérito.

Em São Paulo, a denúncia pode ser feita presencialmente na Divisão de Investigação sobre Infrações de Maus-Tratos a Animais (Avenida São João, 1.247, centro, São Paulo) ou através dos telefones (11) 3338-0155 | 3338-1380. Em todo o país, os casos podem ser relatados ao “Disque-Denúncia“, pelo telefone 181, que realiza atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Com essa atitude você poderá contribuir para mudar a realidade e a qualidade de vida de muitos animais que estão em situação de risco ou abandono por aí. Trata-se de um ato de amor e consciência, não hesite em fazê-lo!

Gabriel Bocorny Guidotti – O dom de escrever

 

Gabriel Bocorny Guidotti – Jornalista e escritor

A palavra poética é oportunista, pois permite interpretações. Com uma caneta na mão sou um artista e posso, se me utilizar das ideias certas, estimular multidões. Para quem pratica esse ofício, um dia chega aquele momento odioso em que o erro acontece. Você pega a referência errada, usa uma fonte fraca, ou fracassa, acidentalmente ou não, no português. Aí o Diabo entra em cena.

Errar é humano. Notar o erro é desumano, ainda mais quando o erro é compartilhado para milhares de pessoas. Você lê o texto 15 vezes e não repara no que estava bem na frente do seu nariz. Incrédulo, não acredita e se irrita. Às vezes, oscilações emocionais corrigem um trabalho. Em um dia, escrevo de um modo. No outro, olho para aquilo e digo: “onde é que estava a minha cabeça?”.

O texto é sempre passível de erros gramaticais. Erros contextuais, que podem virar acertos no dia seguinte, dependem do ânimo do autor.  O objetivo é sempre o mesmo: a incessante busca pela verdade. Triste, já escrevi belíssimas memórias. Em outros momentos, o predomínio da felicidade não me permitiu produzir mais que duas linhas. Destarte, escrever constitui um campo de batalha. Inúmeros fatores influenciam no resultado.

Concomitantemente, escrever é terapêutico. O dom da palavra move montanhas, muda a história de um povo. Nunca duvide do poder de uma única letra. Ela comanda ideologias e forma novos fiéis. A palavra, mais complexa, é o bastante para a morte e a vida. Uma palavra determina a ascensão e a queda de uma nação. De palavras vive a nossa espécie. Escrever é conquistar corações, para o bem ou para o mal.

Procuro estimular o bem, criticando o que precisa ser criticado e maquiando as deficiências do mundo quando eu mesmo não as suporto. Figurar é uma saída atraente quando tantos fatos ruins acontecem ao nosso próprio arrepio. Mas é a vida, e ela precisa ser vivida. De outro modo, não haveria sobre o quê escrever. Não haveria, igualmente, os heróis da palavra grifada. E isso o mundo jamais poderia suportar.

Luiz Gonzaga Bertelli – Jovem trabalhador

Um dos índices perversos que aumenta com a amplitude da crise econômica é o desemprego dos jovens. Até o fim do ano passado, 15% das pessoas de 14 a 24 anos estavam sem emprego no Brasil. A média mundial de 13% mostra que os números apresentados pelo Brasil são preocupantes. A tendência é que esse percentual se eleve, levando-se em conta o agravamento da recessão econômica combinado com o emaranhado político do impeachment.

Em meio a essas instabilidades, comemorou-se neste domingo, 24, o Dia do Jovem Trabalhador, efeméride que ressalta a importância de oportunidades para a juventude no mercado de trabalho.  De acordo com a Constituição, os jovens até 16 anos estão proibidos de qualquer tipo de trabalho, exceto na condição de aprendizes, para os maiores de 14 anos. Foi com o objetivo de melhorar a formação profissional dos jovens que o CIEE criou seu programa de aprendizagem e hoje, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Aprendiz Legal capacita quase 80 mil estudantes por todo o país, com a prática na empresa e a formação teórica ministrada pelos instrutores do CIEE em salas de capacitação.

