quarta-feira , 20 de setembro de 2017
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Solidão na Terceira Idade – Regina Pereira e Jenifer Almeida

 

Muitas vezes deixamos nossos idosos em uma espécie de isolamento, sem mesmo nos darmos conta disso. A correria do dia a dia, a falta de tempo e/ou paciência, as discordâncias sobres questões familiares, como educação, postura e comportamentos, afastam o idoso do convívio familiar. Esse afastamento favorece o sentimento de solidão. A ciência confirma que a extrema solidão, assim como a extrema pobreza, pode aumentar o risco de morte prematura em idosos, segundo estudo clinico realizado por pesquisadores de uma Universidade de Americana.

Existem diferenças dramáticas na taxa de declínio físico e mental entre solitários e pessoas socialmente engajados. Solidão pode ter consequências profundas para a saúde das pessoas mais velhas. Sono interrompido, por exemplo, eleva a pressão arterial, aumenta os níveis de estresse e da depressão. Isso tudo é relatado em pessoas que vivem em extrema solidão e também podem causar problemas para o sistema imune do corpo, além de gerar uma sensação de mal-estar geral. A resistência física e mental das pessoas mais velhas que têm relacionamentos satisfatórios é muito mais forte do que em pessoas idosas solitárias. Por isso a importância de manter contato com os ex-colegas de trabalho, dedicar tempo para a família e amigos além de valorizar tradições familiares que possam existir. Isso dá aos idosos a oportunidade de se conectar com o mundo a sua volta.

Podemos ressaltar a importância de convivência familiar como nos momentos de refeição. Da mesma forma que na infância a refeição em família é importante no estabelecimento de vínculos, na velhice, este hábito é tão importante quanto,  uma vez que são esses momentos que favorecem diálogos e troca de experiências diárias, além de reforçar e estreitar laços afetivos.

Muitos idosos não preservam a capacidade de se alimentar sozinhos, além de muitas vezes sofrerem com diversas alterações de mastigação, deglutição   necessitando não apenas do auxílio mecânico na refeição, mas do apoio emocional e envolvimento da família, demonstrando dessa forma a importância dele no contexto familiar.

Não é só o isolamento físico que provoca os problemas de saúde associados com a solidão, mas a “sensação subjetiva de isolamento”, experimentada por algumas pessoas mais velhas, pode estar ligada a perdas auditivas e de visão comuns nessa faixa etária. Essas alterações devem ser observadas e são passíveis de tratamento, portanto não devemos negligenciar essas condições e deixar que os idosos sintam-se cada vez mais isolados.

Vamos valorizar nossos idosos. Todos nós temos pais, avós ou outros parentes nesta situação onde qualquer atenção, um encontro familiar, uma boa conversa, um almoço no domingo, proporciona benefícios tão importantes que podem potencializar positivamente todas as formas de tratamento convencionais.

 

– Regina H. M. Pereira

Nutricionista- Mestranda na área de Ciências do envelhecimento,USJT

Diretora do Departamento de Nutrição SOCESP

–  Jenifer K. A. de Almeida

Nutricionista- Mestranda na área de Ciências do envelhecimento,USJT

Alunas de mestrado da pós-graduação stricto sensu Ciências do Envelhecimento da Usjt

Gestão das Restrições na Cadeia de Abastecimento – Wagner Salzano

Assim como não se formam bons marinheiros em águas calmas, não se formam bons gestores em processos sem restrições.

Gestores experientes sabem que o mundo ideal, aquele em que não tem problemas e onde os recursos são ilimitados, não existe. No mundo real, sempre haverá restrições, sejam de capacidade, de materiais, de recursos humanos, de recursos financeiros para gastos ou investimentos, de tempo etc. Na realidade, a grande função de um gestor é criar estratégias e colocá-las em prática, para atingir objetivos, vencendo restrições. Mesmo porque, num mundo sem restrições, gestores não seriam necessários…

Em 1986, Eliyahu M. Goldratt elaborou a famosa Teoria das Restrições (TOC Theory of Contraints), descrita no “romance” técnico “A Meta”, traduzido pelo IMAM. Resumidamente, podemos dizer que o ponto central da teoria indica que um processo terá a “velocidade” que o processo mais lento (restritivo), entregar.

Quem estudou engenharia e lembra da disciplina Mecânica dos Fluidos, rapidamente, se identificará com o conceito geral e, principalmente com a nomenclatura muito utilizada para o processo restritivo, chamada de “gargalo”, pois este é o ponto limitante do fluxo.

