sábado , 19 de agosto de 2017
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Joacir Rufino – Educação descontextualizada no Rio Grande do Norte

Joacir Rufino de Aquino

(Economista, professor e pesquisador da UERN)

Uma parcela expressiva dos estudantes que ingressam anualmente nos Cursos de Graduação das universidades do Rio Grande do Norte (RN) conhece relativamente pouco sobre a socioeconomia dos municípios de onde residem. Nos últimos anos, mesmo sem realizar uma pesquisa detalhada a respeito, tenho acompanhado essa questão com preocupação, especialmente no âmbito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Isso porque a falta de um entendimento minimamente apurado sobre as peculiaridades do contexto local representa uma lacuna na formação cidadã dos nossos jovens do campo e das cidades.

Argumenta-se, com frequência, que a carência de conhecimentos formais dos jovens em relação à realidade socioeconômica dos municípios em que vivem refere-se ao seu desinteresse pelo estudo dos problemas locais. De fato, essa explicação precisa ser considerada, já que o fenômeno parece ser algo cada vez mais evidente. No entanto, a suposta “alienação juvenil” necessita ser encarada mais como resultado de um processo geral do que como a causa principal da situação, a qual deve ser buscada nos bancos escolares de cada território.

A hipótese é que os conteúdos básicos das matérias ofertadas nas escolas públicas municipais, estaduais e na rede privada, durante o ensino fundamental e médio, ainda se apresentam muito “descolados” dos espaços geográficos municipais onde essas instituições estão inseridas. Durante a sua fase formação, por exemplo, o aluno recebe ensinamentos sobre a geografia de todos os países mais importantes do mundo, mas praticamente não é informado sobre as particularidades geográficas do seu município. O mesmo distanciamento temático ocorre no que se refere à economia e a história locais.

No RN, de modo geral, ainda são raras as escolas urbanas que trabalham com material didático adaptado para discutir as questões socioeconômicas do lugar, a exemplo da economia, da pobreza, da urbanização, do meio ambiente, além de outros temas relevantes. No campo, apesar do avanço recente de alguns programas educacionais específicos, a situação é ainda pior. A criança e o jovem rural recebem lições e ensinamentos de livros didáticos elaborados segundo a realidade dos moradores das cidades do sul e sudeste, e, geralmente, são privados de conteúdos relacionados às especificidades do ecossistema semiárido e às características ambientais das atividades agropecuárias desenvolvidas em sua terra de origem.

Esse modelo educacional descontextualizado da realidade municipal e estadual, como se percebe, é extremamente limitado em muitas dimensões. Entretanto, ele pode ser revertido com vontade política, criatividade e investimentos públicos estruturantes. Atualmente, instituições como o IBGE disponibilizam na internet um conjunto de informações municipais de fácil acesso que podem ajudar a enriquecer os conteúdos das escolas públicas. Além disso, é possível encontrar de maneira rápida no site do IDEMA-RN e nas bibliotecas das universidades públicas e do IFRN um rico acervo de monografias sobre variados assuntos, que pode ser adaptado e trabalhado com crianças e adolescentes de todas as séries de ensino, contribuindo para mudar parcialmente as cores do quadro apresentado.

Portanto, as secretarias de educação dos municípios potiguares têm muitos desafios a serem vencidos. A meta principal continua sendo democratizar e melhorar a qualidade do ensino público fundamental e médio ofertado em nossas escolas. Mas a luta não se resume a esse ponto fundamental. Paralelo a ele, é preciso também realizar um esforço planejado no sentido de “aproximar” os conhecimentos ministrados nas salas de aula com o contexto socioeconômico de cada localidade específica. Tal medida é um requisito indispensável para tentar formar uma geração de jovens mais participativos e antenados com os múltiplos aspectos sociopolíticos do meio social onde habitam, auxiliando, assim, na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada no solo norte-rio-grandense.

 

Reinaldo Domingos – Juros voltam a aumentar – como agir?

Segundo pesquisa da Anefac, o juro no rotativo do cartão de crédito subiu para 410,97% ao ano em janeiro – alta de 14,56 pontos em relação a dezembro de 2015 –, caracterizando o maior nível desde outubro de 1995. Além disso, os juros do cheque especial chegaram à marca de 248,34%.

Os números são assustadores e, por isso, a pergunta que fica é: o cartão de crédito é mesmo o vilão das finanças da família? É necessário entender que não é esse o pensamento que se deve ter.