Para comemorar essa importante data, o CIEE programou uma série de atividades nos polos de capacitação das quais os aprendizes serão protagonistas, como peças de teatro, apresentações musicais, palestras, entre outras atividades. Em São José do Rio Preto, por exemplo, foram organizadas palestras para que os jovens discutam temas atuais, como a proliferação do mosquito Aedes aegypt, que transmite dengue, zika e chikungunya.

Apesar do momento difícil, o Aprendiz Legal continua ampliando seus horizontes e segue como uma alternativa importante para que o jovem adquira experiência laboral e renda, podendo assim se esquivar dos índices preocupantes de desocupação. Além de dar oportunidade para o crescimento profissional às novas gerações, o programa oferece às empresas a oportunidade de cumprir as determinações da Lei da Aprendizagem (n.10.097/2000) que obriga a contratação de cota de aprendizes para as grandes e médias empresas, de acordo com o número de colaboradores.

Empresas que investem na formação de seus próprios talentos contribuem socialmente para a inserção do jovem no mercado de trabalho e colhem resultados positivos, já que a energia e as ideias novas são fundamentais para oxigenar o ambiente e torná-las cada vez mais competitivas.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

Manoel Carlos Jr. – Quer diferenciar sua empresa no mercado? Aprenda a contar a história dela!

Todas as empresas e negócios, sem exceção, têm a sua própria história. Especialmente em um país como o Brasil, na maioria das vezes são casos de superação, lutas, frustrações e conquistas.
Para que se possa começar a criar uma identificação emocional forte com seu público alvo, é preciso contar essa história para ele. E, para alcançar o melhor resultado, deve-se usar técnicas profissionais: o chamado storytelling.
O storytelling é a mais antiga forma de passar conhecimento através de gerações. Ela representa também como olhamos para diversos fatos e tomamos opiniões, já que somos influenciados por histórias e pela forma como as interpretamos.
Uma boa história deve ser autêntica, criativa, fazer uma conexão emocional e pessoal com seu cliente, inspirar a ação e levar o público a uma jornada de mudanças e transformações.
As pessoas que contam e acreditam em histórias iguais possuem valores semelhantes. A visão de mundo que temos é, simplesmente, uma coleção de histórias sobre fatos que acreditamos. Logo, uma boa narrativa é fundamental para criar uma sensação de “nós” (empresa e consumidor/cliente).
Histórias compartilhadas, valores compartilhados, visões de mundo compartilhadas. A ideia de pertencer a um grupo específico, uma tribo. Sem uma narrativa, não há conflito, porque não é possível existir “nós” se não houver “eles”.
Existem diversos modelos de enredos para se contar uma boa história. Utilize a que mais se adequa a sua história real e faça sua própria narrativa. Você pode até romancear, mas nunca menti.
Seguem abaixo os 6 principais modelos de enredo/narração:
1. Jornada do Herói 
2. Inimigo público comum
3. A jornada do idiota
4. Do fracasso à fama
5. Herói por acidente (herói relutante)
6. Nós somos iguais
O ideal é que a narrativa escolhida tenha início, desenvolvimento e final coesos, e se desenrole por, no máximo, 4 parágrafos. Ela pode ser contada através de animação, vídeo, posts nas redes sociais, texto no site, folder, na lateral da embalagem de um produto ou mesmo em uma vitrine de loja. 
Não importa como você faça isso. O importante mesmo é contar uma bela história.

* Manoel Carlos Jr. é palestrante, um dos pioneiros do chamado Marketing de Experiências na América Latina e criador do termo “Experiencialize”. É publicitário formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing , pós-graduado em Gestão de Marketing pela FGV-SP e especialista em Business Comunication pela International English Institute – CA (EUA). 

 
Sobre Manoel Carlos Jr.
Palestrante, um dos pioneiros do chamado Marketing de Experiências na América Latina e criador do termo “Experiencialize”. É publicitário formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing , pós-graduado em Gestão de Marketing pela FGV-SP e especialista em Business Comunication pela International English Institute – CA (EUA).