A teoria indica que o processo ideal é aquele em que predomina o equilíbrio balanceado, onde as velocidades são iguais, ou muito próximas disso, em todos os processos sequenciais. Aplicam-se neste contexto diversas técnicas, sendo muito conhecida a abordagem chamada de Tambor – Pulmão – Corda, em que o Tambor identifica a cadência, o Pulmão dimensiona os estoques para absorver as variações (demanda, processos, aleatórias etc.) e a Corda significa a puxada feita pela demanda para que o processo entregue apenas o necessário, sem excessos ou faltas.

Em primeiro lugar, o gestor necessita dispor de visão holística, isto é, ter a capacidade de enxergar o processo de forma global e estratégica, como um todo e suas interrelações, entendendo a localização das interfaces e identificando os possíveis gargalos. Com isso, ele poderá fazer um diagnóstico adequado, orientando o encaminhamento da sua gestão.

Além disso, é fundamental desenvolver a capacidade de tratamento das restrições, buscando as formas para superá-las. Conhecimento técnico e visão de gerenciamento de projetos e processos são fundamentais para o sucesso da gestão com foco no tratamento e gerenciamento das restrições, garantindo a definição de ações eficazes.

Além da teoria desenvolvida por Goldratt, gestores desenvolvem técnicas e estratégias próprias, em parte buscando trabalhar com recursos adicionais, outras com adequação de processos auxiliares, outras ainda analisando o valor agregado, sempre visando de alguma forma a “driblar” as restrições para que os processos entreguem os resultados esperados.

A questão é que a maioria destas estratégias de gestão de restrições consiste no desenvolvimento de soluções empíricas, elaboradas no próprio momento e baseadas apenas em conhecimentos e experiências dos profissionais envolvidos, com pouca ou nenhuma aplicação de técnicas e conceitos estruturados.

Estas abordagens, via de regra, levam a erros de avaliação e interpretação da situação, gerando um diagnóstico inconsistente, que acaba por encaminhar para soluções que nem sempre são adequadas.

Como falamos, o ponto mais importante é contar com métodos estruturados e que garantam a qualidade das soluções para processos com restrições. Por exemplo, quando tratamos de processos de suprimento, precisamos entender adequadamente as características do transporte (modal, disponibilidade de frota, custos), da armazenagem (capacidade, estrutura, condições especiais para os produtos, normas e regulamentos), do lead-time dos fornecedores (restrições dos processos) e características específicas de mercado como as relacionadas a questões como impostos, taxas, regulamentações governamentais, greves, infraestrutura etc.

Tais aspectos são fundamentais para definir, por exemplo, a viabilidade de um projeto, se este poderá ou não entregar os resultados esperados.

Restrições existem e não podem ser ignoradas ou simplificadas. É muito comum em análises estratégicas que ocorrem, por exemplo, em épocas de orçamento, em momentos de investimentos em novos produtos, processos e expansões, ou quando aparece uma “ideia genial”, o otimismo exagerado, que nada mais é do que a minimização e subavaliação das restrições.

Podemos dizer que uma das medidas da qualidade de um gestor é a sua capacidade de identificar e tratar as restrições.
*Wagner Salzano é Engenheiro de Produção Mecânica (Universidade Paulista, turma de 1986) com MBA em Administração para Engenheiros (Instituto Mauá de Tecnologia) e gerente da Divisão de Supply Chain da IMAM, com mais de 35 anos de experiência, atualmente é Instrutor de Treinamentos, Palestrante, Articulista da revista Logística e Gerente de Projetos de Consultoria.

Mossoró recebeu primeiro rádio receptor em 1931 – Wilson Bezerra de Moura

Muito se tem que aprender na vida, porém mais ainda ao rever a história nos deparamos com façanha que nos chama a atenção e até surpreendem.

Um fato novo gera uma expectativa causa novidade, pode no futuro ser uma situação bestial, mais no momento é sim uma novidade.

A introdução do rádio receptor em Mossoró no ano de 1931 causou uma reviravolta na comunicação sem comentários.

Um industrial da cidade, chamado de Azevedo Cunha, disse Lauro da Escóssia em seu Mossoró no Passado ed.1981, ocasionou revolução na região ao possuir e instalar o primeiro rádio receptor em sua residência tudo aconteceu causando curiosidade à população.

Correu a noticia por toda urbe e a população se interessou em saber como a coisa funcionava. Nada mais era que uma caixa de madeira que falava dando noticia do que se passava pelo mundo inteiro, imagine o sucesso talvez comparado com a internet de hoje fosse novidade que de certo abismava o conhecimento de todos, só que uns acreditavam outros não no sucesso do aparelho.

O fato é que o radio receptor do industrial Azevedo Cunha foi sucesso daí por diante sua casa que ficava na Rua João Urbano na atual Avenida Dix-sept Rosado, se enchia de pessoas para ver e ouvir o rádio.