O cartão é uma ferramenta segura de compra, que pode trazer vantagens, se bem utilizada, como milhagens e alguns dias para pagar uma compra, por exemplo. No entanto, se mal utilizada, pode causar sérios danos à saúde financeira, tornando-se num círculo vicioso.

Então, o real problema está na ausência de educação financeira. Para que se possa ter uma utilização responsável e consciente, preparei algumas orientações:

1.    Recomendo que o limite do cartão de crédito não deva ultrapassar 50% do salário ou ganho mensal, o que evitará gastar mais do que se recebe;

  1. Pela grande facilidade de parcelamento no cartão de crédito, a cada dia aumenta mais e mais o endividamento das pessoas. Assim, ao fazer parcelas fixas, é preciso ter consciência que está comprometendo os meses futuros do orçamento mensal;
  2. O erro capital em relação ao cartão é pagar a parcela mínima, portanto, isso deve ser evitado. As altas taxas de juros cobradas acabam levando a pessoa à inadimplência. Caso não consiga pagar a parcela total, procure outra linha de crédito que não possua juros que ultrapassem 2,5% ao mês;
  3. Evite o pagamento de anuidade do cartão. Hoje, é possível encontrar cartões que não cobram nenhuma taxa de manutenção. Também nunca empreste o cartão de crédito à outra pessoa, mesmo que seja conhecida;
  4. Se tiver apenas um ganho mensal, deverá ter apenas um cartão de crédito; caso ganhe semanalmente, poderá ter até três cartões, para os dias 10, 20 e 30. Com isso, poderá comprar seis dias antes do vencimento de cada um deles, ganhando 36 dias para pagamento.
  5. Uma forma educada, financeiramente, de utilizar o cartão é saber aproveitar os benefícios que o cartão de crédito pode oferecer, sejam prêmios ou milhagens;
  6. Caso perca o controle financeiro por causa do cartão, é preciso parar e fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro, descobrindo o verdadeiro problema;

8 – Lembre-se, você não emprestaria a uma pessoa que não conhece para que pague em prestações sem juros, emprestaria? Portanto, poupe dinheiro, compre à vista e peça desconto;

9 – Nunca esqueça: o dinheiro do cheque especial não é uma extensão do salário; este valor pertence ao banco e ele que estabelece as regras;

10 – Há bancos que oferecem a possibilidade de uso do limite do cheque especial por 10 dias sem cobrança de juros, basta pesquisar e agir com consciência;

  1. O cartão utilizado sem consciência promove compras por impulso. É preciso ter responsabilidade na hora de consumir; sempre pergunte se realmente precisa disso, se tem dinheiro para comprar e se tem como pagar a fatura total do cartão no seu vencimento;

O valor que se paga de juros mensalmente, mesmo que a princípio não pareça muita coisa, poderia ser utilizado a seu favor, e não contra, realizando sonhos individuais e coletivos da família. Eduque-se financeiramente!
Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.

Valorizando o salário mínimo

*Clemente Ganz Lúcio 

O salário mínimo (SM) foi instituído no Brasil nos anos 1930,a fim de garantir aos trabalhadores condições de satisfazer suas necessidades de sobrevivência. A Constituição de 1946 determinou que o SM deveria atender também às necessidades da família do trabalhador e a de 1988 renovou esse direito a todos os trabalhadores urbanos e rurais, definindo, no artigo 7º, parágrafo IV:um “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”.

Ao longo da história, por grandes períodos, o salário mínimopassou por duros arrochos. Em meados dos anos 1990,chegou a ter o poder de compra equivalente a 20% do maior valor, atingido nos anos 1950. A situação precisava mudar.

Em meados dos anos 2000, uma grande luta unitária do movimento sindical teve início. Em 2004, nas Marchas da Classe Trabalhadora, as Centrais Sindicaismobilizaram o movimento sindical para demandar do governo a implantação de uma política de valorização do salário mínimo. O objetivo era a criação de uma política permanente, com regra estável, que recuperasse o poder de compra do SM, permitindo que ele cumprisse função econômica e social, do ponto de vista distributivo e de base salarial para toda a economia.

A luta sindical resultou em uma complexa negociação com o governo, que gerou um acordo cujo resultado é a atual política de valorização do salário mínimo. Sem dúvida,esta é a maior negociação salarial da história do movimento sindical brasileiro e uma das maiores do mundo. Esse acordo foi transformado em lei, em 2011, renovada em 2015.