Marcelo Lombardo – Cinco formas de economizar usando software de gestão

Nossa economia está em recessão, e em um momento como esse controlar os gastos é questão de sobrevivência para algumas empresas.

Anos de crise são grandes divisores de água e são neles que as empresas precisam inovar e investir recursos no que realmente funciona, trazendo maior economia e aumentando a eficiência dos processos. Pequenos ajustes e a ajuda de um software de gestão são capazes de trazer uma grande economia financeira.

Tendo um ERP as empresas são capazes de ter todas as informações automatizadas e integradas sobre seus custos fixos, custos variáveis e fluxo de caixa. Além disso, os softwares de gestão ajudam na tomada de decisão, uma vez que é possível cruzar informações e tomar atitudes baseadas em fatos e números, não em “achismo”.

O Omie, primeiro e único ERP parceiro do contador, integra todos os departamentos da empresa e coloca o empresário e seu principal conselheiro, o contador, na mesma página. A ideia é automatizar os processos de cada setor com uma visão integrada do resultado, gerando economia em diversos aspectos do dia a dia:

Tempo – O software de gestão otimiza e automatiza os processos gerando maior economia de tempo. Quando a empresa não tem um ERP, as informações ficam desassociadas e os processos acabam sendo feitos manualmente pelo financeiro, fiscal, contabilidade e estoque, o que acarreta em um maior número de erros cometidos. Resumidamente o software diminui o retrabalho.

Fluxo de caixa e economia financeira– Com um ERP é possível criar um fluxo de caixa que trabalhe com informações em tempo real. Nesse cenário o gestor pode tomar decisões, avaliando possíveis cenários e corrigindo rotas. Tomar a decisão errada pode custar caro em um momento econômico onde cada centavo desperdiçado conta na balança. Usar rapidamente os dados e informações reunidos pelo ERP pode ser o divisor de águas para tomar a decisão correta.

Relacionamento com o cliente – Esse talvez seja o maior custo benéfico de se investir em software de gestão. Conhecer os clientes e sua jornada de compra é o que traz assertividade e previsibilidade para o negócio. O ERP pode controlar alguns dados que ajudarão o empresário a conhecer o comportamento do cliente suas principais necessidades e costumes. Quando os gestores desenvolvem um bom relacionamento levam os gestores a obterem os melhores resultados, passando uma imagem de maior profissionalismo e confiabilidade para o mercado.

Compras – O departamento de compras trabalha para manter os insumos necessários da produção ou então o estoque de mercadorias a venda. Ter um sistema que para gerenciar esse departamento ajuda na hora de obter a melhor cotação do que se está comprando sem correr o risco de comprar de mais ou de menos. Esse é um dos departamentos mais delicados de uma empresa. A decisão certa vai ajudar na economia de recursos financeiros e em um maior ganho de produtividade. Sem a ajuda do ERP o estoque pode ficar comprometido levando a empresa a fazer compras de ultima e hora e perdendo o poder de negociação com os fornecedores.

Agilidade na legislação fiscal e tributaria – O governo tem demandado um controle cada vez mais estreito e detalhado nas transações comerciais, sejam elas de compra ou venda. As informações sobre cada tipo de imposto cobrado, nota emitida ou exigência fiscal, ficam sempre à mão do Omie, inclusive por ele integrar todos os setores da empesa desde o fornecimento, estoque até a saída, na venda. Isso garante uma emissão de nota correta para o produto correto, um histórico de controle, e a certeza da tributação correta sendo cobrada, evitando multas, dentre outros riscos e penalidades.

Quando falamos em crise logo pensamos em como evitá-la. No entanto, a chave para o sucesso pode estar em saber lidar com ela e inovar quando toda a concorrência está retraída. Não existe uma receita, mas manter um melhor controle sobre a gestão certamente é um caminho para economizar e sobreviver em tempos difíceis.