Interessante que a casa de seu Azevedo Cunha era totalmente cheia de ouvintes assistente ao ponto de faltar espaço e cadeiras para sentar os curiosos. Os donos de casa recebiam os visitantes e ofereciam um cafezinho com todo prazer a quem os frequentava.

Diante de toda movimentação só o dono de casa tinha o direito de sintonizar o rádio, esta era a recomendação trazida de Fortaleza, onde ele adquiriu o aparelho.

Convém destacar que poucas emissoras de rádio naquele tempo, Rio e São Paulo, tinham capacidade e potencial de fazer chegar o som a Mossoró com certa habilidade foi possível vez por outra sintonizar uma emitente.

Para surpresa e numa causalidade num dado momento foi mudado a faixa e apareceu uma emissora de comunicação Argentina, cujo locutor castelhano causou absoluta admiração a todos, mais uma revolução captar uma voz estrangeira.

A descoberta causou sucesso daí por diante quem tinha condições econômicas procurou comprar um aparelho, a começar por Edgar Medeiros, Mário Vilar de Melo, João Capistrano do Couto, Raimundo Cantídio, Saboia Filho, foram os primeiros seguidores da ideia de Azevedo Cunha.

Consta da história de Mossoró, faz parte dela e merece reconhecer fatos passados que só nos traz consideração.

 

O crack mais perto de você – Por Marco Antônio Barbosa

Temos acompanhado o desenrolar das ações na área de São Paulo conhecida como “crackolândia”. A Prefeitura da capital paulista dissolveu os acampamentos em uma ação policial e a medida repercutiu no país dividindo opiniões a favor e contra.

Segundo especialistas que atuam no local, o grande problema tem sido a livre atuação de traficantes que se instalam ali e comandam com violência a relação com os usuários, impedindo que as frentes humanitárias atuem no combate ao vício e busquem a reabilitação dos doentes. Isso tem fomentado a violência na região da Luz, onde se localiza a crackolândia e onde assaltos têm se tornando rotina.

Mas esse problema não é exclusivo da capital paulista. Em levantamento do Observatório do Crack, um monitoramento realizado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios), a droga é um grave problema para 1.155 municípios brasileiros, um quinto dos 5.570 existentes. São Paulo, Minas Gerais e Bahia ocupam as primeiras posições em alto nível de problemas com crack.

Um levantamento de 2010 realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), detectou 29 crackolândias em 17 capitais brasileiras, com total de 2 milhões de usuários de crack. Este dado está defasado, pois, até 2012, somente cidades com mais de 200 mil habitantes eram atendidas pelo extinto programa “Crack, é Possível Vencer”. O que não se contabilizava era o avanço da droga para cidades no interior dos estados.

O crack é um entorpecente altamente viciante e, portanto, altamente lucrativa. Os problemas sociais do Brasil têm contribuído para o avanço desse consumo e da violência que dele surge. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na América Latina, um a cada cinco jovens está desemprego e mais de 20 milhões nem estudam nem trabalham.

O cenário se torna favorável e, com isso, os pontos de consumo de drogas tem se alastrado para todo território nacional e pode estar atrelado ao aumento famigerado da violência no Brasil. No livro, “O tratamento do usuário de crack”, especialistas revelam que fumar crack aumenta a violência, onde o usuário comete mais crimes (roubos e homicídios) para obter a droga e manter o consumo.

Esses fatores têm levado governos municipais a buscarem alternativas que esbarram na fraca política de combate às drogas, além de estratégias confusas, como a vista em São Paulo. Na verdade, por lá, a medida não resolveu, mas sim, pulverizou os usuários para outros pontos da cidade.

Diante da ausência de medidas coerentes, traficantes veem terreno fértil para continuarem com seus negócios em outros locais. Enquanto isso, governos amargam com o impacto do crack em seus orçamentos. Ainda segundo o levantamento da CNM, na região Sudeste, a presença do crack tem peso de 49% nos investimentos em Segurança.

O crack avança e está cada dia mais perto de nós. Precisamos entender qual é a sistemática do problema e atuar em múltiplas frentes. Enquanto a força policial age coibindo a cadeia de produção, distribuição e comercialização da droga, ações de assistência psicossocial precisam atuar junto aos dependentes, enquanto uma terceira via trabalha na prevenção com público vulnerável.

Mas pasmem, tudo isso já existe. O que não existe é uma comunicação entre essas ações, interligando inteligência, ações sociais e sistema de saúde preparado para a demanda. O problema é mais profundo e requer programas eficientes de resgate social ou vamos perder para o crack, sempre.

*Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios.