O salário mínimo é um tema constante no trabalho do DIEESE, desde a criação da entidade. No ano passado, a instituição lançou mais um livro sobre o tema, Salário Mínimo no Brasil: a luta pela valorização do Trabalho, em parceria com a editora LTr. Nesta publicação, que está à venda nas livrarias e no site da editora (http://www.ltreditora.com.br/salario-minimo-no-brasil.html), a história do salário mínimo é contada, o perfil de quem recebe esta remuneração no Brasil é apresentado e são resgatados os impactos da política de valorização para a economia e a sociedade, entre outras questões.

Para 1º de janeiro, data-base do salário mínimo, a presidenta Dilma Rousseff anunciou o novo valor, aplicando a regra de reajuste definida na lei. Na Nota Técnica 153, divulgada pelo DIEESE, Política de Valorização do Salário Mínimo: valor para 2016 é fixado em R$ 880,00 (www.dieese.org.br), mostra-se que o aumento real do salário mínimo desde 2002 ultrapassa 77%, oque beneficia mais de 48 milhões de trabalhadores e aposentados brasileiros.

A continuidade dessa política é um grande desafio. Primeiro, requer que o ambiente de crescimento econômico seja recuperado para que a valorização tenha eficácia. Segundo, a continuidade do crescimento do salário mínimo rebaterá em toda a economia, exigindo outras mudanças que, combinadas e articuladas,devem caminhar para consolidar um novo patamar da base salarial no país. A tarefa é complexa e difícil, exigindo dos atores sociais visão de longo prazo, disposição para compromissos e vontade de celebrar acordos, elementos que o movimento sindical brasileiro demonstra ter nas lutas e negociações diárias.

*Clemente Ganz Lúcio é  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização

Marketing Branding e o Ser consumidor

Cida Moreira 

O Marketing é um processo que se inicia no consumidor. “Ser consumidor é ser humano. Ser consumidor é alimentar-se, vestir-se, divertir-se… É viver”.  E mais que isso: é ser feliz! Soumaslowniana e acredito que o ser humano busca a felicidade na vida. Afinal, no século 21 “ser feliz” tornou-se, se não o maior, um dos maiores sonhos de consumo das pessoas.

Pesquisas recentes apontam que as pessoas associam o consumo à felicidade e buscam ser felizes satisfazendo-se plenamente, satisfação esta mediada muitas vezes pelo que consomem.  Nesse contexto, a tarefa do profissional de marketing deve ser estudar o mercado, entender e satisfazer o consumidor e identificar as razões pelas quais ele compra ou consome um produto, um serviço ou uma marca em detrimento de outra.

Kotler diz que o marketing 3.0 acontece quando as práticas de marketing, além de inovar, adicionam valor e oferecem experiência e simplicidade ao consumidor. Portanto para construir marcas fortes e relevantes é preciso alinhar essas novas tendências não só na cabeça e no coração de seus consumidores, mas também na sua alma, nos seus valores e na sua crença.

O mundo hoje está mais humano e mais relacional. Os consumidores têm uma relação multidimensional com as marcas que envolvem aspectos racionais, emocionais e até filosóficos. A marca é consequência do seu posicionamento junto ao consumidor alvo. De acordo com o relatório Mintel de Tendências de Consumo 2016, os consumidores brasileiros estão explorando modelos de compra alternativos como compartilhamento, aluguel e troca.

Com essa economia colaborativa se tornando mais ativa, as marcas que se adequarem a essa nova forma de consumo vão se tornar marcas de alto valor para os consumidores. Com certeza, esse é um driver relevante, que, se bem explorado, poderá transformar clientes em fãs, uma vez que essas novas formas de consumo além de possibilitar que os consumidores alcancem um melhor equilíbrio financeiro, podem traduzir a mesma emoção que uma transação tradicional.

Essa nova abordagem muda o significado da propriedade: o consumidor substitui a posse do bem pelo benefício que ele oferece. De uma perspectiva do consumidor brasileiro, os holofotes devem se voltar para as marcas que liderarem esses projetos de consumo colaborativo e promoverem não apenas a eficiência de custos dos negócios propostos, mas também, através de uma plataforma tecnológica, aproveitar as oportunidades de desenvolverem interações sociais com esses consumidores.

Estudos atestam que relacionamentos e experimentos sociais com consumidores envolvem mais do que atender a demanda de forma reativa, têm significado e importância real na vida das pessoas. As redes sociais além de já terem transformado o mundo em uma grande cidade pequena, se mostram como a expressão máxima da conectividade e da mobilidade dos consumidores em prol das atenções, dos relacionamentos e da força do boca a boca.  Até porque o “boca a boca” sempre foi a maneira mais eficiente de fazer marketing.