Marcelo Lombardo é idealizador do produto Omie e CEO da Omiexperience.

Clemente Ganz Lúcio – Previdência Social em dados

Clemente Ganz Lúcio

O governo tomou a inciativa de colocar a questão da previdência social em debate com vistas a encaminhar uma nova proposta de reforma. A Câmara dos Deputados também atua para criar uma comissão para tratar do assunto. A sociedade e os trabalhadores estão, mais uma vez, diante de um debate e tratamento propositivo para o sistema de seguridade e previdência social.

As Centrais Sindicais já manifestaram seu posicionamento de partida, afirmando que estão permanentemente comprometidas com o debate sobre a seguridade e previdência social no que se refere à plena promoção dos direitos, ao financiamento sustentável do sistema e às várias dimensões da gestão. Ao mesmo tempo, afirmaram que consideram inoportuno encaminhar uma reforma nesse momento, tendo em vista que: o Congresso recentemente aprovou mudanças (regra 85/95), em implantação, ainda pouco compreendidas pelos trabalhadores e; a crise política e econômica cria enormes dificuldades para que esse debate e encaminhamento ocorram em condições serenas. Consideram ainda que não há sentido na urgência para propor, em dois meses,um projeto de reforma com impactos para décadas futuras.

Vale lembrar que, em 2007, o Fórum Nacional de Previdência Social debateu, durante um ano,uma vasta agenda, convergindo para acordos em muitos aspectos. Há, portanto, um tempo para que o diálogo social se transforme em propostas e projetos que, uma vez debatidos com a sociedade e nos espaços institucionais devidos, transformem-se em regras que regularão a vida das pessoas por décadas.

Conforme acordado recentemente no Fórum de Debates, nessa semana, foi iniciado o trabalho do grupo técnico que atualizará o diagnóstico sobre a situação atual da seguridade e previdência social, bem como apresentará os parâmetros para um olhar de futuro que indique as tendências demográficas, econômicas e fiscais que trazem impactos ao sistema.

Por delegação das Centrais Sindicais, o DIEESE participa do grupo técnico. Trata-se de um esforço compartilhado no sentido de produzir e organizar um conjunto robusto de informações e estatísticas validadas por governo, empresários e trabalhadores, que venha a se constituir na base comum cognitiva para apoiar os debates futuros. Para tal tarefa, o DIEESE está mobilizando uma rede de especialistas para colaborar com as Centrais Sindicais no trabalho.

Os números devem iluminar a capacidade coletiva para avaliar as questões que mobilizarão os debates. Esse trabalho técnico deve produzir bases de conhecimento que qualifiquem um bom entendimento sobre o presente e permitam que o olhar sobre as tendências de futuro seja feito com relativo conforto, considerando o nível de incerteza desse exercício prospectivo.

A análise e interpretação dos números, assim como o conhecimento da experiência internacional, gerarão uma relação de questões e desafios a serem debatidos nos espaços de diálogo social. Será necessário um tempo de maturação política.

A promoção dos direitos – uma decisão política – requer viabilizar a capacidade econômica capaz de sustentá-los, na dimensão produtiva e distributiva, em termos de riqueza e renda. Cada aspecto da realidade ou das normas da vida em sociedade está relacionado com o todo, exigindo, em cada projeto de reforma (tributária, política, fiscal, previdenciária, entre tantas outras), transformações que reequilibrem as condições e regras,visando justiça e igualdade.

*Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização

Sonia Villalobos – Lucro com impacto social, esse é o futuro do Capitalismo

Em um cenário em que o sistema socialista está cada vez mais desacreditado e que os eleitores de vários países começam a rechaçar a solução paternalista da chamada “esquerda populista”, o sistema capitalista, já chamado de “o menos pior de todos”, também tem o dever de se questionar e se renovar.