Notas para uma história das Artes Plásticas em Mossoró

Por Márcio de Lima Dantas

 

O universo da produção pictórica mossoroense é mais rico e complexo do que fomos acostumados a representar e a repetir, sobretudo nas mídias, que acabam por nos influenciar a imprimir os contornos da imagem que fazemos de nós e da cidade na qual vivemos. Enquistada nas terras quentes do oeste, equidistante de dois grandes centros, Natal e Fortaleza, permanece no imaginário como uma polis isolada e sem maior acesso a determinadas tradições da história da arte.

Porém, a comarca da arte não se rege pela gramática da política ou da economia. A arte ocupa no humano um lugar mental, que se manifestará de maneira relativamente autônoma com relação ao entorno do grande teatro do mundo. Ou seja, a arte é uma espécie de imanência, uma necessidade humana, para servir de contraponto ao que convencionamos chamar de realidade. Não dizem que a poesia existe por que o real não basta, não é suficiente para atingirmos algum tipo de equilíbrio, ou do que chamam de felicidade?

Destarte, toda e qualquer cultura manifestará através da arte o modo como sente e representa as coisas ao redor, – de acordo com o espírito da época -, organizando as mesmas invariantes, tendo em vista a sintaxe de determinada sociedade, como um caleidoscópio que, a partir dos mesmos diminutos objetos contidos no seu interior, dado uma sacudida, transforma-se em novo belo conjunto de imagens.

Vamos aos artistas. Vou logo avisando que não pretendo dar conta de tudo e de tantos que produziram arte em Mossoró, farei referência tão-somente a alguns poucos nomes que iconificam e fazem saber, através de sua qualidade estética, que a cidade foi capaz de engendrar alguns nomes de importância para a arte no estado do Rio Grande do Norte. Não há pesquisas que nos ajudem a precisar nomes e datas acerca de como evoluíram as artes plásticas em Mossoró.

Entretanto, a cidade teve fôlego estético suficiente para conceber uma tradição no sistema semiótico pintura, que está organizada na artista Marieta Lima e sua obra multifacetária.Mas, antes de Marieta Lima, já houvera o artista João Nogueira da Escóssia (1873-1919), no final do século XIX. Não se restringiu apenas às xilogravuras que ilustravam o jornal O Mossoroense, adentrou por outros domínios do desenho, tais como a charge, a caricatura e ilustrações para publicidades. O seu ateliê foi responsável inclusive de produzir rótulos para medicamentos. Curioso notar que só após as vanguardas do início do século XX, como o Dadaísmo, por exemplo, algumas espécies de designs tipográficos incorporaram o que era tido como meramente funcional ou arte técnica/decorativa, elevando-os como possibilidades de serem considerados como objeto estético.

Marieta Lima (1912-2012), na pintura em Mossoró, se inscreve como o nome mais importante, tanto no que diz respeito a presença de um insofismável talento quanto no que concerne ao domínio de diversas técnicas da arte de desenhar e pintar. Discípula da franciscana Irmã Inês, professora de artes do Ginásio Sagrado Coração de Maria (Colégio das Freiras), estudou com sua mestra várias técnicas de pintura e do desenho, talvez por isso seja difícil uma dicção e uma sintaxe próprias, na medida em que adaptava a técnica ao tema do trabalho, indo desde um suave impressionismo lírico, com pinceladas um tanto pastosas, indo até o desenho de fatura classicista.

Notabilizou-se pela pintura de cunho religioso e pelas belas composições cromáticas de suas muitas naturezas-mortas, aqui percebe-se uma franca e lírica hegemonia da cor sobre o desenho. Dotada de enorme sensibilidade artística, tinha a exata noção do equilíbrio compositivo que deve reger o cromatismo quando da harmonia de justapor cores, causando um efeito de agradável suavidade para quem contempla alguns dos seus exuberantes arranjos florais.

Em síntese, Marieta Lima é o mito fundante da pintura em terras de Mossoró, sua caligrafia é matriz e nutriz de uma grande plêiade de pintores que a sucederam ao longo do tempo, estendendo-se até nossos dias. Mesmo sendo capaz de lecionar desenho geométrico, que não é coisa simples, em colégios e a particulares, na sua casa, provando o quanto dominava a arte da representação através do desenho e das cores, ou seja, o quanto tinha valor como pintora, possuía um temperamento não detentor da vaidade tão peculiar no meio artístico. De um ethos simples, chegada a uma conversa, cuidava da casa e colecionava cactus.

Com Marieta Lima, estudaram José Boulier Cavalcanti Sidou (1951-2004), – mesmo tendo estudado pintura em São Paulo, sempre voltava à casa da pintora – e Luiz Varela Laurentino (1942-2007), ambos expoentes do que melhor a cidade produziu em pintura, visto que possuídos de talentos inatos e detentores de vasta produção de telas que se encontram em casas e coleções particulares.