A alquimia do sucesso está em entender que o marketing e o branding, além de convergentes, “são as duas faces de uma mesma moeda” e que o consumidor não está procurando produtos e serviços que satisfaçam somente as suas necessidades latentes. Ele busca por experiências e modelos de negócios que toquem no seu lado espiritual, na sua essência. Portanto o objetivo maior do marketing deve ser o branding: construir marcas de qualidade, proporcionar significado para o consumidor e assim agregar valor.

Cida Moreira é mestre em Psicologia, especialista em marketing, professora da disciplina “Comportamento do Consumidor e Pesquisa de Tendências de Mercado” do MBA Executivo em Gestão Comercial do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), ipog.edu.br

Por que um bom líder deve ser um bom comunicador?

Liderança é comunicar o valor e o potencial das pessoas tão claramente que elas mesmas possam vê-los em si” – Stephen R. Covey

 Ao longo dos anos, ouvimos histórias de pessoas que arrebataram multidões com discursos, cartas e ideias. Sem fazer uma longa busca, vem à memória nomes como Abraham Lincoln, Martin Luther King, Barack Obama, Nelson Mandela, Papa Francisco e Jesus de Nazaré. Mas o que esses homens têm em comum?

James Humes, o ex-redator presidenciável que escreveu discursos dos não menos notáveis Eisenhower, Nixon, Ford e Reagan, nos indica o ponto de partida para responder a questão ao afirmar que “a arte da comunicação é a linguagem da liderança”.

Mesmo sem aprofundar na biografia desses grandes líderes, podemos elencar pelo menos três razões que explicam por que a capacidade de comunicação se tornou um elemento decisivo para o sucesso de sua liderança:

 1 – Conhecem o seu interlocutor: o pastor Martin Luther King se tornou um ícone na luta pelos direitos civis negros, nos EUA no século passado, por conhecer exatamente as dores e necessidades das pessoas para as quais pregava suas ideias e pela maneira segura como se expressava diante desse público. No dia 28 de agosto de 1963, data de seu lendário discurso, palavras como “segregação”, “discriminação”, “liberdade”, “felicidade”, “justiça” e “sonho” representaram a realidade e o anseio de seus milhares de seguidores.

2 – Tocam a mente e o coração das pessoas: grandes líderes conseguem se colocar no lugar do outro e compreendem que tipo de mensagem cria uma conexão emocional e também lógica com as pessoas. Ouvem de maneira tão genuína que são capazes de direcionar a sua comunicação com muita facilidade. No livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, Dale Carnegie nos lembra que para despertar o interesse de uma pessoa é preciso falar sobre assuntos de seu interesse. Era o que fazia Abraham Lincoln quando recebia convidados em sua casa ou enquanto liderava a nação estadunidense em um dos momentos mais conflituosos de sua história, a guerra civil.

3 – Sabem vender uma ideia e engajar pessoas: com uma oratória altamente desenvolvida, são articulados, usam de palavras conhecidas e tocantes, além de terem uma alta capacidade de persuasão. Jesus Cristo discursou para ricos e pobres sobre temas polêmicos e conseguiu ser compreendido por fazer uso, por exemplo, do recurso de parábolas, metáforas e comparações. Tinha a habilidade de mostrar que era possível sair de uma condição atual desfavorável para um estado futuro desejado. Com isso, conseguia motivar seus seguidores a acreditar que nada era impossível.

De um modo geral, a finalidade da comunicação é produzir uma reação no interlocutor. Num exemplo simples, podemos observar um feedback (“retorno”) do receptor em relação à compreensão de um e-mail. Num outro extremo, essa reação pode ser o engajamento de um colaborador com a entrega de metas numa organização. Mas como conseguir esse retorno das pessoas? Por meio da comunicação consciente que envolva ações planejadas e constantes!

 Por fim, vale a pena resumir aquilo que consideramos mais importante para que “a arte da comunicação” seja a linguagem da liderança: conhecer o público-alvo a fundo, compreender suas dores e necessidades, se conectar emocionalmente ao receptor por meio de uma linguagem acessível e assuntos de seu interesse, buscar informações relevantes, ter um posicionamento seguro e entender o ponto de vista do outro.

Maraísa Lima é jornalista, especialista em Marketing, Comunicação Empresarial e professora do curso de aperfeiçoamento profissional “Comunicação Organizacional para Liderança Assertiva” no Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), ipog.edu.br.

4 passos para superar o medo de recomeçar

* Por Bibianna Teodori

Você já passou pela situação de “cair”, errar, falir e ter medo de recomeçar? E, mesmo assim, levantar-se e seguir adiante?  Comigo já aconteceu várias vezes, inclusive recentemente.