O caminho desta renovação se chama Investimento com Impacto Social e Ambiental (IISA). O modelo de negócio do IISA está a meio caminho entre a filantropia, normalmente feita a fundo perdido, e o investimento que visa somente o retorno monetário. O IISA vai além de ser simplesmente um investimento socialmente responsável, já que exige que se atinjam metas pré-determinadas, objetivas e/ou subjetivas, de impacto social, mas não deixa de exigir igualmente resultados financeiros positivos para seus projetos.

A maior parte das iniciativas para lidar com necessidades prementes como a fome, falta de saneamento básico, saúde e educação, além de questões ambientais como o desperdício de alimentos e descarte errado do lixo, continuarão a depender dos Governos e ONGs. Mas já é evidente que a demanda por recursos é muito maior do que esses programas podem suportar. O IISA é parte da solução.

Muitos investidores individuais e famílias que administram grandes fortunas tem uma tradição de separar parte de seus recursos para investimentos com impacto social, além da parcela destinada à filantropia. Mas estas iniciativas eram feitas de maneira informal e pulverizada. Em 2001, o banco Goldman Sachs criou o primeiro fundo para investir em projetos de impacto social e, com isso, institucionalizou e parametrizou o IISA. Desde então, a companhia investiu mais de US$ 5 bilhões em comunidades americanas carentes. O Grupo de Investimento Urbano realiza parcerias com líderes e organizações sem fins lucrativos locais, com foco no desenvolvimento das comunidades, iniciativas de impacto social e financiamento para pequenas empresas.

No Brasil, a ideia é ainda recente, mas a perspectiva é positiva. Uma projeção realizada pela Força Tarefa Brasileira de Finanças Sociais , em parceria com a Deloitte, constatou que os investimentos em negócios com impacto social no País devem quadruplicar nos próximos cinco anos, passando de R$ 13 bilhões em 2014 para R$ 50 bilhões anuais em 2020. O levantamento constatou que grande expansão desse investimento será no microcrédito e de fundos de investimentos que investem em empresas com produtos e serviços que de alguma forma impactam positivamente a sociedade. No mundo todo, a expectativa é de que o valor chegue a US$ 1 trilhão, de acordo com o banco JP Morgan.

Com o intuito de alavancar os resultados dos investimentos com impacto social, há sete anos, foi criada a Vox Capital, a primeira gestora de fundos de IISA no Brasil. O fundo da Vox investe em empresas com alto potencial de crescimento e que estão causando impacto social positivo por meio de soluções para problemas reais de saúde, educação e serviços financeiros. Outro exemplo é a Artemisia (www.artemisia.org.br), instituição sem fins lucrativos, pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. Desde 2004, sua missão é inspirar e orientar pessoas e empreendedores a criar uma nova geração de negócios, onde o impacto social seja tão importante quanto o lucro.

Para as empresas, existe uma outra razão para entender e ampliar seus investimentos com impacto social, a atração de talentos. Os Millennials, a geração nascida a partir do início dos anos 80, demonstram uma grande preocupação com o social e o ambiental e, mais do que isso, buscam consumir produtos e trabalhar em empresas que demonstrem estas mesmas preocupações. As empresas que ignorarem o IISA certamente serão vistas como ultrapassadas e egoístas por esta geração, que tende a se tornar uma parcela cada vez maior da força de trabalho nas próximas décadas.

*Sonia Villalobos, CFA, é presidente da CFA Society Brazil 

Sobre o CFA Society Brazil

O CFA Program é o maior programa global para certificação de analistas de investimentos. O CFA Institute é a maior associação global de profissionais de investimentos, com mais de 135 mil membros espalhados por 150 países e territórios, e confere a certificação CFA – Chartered Financial Analyst. A CFA Society Brazil é parte de uma rede de 148 CFA Societies localizadas em 70 países. No Brasil são mais de 750 membros, em nove estados (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, GO, DF, PE e PB), que atuam em diferentes segmentos do mercado financeiro, tais como bancos de investimento, private banking, corretoras, gestoras de recursos, boutiques de M&A, firmas de private equity, familly offices, agências de classificação de risco, provedores de informações financeiras e outras empresas do setor.