O II Salão Dorian Gray de Arte potiguar, com sua proposta monotemática para as obras,  ritualiza por meio da arte um dos mitos que integram a aura do imaginário da cidade, a saber, a invasão do cangaceiro Lampião e seu bando à cidade em 13 de junho de 1927. Para o poeta Fernando Pessoa, “O mito é o nada que é tudo”. A arte, desde sempre, buscou inspiração nos mitos que se encontram chantados no coletivo, fazendo-os perpetuar-se e lançando-os à posteridade, fortalecendo outros elementos que fazem parte do Imaginário da cidade, “assim a lenda se escorre a entrar na realidade”. Este Salão demonstra de maneira bela e contemplada  por múltiplos ângulos  a necessidade que Mossoró tem desse mito.

 

Agradeço a Vicente Vitoriano e a Cid Augusto o material gentilmente me fornecido.

Advogada orienta sobre como obter a utilização de crédito acumulado de ICMS

Muitas empresas contam com crédito acumulado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), mas não sabem como fazer para resgatá-lo e se têm direito. No artigo abaixo, a advogada Beatriz Dainese orienta os empresários sobre o assunto:

O ICMS é o imposto mais oneroso na composição da carga tributária brasileira, e diversas empresas ainda contam com crédito acumulado deste imposto junto à Fazenda Estadual. O sucessivo acúmulo de saldo credor acumulado de ICMS constitui um dos mais graves problemas tributários das companhias atualmente. Isto porque, enquanto não tiver liquidez, este imposto a recuperar gera um lucro fictício nas organizações com consequente desembolso antecipado de Imposto de Renda e Contribuição Social.

No Estado de São Paulo, é possível – após a homologação e a auditoria deste crédito acumulado pela Secretaria da Fazenda Estadual – recuperar este imposto, sob forma de pagamento a fornecedores, aquisição de ativo imobilizado, ou ainda transferência a terceiros ou quitação de débitos próprios.

Saldo credor nem sempre significa crédito acumulado. Saldo credor é aquele decorrente da confrontação mensal entre débitos e créditos, devendo a diferença – se devedora – ser recolhida aos cofres públicos ou então ser credora, ser transportada para o mês ou período de apuração seguinte. Crédito acumulado é o sucessivo acúmulo mensal de saldo credor.

Assim, como visto, o crédito acumulado passível de homologação deve ser decorrente das hipóteses previstas no Artigo 71 do Regulamento do ICMS de São Paulo. Dentre as quais, destacamos:

  1. i) Base de cálculo reduzida
  2. ii) Alíquota reduzida

iii) Diferimento

  1. iv) Isenção com direito ao não estorno
  2. v) Exportação
  3. vi) Substituição tributária

Após a verificação e a homologação do saldo credor pela Secretaria da Fazenda, através da sistemática que for mais conveniente para a organização, o valor de crédito acumulado aprovado passa a constar na conta-corrente fiscal da empresa, mantida e aberta através do “Sistema Eletrônico de Gerenciamento do Crédito Acumulado”, e-CredAc:

A partir deste momento, o crédito acumulado poderá ser utilizado para:

1) Quitação de débitos próprios das empresas, a exemplo do ICMS devido por ocasião do desembaraço aduaneiro das importações, quando estas ocorrerem em território paulista.

2) Pagamento parcial de aquisições do ativo imobilizado e fornecedores de mercadorias ou insumos inerentes ao seu ramo usual de atividades.

3) Transferência mediante pagamento, outras empresas interdependentes ou não.

Desta forma, a questão do acúmulo sucessivo de crédito de ICMS pelas empresas pode ser resolvida em âmbito administrativo junto à Secretaria Estadual da Fazenda Paulista. Primeiramente, é necessário verificar se o acúmulo de crédito da organização está enquadrado em uma das hipóteses formadoras de saldo credor, previstas no Regulamento do ICMS. E, posteriormente, dar entrada com o processo administrativo correspondente para a homologação deste crédito. A partir deste momento, o crédito acumulado homologado se transforma em recursos financeiros, que se concretiza com reflexos positivos imediatos no fluxo de caixa da organização.

Artigo de:

Dr.ª Beatriz Dainese, advogada da Giugliani Advogados

Rio de Janeiro antes cidade maravilhosa – Wilson Bezerra de Moura

Durante décadas o Rio de Janeiro ficou conhecido no mundo inteiro como uma cidade maravilhosa. Sua beleza era o que a vista alcançava aos olhos do mundo inteiro.

Se os brasileiros a admirava pela sua beleza, os visitantes estrangeiros vindo de mundo distante para conhece-la levavam consigo o sentimento de altivez geográfica e moral assim mais ainda adornando o encanto.