Nesses momentos, você não sabe como direcionar os pensamentos: eles se concentram nos erros, nos prejuízos. O resultado é uma espécie de paralisia que não te permite nem ir para frente nem para trás. Você acha que tudo que fez foi errado. Começa a sentir que o nervosismo e a ansiedade aumentam.

Sou uma coach, portanto, ajudo pessoas a saírem de momentos difíceis. Quando eu tenho um momento de vulnerabilidade, quando sinto na minha pele aquele medo de recomeçar, não achando coragem e energia para ir adiante, me olham e dizem: “Como? Você? Você que é tão forte, ajuda sempre os outros a sair da crise, a transformar problemas em oportunidades!”.

Sim, eu mesma, porque somente passando pelas experiências, aprendendo e reaprendendo, posso ajudar os outros. Se não fosse assim, seria mais uma pessoa que fala de teoria ou uma espécie de professorinha com uma caneta vermelha, que tem a receita pra tudo.

Em vez disso, sou apaixonada pelo meu trabalho de coach porque me permite fazer as mudanças necessárias, antes de tudo, na minha vida. Minha profissão me possibilita aceitar os erros e aprender a partir deles, treinar, melhorar sempre e, depois, transmitir às pessoas somente aquilo que eu aprendi, com o estudo, a pesquisa e a experiência. E, assim, ajudá-las a aplicar em suas vidas.

Observei que existem esquemas recorrentes para superar o medo de recomeçar. Trata-se de uma estratégia feita de passos precisos:

1) Pare, pare e respire! Relaxe. Isto irá te ajudar a se conectar com o seu centro.

2) Coloque-se em outra posição: olhe tudo de um outro ponto de vista e reflita sobre o que tem funcionado bem, o que não tem funcionado, sem crítica. Pergunte-se o que está aprendendo, porque esses momentos transmitem sempre uma lição importante, que poderá te ajudar em outros momentos.

3) Imagine cenários diferentes e alternativos: verifique o que pode corrigir e faça um plano de ações, congruente e sustentável para você.

4) Aja: faça o primeiro passo e parta para a primeira ação do seu plano. Esse será o seu primeiro resultado. Significará que você se levantou e superou o medo de recomeçar, transformando o medo em coragem.

Acredite em você, pois eu acredito!

* Bibianna Teodori é Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching. Autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” e coautora de “Coaching na Prática – Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”.

Carnaval: 5 cuidados para crianças com câncer curtirem a folia

00De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), crianças em tratamento oncológico também podem desfrutar do Carnaval

Crianças e adolescentes em tratamento oncológico estão mais suscetíveis a infecções. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), por essa razão é importante que pacientes em tratamento oncológico no Carnaval evitem locais aglomerados, alimentos com procedência desconhecida, contato com crianças que tenham doenças infecciosas e locais que favoreçam o desenvolvimento do mosquito da dengue, além de evitar a exposição solar em excesso, porque alguns quimioterápicos provocam sensibilidade na pele e em exposição ao sol podem deixá-la com manchas.

A oncologista pediátrica da SOBOPE, Carla Macedo, explica que a fadiga e o cansaço são outros sintomas que podem estar associados ao tratamento, portanto, é importante que os pais evitem oferecer atividades enérgicas ou manter a criança em locais abafados.

Para aproveitar melhor a folia, a SOBOPE elenca cinco dicas essenciais para as crianças e adolescentes com câncer em tratamento:

1 – Roupas – Utilize roupas leves, claras e soltas, isso facilita a transpiração. Vestimenta esportiva é altamente recomendada como camisetas, regatas, shorts e calças de tecidos de algodão e poliéster.       

2 – Alimentação – Prefira alimentos ricos em água, como as frutas. A ingestão de alimentos crus deve ser evitada, ferva ou refogue alimentos e depois coloque-os na geladeira, para melhorar a aceitação. Em consequência de alguns sintomas apresentados decorrentes do tratamento como náusea e vômitos, estimule a ingestão de alimentos gelados e fracionados. É importante higienizar as frutas e legumes de maneira adequada, mergulhando de 15 a 20 minutos em uma vasilha com um litro de água potável e uma colher de sopa de água sanitária ou um litro de água potável para duas colheres de vinagre.

3 – Lembre-se de ingerir líquidos – Ofereça com frequência água (filtrada e fervida ou água mineral) ou suco, principalmente nos intervalos entre as refeições.  A sugestão é a ingestão de 1,5 a 2 litros por dia. No preparo dos sucos, as frutas devem ser preferencialmente com cascas íntegras e sem partes estragadas.

