Lei Aldir Blanc escancara a desimportância da cultura para gestores públicos Brasil afora

A lei federal Aldir Blanc, sancionada para auxiliar a chamada trabalhadores da cultura durante o período de pandemia mostrou um cenário que já conhecíamos, mas que precisava ser exposto: a desimportância que é dada à cultura por prefeitos em diversas regiões do Brasil.

Para falar da nossa realidade, vejam que o Rio Grande do Norte, menos da metade dos municípios se deram ao trabalho de procurar de adequar a receber os recursos para amparar os seus fazedores de arte.

Algumas cidades sequer têm secretaria de cultura, relegaram à outras pastas, as que o fizeram, a missão de ler e entender a lei. Outros acharam muito trabalho para pouco dinheiro e outros mais não quiseram se habilitar a receber, pois não viram brechas para ganhar dinheiro em cima.

Em muitos anis lutando neste balaio de gatos que é fazer cultura, nunca tinha visto algo semelhante a esta lei. São editais aos borbotões, o alcance poderia ser imenso. Mas não será. Secretários de cultura, poucos, têm a oportunidade de fazer, finalmente, circular a cultura regional.

Em Mossoró os editais receberam críticas de boa parte dos artistas, não ficaram bons. Erro que tem se repetido em editais anteriores. Mas, enfim, veio. A burocracia é grande, artistas com pouco conhecimento ficarão de fora, com certeza.

A Lei é boa, foi uma das melhores ações culturais que vi em toda minha vida e serviu também para escancarar a falta de prioridade que é dada à cultura neste país tão rico e tão pobre ao mesmo tempo.