Foi assim durante anos do Império passando às Republicas velhas e nova, quando dos tempos remotos. Porém sua beleza nos tempos modernos vem desaparecendo com a fumaceira de pesadas armas de fogo que amedrontam a população, levando para longe a sua nobreza e a beleza propriamente dita, estas se extinguindo com a fumarada dos armamentos de proa.

Ao predominar o fogo entre as guerrilhas, nas avenidas e ruas desaparece toda formosura da cidade e não mais se caracteriza seu brilhantismo.

O Rio de Janeiro de antes inspirava alegria e esperança de vida e no futuro de todos. Hoje, o conflito armado levantado entre facções criminosas e policiais ou vice versa, esmaece o belo e impõe o terror que leva a desesperança a todos quanto nela convive e no resto do Pais, que assiste estarrecido o clima de guerra que ali se instalou.

De tal forma sem ser possível pensar que as suas avenidas e ruas foram no passado palco de desfile carnavalesco outras atrações, que alegrava a todos, competições futebolística que também agradava aos estrangeiros que consideram os jogadores de melhor estirpe do mundo.

Enfim, o Rio de Janeiro foi durante tempo o palco de grandeza espiritual enquanto hoje palco de competições criminosas, levam ao terror muitas almas inocentes.

O mundo inteiro passou por grandes transformações, sociais politicas e econômicas, mais quanto ao Rio de Janeiro na mesma linhagem de desenvolvimento, passou ao desengano, levou o País ao clima de terror ao aponto de suas belas rua e avenidas serem tomadas por escombros de carros incendiados, de perder por completo as esperanças no dia de amanhã.

O conflito entre as facções criminosas e politicas, plantou a semente do terror e este conduz a sociedade a não acreditar em seu destino muito menos admirar a beleza que paira sob o Rio de Janeiro na passagem de séculos.

Almas livres em Deus – Paiva Netto

Minhas Amigas e meus Irmãos, minhas Irmãs e meus Amigos, a bandeira que nos inspira é pregar a Palavra de Deus, não a nossa, porque as Almas estão sequiosas do conhecimento das Coisas Divinas. Nas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume I (1987), expresso o que defendo desde a década de 1960: se os governos do mundo inteiro, num ato milagroso, resolvessem todos os problemas sociais de seus povos, as massas continuariam insatisfeitas, porque não somos apenas cérebro, estômago, sexo; todavia, algo mais: muito mais, somos Espírito! E este tem aspirações situadas além das do corpo. Somos também sentimento refinado, vontade de descobrir novos campos, novas eras, novas dimensões. Somos Almas livres em Deus e não admitimos algemas. Amamos a liberdade e com certeza a conquistaremos à medida que a respeitarmos, contribuindo para o bem de nossos semelhantes com a construção de uma Sociedade Solidária realmente Altruística Ecumênica.

Aliás, há muitos anos cheguei a afirmar, referindo-me à Democracia, ser ela o regime da responsabilidade. O seu sentido mais elevado encontra-se no Evangelho de Jesus, a Boa Nova do Divino Condutor do planeta Terra. Poderíamos dizer: seu Coautor. Deus é a Origem de todo o Bem, de uma forma que nos cumpre meticulosamente dissecar, de modo que saibamos, em Espaço e Tempo Divinos, desfrutar Sua Sabedoria, magnificência que abarca o Universo. Jesus é UM com Ele. Podemos testemunhar a Sua excelsa influência no surgimento deste orbe que habitamos, no relato de João, o Evangelho Iniciático, versículos de 1 a 3: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O mundo [o planeta Terra] foi feito por Ele. Tudo foi feito por Ele. Nada do que se fez foi feito sem Ele, Cristo Jesus”.

Aqui comprovamos como Jesus formou este corpo celeste, que é a nossa moradia comum, e como a Sua Misericórdia permite que vivamos nele. No entanto, ingratamente o maltratamos, como ainda fazemos no tocante, por exemplo, à água, sem a qual não podemos viver. Com negligência, continuamos profanando-a, como se quiséssemos decretar, nós mesmos, a nossa morte coletiva.

Que acabará sobrevindo?

O precioso líquido em forma potável se tornará, por sua rareza causada pela insanidade humana, mais um grave fator de guerra. Entretanto, nada temamos. Sirvamos ao Criador por intermédio de Suas criaturas. Por quê?! Porque, como revela João no versículo quarto do capítulo primeiro, referindo-se a Jesus, que é UM com o Pai: “A vida está Nele, e a vida é a Luz do mundo”.

E o que acontece quando a Luz se apresenta? O versículo 5 do mesmo capítulo do Evangelho responde: “A Luz resplandece nas trevas, e as trevas não podem prevalecer contra ela”.

Por isso, afirmo que seguros estamos na Divina Segurança das seguras mãos de Jesus.