4 – Evite água parada – É necessário evitar tomar banho em piscinas, açudes, lagoas ou praias porque são lugares onde existem uma grande probabilidade de contaminação por meio de agentes infecciosos. Este tipo de ambiente que possui aglomeração de germes e bactérias.

5 – Proteção solar, cuidado com a exposição! Embora os protetores solares sejam essenciais e atualmente são apresentados nas mais diversas formas, eles não protegem completamente a pele, por isso é importante complementar com outras ações. Aplique o protetor solar 30 minutos antes de sair ao sol, o fator de proteção deve ser maior do que 30 FPS e ser adequado a cada tipo de pele. Os raios UV são mais prejudiciais ao meio dia. Chapéus e óculos-escuros são ótimas opções.

Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE)

A SOBOPE tem como objetivo disseminar o conhecimento referente ao câncer infantojuvenil e seu tratamento para todas as regiões do País e uniformizar métodos de diagnóstico e tratamento. Atua no desenvolvimento e divulgação de protocolos terapêuticos e na representação dos oncologistas pediátricos brasileiros junto aos órgãos governamentais. Promove o ensino da oncologia pediátrica, visando à divulgação e troca de conhecimento científico da área em âmbito multiprofissional.

Alexandre Slivnik – Como conseguir o Crescimento Sustentável da sua empresa

Para obter um crescimento sustentável da sua organização, muitas vezes, a estratégia mais eficaz está em melhorar a atitude das pessoas que ali trabalham. Não importa qual seja o seu negócio, se colocar questões emocionais, a possibilidade de fidelizar o consumidor é muito maior.

Um restaurante pode ter, além de comidas ótimas, um atendimento e um ambiente extraordinários. Uma funerária (para ir a outro extremo) pode ter um atendimento humanizado, dando suporte emocional à dor das famílias. Um seguro de carro, por exemplo, sempre é feito pensando que não queremos usar. Mas quando precisarmos usar, é o momento que a empresa tem para mostrar que é ótima e dar todo o suporte (especialmente emocional) para que esse cliente supere essa adversidade.

Em tempos difíceis, e cada vez mais desafiadores que o país passa, estar próximo do consumidor, principalmente além daquilo que ele vê e sente, passou a ser uma missão que vai garantir a sobrevivência.  Por isso, as empresas que visam se tornar competitivas e saudáveis para seguir em frente em 2016, devem olhar para a estratégia de transformar clientes em fãs. Um potencial comprador, quando tem experiências memoráveis, além de voltar a sempre comprar aquela determinada marca, trará novos compradores, fazendo com que a empresa, mesmo sem um grande marketing, possa crescer organicamente.

 O grande segredo para chegar até o cliente, de forma intangível, está justamente no valor que ele vê no preço que paga por determinado produto ou serviço. Quanto maior o valor que isto possui, mais poderá ser o preço que a empresa cobra dele.

Essa aproximação pode ser obtida por meio de experiências em que são levadas em consideração as sensações e memórias. Por exemplo, uma loja com algum perfume típico que já se tornou parte da sua característica, como acontece na MMartan, AnyAny e outras grandes marcas.

Quem nunca assistiu a reportagem citando os fãs da Apple naquelas filas intermináveis, só para ser o primeiro a adquirir o mais novo modelo do telefone? Por que? Para ter a experiência da primeira compra. Ou, apostando ainda mais nos campos das emoções, vamos citar os parques de Orlando. Cerca de 90% dos hóspedes de um hotel da Disney já se hospedaram antes e 70% dos visitantes que estão nos parques, já estiveram ali antes. O segredo desta indústria milionária? Proporcionar experiências memoráveis.

Com esse posicionamento, a empresa ganha muito. O relacionamento será bem melhor, pois o cliente passa a “advogar” a favor da marca. Além de ganhar consumidores fiéis, conquistar os clientes através de sensações, fará com que ele venda sua marca sem ganhar (ou esperar) nada em troca.

Como a expectativa será muito alta, todo o cuidado deve ser redobrado. Para não ter decepções, é preciso sempre exceder o que cliente espera, e o desafio aumenta a partir do momento em que ele se torna um grande fã.

Depois de muitos anos ajudando as empresas a criarem essas experiências memoráveis, eu tenho certeza absoluta que é possível aplicar esse modelo em qualquer organização.

