Wilson Bezerra de Moura – Reminiscências

 

WALTER DE BRITO GUERRA – O HISTORIADOR

 

Não só bom como agradável conhecer e conviver por algum tempo com pessoa de relevante capacidade intelectual, revelado por suas ações na sociedade, como foi o caso do escritor Walter de Brito Guerra.

Comigo aconteceu quando éramos presidente do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP). Apresentaram-me como proposto ao ICOP, para mim o mais jovem pesquisador, escritor Walter de Brito Guerra, pessoa de excelente conceito na sociedade apodiense, homem de cultura abalizada, segundo informações, e pude constatar logo mais com a nossa convivência.

Defensor intransigente de sua região, por conhecê-la em todos os aspectos, sociais, políticos e econômicos, além do nascimento, cuja situação lhe garantiria distinguir, além do mais como funcionário do IBGE, confirmando seu abalizado compromisso de melhor avaliar a terra que lhe deu berço.

A confirmação das qualidades excelentes do nosso amigo Walter de Brito confirmou-se quando da passagem nos velhos arquivos do saudoso pesquisador Raibrito, no qual encontramos ter produzidos seis livros escritos e o sétimo só não o editor porquanto faleceu pouco antes de sua conclusão.

A qualidade de um defensor intransigente de sua terra deu testemunho em mais uma confirmação feita em seu livro

Apodi no Passado e no Presente, contando toda história, desde povoado em 1680, até os dias  atuais, quando disse: “Apodi conheceu através do tempo uma plêiade de intrépidos agricultores e criadores que lutam contra a seca”.

Walter de Brito Guerra partiu aos setenta e nove anos, após contribuir através de instituições culturais para o engrandecimento da cultura, e literatura.

O que o motivou à vida literária, restabelecendo a história de sua terra quando tomou conhecimento do extravio de documentos contando a historia da velha e tradicional Apodi, recorrendo à Biblioteca Câmara Cascudo e outras instituições culturais, restabeleceu a ordem histórica.

A cultural norte-rio-grandense continua dando louvores ao homem apodiense nascido em 12 de agosto de 1923 e falecido em 11 de setembro de 2002, para honra e gloria dos bons.

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