José de

Minhas Amigas e meus Irmãos, minhas Irmãs e meus Amigos, a bandeira que nos inspira é pregar a Palavra de Deus, não a nossa, porque as Almas estão sequiosas do conhecimento das Coisas Divinas. Nas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume I (1987), expresso o que defendo desde a década de 1960: se os governos do mundo inteiro, num ato milagroso, resolvessem todos os problemas sociais de seus povos, as massas continuariam insatisfeitas, porque não somos apenas cérebro, estômago, sexo; todavia, algo mais: muito mais, somos Espírito! E este tem aspirações situadas além das do corpo. Somos também sentimento refinado, vontade de descobrir novos campos, novas eras, novas dimensões. Somos Almas livres em Deus e não admitimos algemas. Amamos a liberdade e com certeza a conquistaremos à medida que a respeitarmos, contribuindo para o bem de nossos semelhantes com a construção de uma Sociedade Solidária realmente Altruística Ecumênica.

Aliás, há muitos anos cheguei a afirmar, referindo-me à Democracia, ser ela o regime da responsabilidade. O seu sentido mais elevado encontra-se no Evangelho de Jesus, a Boa Nova do Divino Condutor do planeta Terra. Poderíamos dizer: seu Coautor. Deus é a Origem de todo o Bem, de uma forma que nos cumpre meticulosamente dissecar, de modo que saibamos, em Espaço e Tempo Divinos, desfrutar Sua Sabedoria, magnificência que abarca o Universo. Jesus é UM com Ele. Podemos testemunhar a Sua excelsa influência no surgimento deste orbe que habitamos, no relato de João, o Evangelho Iniciático, versículos de 1 a 3: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O mundo [o planeta Terra] foi feito por Ele. Tudo foi feito por Ele. Nada do que se fez foi feito sem Ele, Cristo Jesus”.

Aqui comprovamos como Jesus formou este corpo celeste, que é a nossa moradia comum, e como a Sua Misericórdia permite que vivamos nele. No entanto, ingratamente o maltratamos, como ainda fazemos no tocante, por exemplo, à água, sem a qual não podemos viver. Com negligência, continuamos profanando-a, como se quiséssemos decretar, nós mesmos, a nossa morte coletiva.

Que acabará sobrevindo?

O precioso líquido em forma potável se tornará, por sua rareza causada pela insanidade humana, mais um grave fator de guerra. Entretanto, nada temamos. Sirvamos ao Criador por intermédio de Suas criaturas. Por quê?! Porque, como revela João no versículo quarto do capítulo primeiro, referindo-se a Jesus, que é UM com o Pai: “A vida está Nele, e a vida é a Luz do mundo”.

E o que acontece quando a Luz se apresenta? O versículo 5 do mesmo capítulo do Evangelho responde: “A Luz resplandece nas trevas, e as trevas não podem prevalecer contra ela”.

Por isso, afirmo que seguros estamos na Divina Segurança das seguras mãos de Jesus.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

[email protected] — www.boavontade.com  ― Jornalista, radialista e escritor. Contato: [email protected] — www.boavontade.com

Brasilia viridario pavonem (Pavão de jardim de Brasília) – Tomislav R. Femenick

Tomislav R. Femenick – Historiador, da diretoria do IHGRN

Com o seu leque de penas coloridas e furta-cores aberto, o pavão – uma ave natural da Ásia – sempre atrai a atenção de quantos o veem. Existem duas espécies originais, a azul e a verde, e algumas variedades que foram obtidas através de cruzamentos: a branca, ombros-negros, arlequim, spalding e o sameo. Desde a Antiguidade que o homem admira os pavões e com eles convive. Foram introduzidos na Mesopotâmia há mais de quatro mil anos, são citados no Antigo Testamento, foram levados ao Egito pelos fenícios, chagaram à Grécia pelas mãos de Alexandre, o Grande, e de lá se espalharam pelo Império Romano. No século XIV, eram encontrados na França, Inglaterra e Alemanha. Só os árabes preferem manter distância do pavão, pois o consideram azarento; foi a ave que guiou a serpente, quando essa seduziu Eva e que, por isso, viveria sob praga divina.

Do que se sabe a respeito dos pavões, desde priscas eras, eles são símbolos de status. Dizem que o rei Salomão equiparava o seu valor ao do ouro e da prata. Na Índia de antigamente eram considerados animais sagrados e o castigo para quem os matasse era a morte. Em outras regiões o seu valor era mais prosaico, era uma fina iguaria culinária. Nas cortes medievais europeias, os nobres mandavam servi-lo como “pièce de résistance” de seus banquetes. Eram, também, aves de adorno; era de “bom tom” que os jardins dos palácios reais exibissem o maior número possível deles. O fato é que o pavão sempre foi admirado por homens e mulheres, pois é uma ave muito linda e cobiçada, daí porque está sempre associada ao poder e à vaidade.

