Socorro aos artistas e falta de propostas concretas

Esta semana, representantes do segmento de entretenimento realizaram protesto pelo centro de Mosssoró, culminando com ações no Palácio da Resistência, sede do Executivo mossoroense, onde foram recebidos pelo prefeito Alysson Bezerra.

Com seu discurso de palanque, o prefeito anunciou que o Mossoró Cidade Junina (em junho), deverá acontecer de forma virtual e contará com a presença de artistas locais (seria estranho se assim não o fosse).

O que me chama a atenção é a falta de proposta tanto dos protestantes quanto do prefeito. Vi um vídeo de um dos participantes dos atos e ele pede ao prefeito um “auxílio”, mas não especifica que tipo de “auxílio”.

Seria estas esmolas que estamos quase habituados a receber do poder público e que não passa de um paliativo? Do prefeito, o anuncio do evento de junho não resolve o problema de agora.

O circo do palhaço Babalu está em frente à minha casa, quando estava começando a se recuperar do baque dos meses de fechamento, mesmo com número reduzidos de expectadores e com ingressos a R$ 3,00, teve que novamente descerrar a lona e calar o picadeiro. Olho aqui do portão e me pergunto como sobreviverão estes artistas. Até quando e se o Mossoró Cidade Junina também os irá socorrer ou somente aos artistas de palco.

É sabido que artista é bicho desunido, aqui em Mossoró então, parece que a coisa piora. Vivemos um marasmo impressionante, cada um lutando pelo seu próprio umbigo e reclamando em grupos de redes sociais.

A Lei Aldir Blanc deu um respiro a muita gente, mas acabou. E agora? Tenho uma sugestão ao blogueiro, digo, ao prefeito. Antecipe com urgência o Prêmio Fomento (a Lei Maurício de Oliveira) 2021 e coloque em prática a Lei de Incentivo à Cultura Vingt-un Rosado, sendo que esta teve sua última versão sabe-se lá Deus quando. Atenda à proposta dos vereadores Pablo Couto e Larissa Rosado e destine parte da verba do Mossoró Cidade Junina para um socorro imediato de artistas e produtores culturais. Esta ideia, inclusive, foi apresentada no ano passado pelo então também vereador Gilberto Diógenes, mas foi derrubada pela bancada da insensibilidade governista da época.

Tudo é urgente e junho está longe para quem passa necessidade agora.