Eu acredito muito neste tipo de iniciativa e os anos de experiência mostraram isto, afinal é muito mais barato fidelizar um cliente do que conquistar um novo. Muitas empresas investem milhões em marketing e até têm um retorno em curto prazo de tempo. Mas muitas delas quebram rapidamente porque não cuidaram do mais importante:  encantar para fidelizar.

 Para ajudar você, coloco abaixo 4 dicas poderosas para começar nesse caminho:

1) Engajamento

Seja apaixonado pelo que se faz, oferecendo a cada cliente, um sorriso genuíno, com brilho nos olhos. As pessoas não compram o que você faz e sim, o por que você faz. É preciso ter uma causa e um motivo maior para o seu trabalho.

Problemas

Olhe para o problema do cliente como se fosse seu. Resolver o problema que nós criamos para ele é obrigação, mas resolver problema que eles mesmos geram, proporciona encantamento.

Empatia

Entenda a necessidade do cliente, colocando-se no lugar dele e atendendo exatamente da mesma forma que gostaria de ser atendido.

Conexão Emocional

Proporcione experiências memoráveis, não simplesmente atendendo as expectativas. É preciso exceder as expectativas, oferecendo muito mais do que o cliente espera.

 Alexandre Slivnik é autor do best-seller O Poder da Atitude e o Poder de Ser Você, sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). 

Crise? Desânimo? Medo? Reinvente-se para encarar 2016!

Preciso confessar que tenho me espantado com o desânimo que vem tomando conta de inúmeros profissionais, líderes e até de muitas empresas. Diante desta severa crise que assola o País, todos têm adotado uma postura medrosa e covarde (desculpe-me pela franqueza) para enfrentar os incríveis desafios que vêm pela frente.

Quando questiono estes profissionais e líderes sobre o que eles têm feito para enfrentar esta crise e aproveitá-la para criar novos processos e ideias, que permitam gerar crescimento, muitos deles dizem que vêm fazendo muito pouco ou quase nada.

Ou, ainda quando o fazem, agem de forma equivocada. Reduzem ou eliminam investimentos em áreas fundamentais, como Pesquisa e Desenvolvimento & Treinamento, áreas que têm importância nevrálgica na construção de uma empresa cada vez mais competitiva, sustentável no longo prazo e pronta para os desafios. Tudo isso num momento em que temos clientes mais exigentes e bem informados, além de concorrentes cada vez melhores.

Ora, todos já sabemos que a crise é real e severa! No entanto, quando nos deixamos dominar pelo negativismo que nos cerca de todos os lados, as boas ideias, tão necessárias para prosperar em tempos bons e em tempos ruins, encontram uma dificuldade muito maior para surgirem, fluírem e, efetivamente, se transformarem em novas práticas e novos processos que incrementem a boa capacidade de execução.

Por isso mesmo eu quero lhe provocar a se reinventar como profissional e a reinventar a sua organização!

E este “processo de reinvenção” passa por três pilares que considero absolutamente essenciais:

1. Propósito: aproveite este momento de crise para revisitar o seu propósito pessoal e também o propósito real de existência da sua empresa. Diante de clientes cada vez mais exigentes, bem informados e muito mais orientados, ávidos a se relacionarem com organizações com as quais verdadeiramente se identifiquem e que genuinamente se interessem em bem lhes atender e encantar, ter um propósito grandioso é mais do que nunca fundamental!

Empresas com propósito real e bem definido têm um poder quase que magnético para atrair novos e talentosos profissionais e, consequentemente, inúmeros novos clientes.
Elas também têm uma facilidade muito maior em se aproximar e melhor entender as necessidades existentes – e, principalmente, as não existentes – do seu público-alvo. E, além disso, geram muito mais valor a todos os stakeholders a ela conectados (clientes, fornecedores, investidores e à sociedade em geral).

Pego aqui emprestado um precioso ensinamento do excelente livro “Propósito”: “Quando o propósito guia, o lucro acompanha”.

Mãos à obra: revisite ainda hoje o seu propósito e o propósito de existência da sua empresa!

2. Performance: incremente o quanto puder seus processos, dando ênfase à criação de uma empresa que tenha uma cultura de alta performance, que seja coesa em torno de seu propósito e que tenha uma visão inspiradora de longo prazo.

E, por alta performance, entenda-se uma organização que tenha metas claras em todas as áreas e que privilegie a meritocracia. Isso só se faz possível com uma cultura obsessivamente focada na boa execução, buscando de forma incansável aumentar a produtividade ao fazer cada vez mais com cada vez menos.