Entretanto o pavão também tem o seu calcanhar-de-aquiles, o seu ponto fraco: seus pés são disformes, distorcidos, quase que aleijados, feios mesmos. Destoam da beleza que é formada pelo conjunto do resto dessa ave que parece ter sido projetada e criada pelos deuses. Tanto é que na linguagem popular “pé-de-pavão” que dizer feiúra ou aleijão.

No Brasil há muitos pavões. Aqui essas aves sofreram mutações genéticas que apressaram a sua evolução, de forma que muitas das suas variações perderam as características que as identificavam como aves. Em alguns casos a evolução foi tão radical que os pavões já agem quase como gente e já pensam que são gente.

Esse mesmo fenômeno de evolução genética já havia acontecido com um outro tipo de ave: o peru, ave originária da América do Norte. A evolução do peru deu-se de forma bipolar: os perus masculinos passaram a ser exímios observadores e palpiteiros de jogos de cartas e de sinuca, enquanto que as peruas passaram a pontuar nas rodas da alta sociedade, onde se destacam pelo fato de chamar a atenção para si pelo comportamento extravagante, pelo vestuário, jóias e maquiagem ou, ainda, pelo abuso das operações plásticas. Em tudo elas são histriônicas, ridículas e bobas.

Todavia são os pavões geneticamente modificados os que mais povoam as nossas plagas; e Brasília parece ter as condições ideais para a proliferação dessa praga. Temos pavões no executivo, no legislativo e no judiciário; pavões ministros, juízes das Supremas Cortes, políticos de todas as matizes, jornalistas, artistas de todas as artes e até gente do povo. O exemplo maior é um ex-presidente que evoluiu de migrante nordestino pobre para pavão deslumbrado com o poder e os frutos do capitalismo.

Basta acenderem as luzes dos refletores dos noticiários das TV’s, ligarem os gravadores das emissoras de rádio, aparecer um flash de um jornalista ou dos blogueiros, os pavões se emplumam, começas a falar sobre tudo e um pouco mais, principalmente sobre o que não devem dizer nada. O problema é que os pavões não têm a tecla do “semancol”, não se apercebem de situações constrangedoras, e, assim, cometem gafes uma atrás de outra. Mas para eles o importante é aparecer, serem citados nos noticiários. Exemplos temos carradas deles, principalmente nas últimas semanas.

 

Tribuna do Norte. Natal, 13 maio 2017.

 

 

O ponto de vista de Manuel David – Wilson Bezerra de Moura

Perseguindo a todo o momento o fator histórico, o que foi feito pela sociedade, o que deixou de ser feito, como procedeu para atingir sua evolução, vamos descobrir as causas e consequência dos acontecimentos da história que confirmou o progresso de alguém neste espaço de chão.

Nossos antepassados nos legaram muitos e muitos feitos dos quais nos valemos para prosseguir na caminhada da vida.

Cada pessoa deixa sua contribuição, o Professor Evaristo Gurgel, pessoa de destacado tirocínio na educação foi um dos que andou por Mossoró pelo ano de 1916 promovendo palestras, conferencias sobre educação, percorrendo várias capitais e cidades brasileiras, como bem informou o escritor e jornalista Lauro da Escóssia, em seu Mossoró no passado que nos tem trazido informações sobre o que antes de nós aconteceu.

Após chegar a Mossoró, o Professor Evaristo Gurgel deu uma volta na cidade, conhecendo um pouco seus habitantes, lá paras tantas notou sua barba carecendo de melhor conservação e, pelas Ruas encontrou a barbearia de seu Manuel David Sobrinho, figura de destacada popularidade, a quem a cidade depositava constante desempenho, por sua maneira de ser homem extrovertido e com suas saídas para cada momento, trazia alegria a todos. Sentou- se na cadeira do barbeiro Manuel David, logo este perguntou:

“Professor se a navalha estiver  rustica, pode reclamar”. Mais adiante o barbeiro David pergunta ao freguês Evaristo Gurgel, se não era bom passar o pente no cabelo que estava um tanto carapinhudo e, este ao som de quem não gostou respondeu-lhe bruscamente: “O senhor termine logo com isto, que eu pretendo sair”.

Percebeu o barbeiro David que seu freguês era um morenão, propenso a preto e não gostava de ser importunado, com o que aparecia como homem de cor, aliás, complexado com a cor preta, deu por encerrada qualquer conversação e o cabelo encaracolado fique como está. Pagou ao barbeiro, nem obrigado disse como prova de não ter gostada da pergunta, ao popular barbeiro ficou a lição de seu filosofismo de bem tratar o freguês sem avaliar o que pesa no tratamento cordial.