Coloque em prática a partir de já a “estratégia dos 3 Ms”: em 2016, faça mais (maiores vendas, melhores margens etc.),  com menos (menos recursos) e melhor que seus concorrentes.

3. Pessoas: para reinventar uma empresa é fundamental investir nas pessoas. E, para se reinventar, é crucial investir em você mesmo.

Quando falo em investir em pessoas e em você mesmo me refiro ao investimento vigoroso nas habilidades relacionais (chamadas de “soft skills” e que têm mais ligação às atitudes, aos comportamentos e à chamada e cada vez mais valorizada Inteligência Emocional ou QE – Quociente Emocional) e nas habilidades técnicas e intelectuais (chamadas de “hard skills”, que possuem maior ligação ao conhecimento técnico, aos treinamentos formais e ao conceito de QI – Quociente Intelectual).

QI (Quociente Intelectual) + QE (Quociente Emocional) é a “fórmula de sucesso” que lhe permitirá brilhar ainda mais em tempos desafiadores.

Propósito, Performance e Pessoas: eis os três pilares essenciais para se reinventar e para reinventar sua organização neste 2016. Quem não mudar, ficará para trás!

Reinvente-se!

* José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Possui especialização em Marketing, Empreendedorismo, Empreendedorismo Social e Vendas pela Owen Graduate School of Management e é Professor dos MBAs da FIA. É autor dos livros “Vendedores Vencedores” e “Vendas. Como eu faço?”. www.paixaoporvendas.com.br

Jaques Grinberg – Compras no Exterior deixam de ser vantagem para Brasileiros

Muitos brasileiros deixaram de fazer compras no Exterior durante as viagens de férias ou mesmo através de sites pela alta do dólar e as novas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), onde a taxa pode chegar até 6,38% para compras com cartão de crédito, cheques viagem, cartões pré-pagos internacionais e 0,38% para compra de dinheiro estrangeiro, em espécie, no Brasil. Lembrando que as novas regras do IOF foram anunciadas no final de 2013 e poucos conhecem.

Com o dólar acima dos quatro reais, os preços estrangeiros convertidos estão muito próximos aos do Brasil, com diferenças pequenas.  No caso de um iPhone 6S, por exemplo, a diferença é de menos de 20%, sendo que um dia já foi de 50%. Veja o exemplo: no site da Apple do Brasil custa a partir de R$ 3.599,10 à vista com 10% de desconto. No site dos Estados Unidos custa a partir de U$ 649,00 + U$ 45,43 de taxa na Florida (imposto) que equivale a R$ 2.847,16 + 6,38% de IOF = R$ 3.028,81 (base de R$ 4,10 por U$ 1,00).

Ainda temos a tributação de 50% do valor do produto para compras acima de U$ 500,00 que devem ser somados. Com a nova regra é permitido trazer um, celular, uma câmera e um relógio acima desta cota, mas atenção! É um item de cada e devem estar fora da caixa e usados.

Dica: Se você pretende comprar um iPhone no Exterior, deixe o seu usado no Brasil e compre nos primeiros dias de viagem e use-o. Faça o mesmo com relógio e camera fotográfica. Caso contrário, estará sujeito a pagar o imposto. Um iPhone 6S com a tributação custará R$ 4.543,21 (mais de 20% do que o custo no Brasil).

Está complicado comprar no Exterior!

Para comprar através de sites estrangeiros, também pode não compensar. Até U$ 50,00, compras feitas por pessoa física são isentas de impostos. Para compras acima de U$ 50,00 ou feitas por pessoas jurídicas (empresas), terá a taxação de 60% mais o ICMS do Estado que pode variar entre 18% e 25%. Não esqueça do IOF no valor de R$ 6,38 para compras com cartão de crédito. Parece um absurdo! E é! Na dúvida se vale a pena ou não comprar em sites estrangeiros, faça as contas. O site www.tributado.net oferece uma calculadora para um valor estimado não considerando os limites e isenções previstos em Lei.

Em resumo é importante avaliar antes de comprar para não ter surpresas no final. E lembre-se, a Receita Federal está intensificando a fiscalização para viajantes e compras feitas por sites estrangeiros.

Sobre Jaques Grinberg: Empreendedor, coach, palestrante, consultor e sócio em quatro empresas. Conhece na prática as dificuldades de crescer e manter um time qualificado e motivado. É considerado o maior especialista em coaching de vendas do Brasil e um dos palestrantes mais requisitados. Autor do livro 84 Perguntas que Vendem, um livro prático e interativo que traz técnicas e ferramentas do coaching de vendas para todos os profissionais e segmentos.