TOQUE ESPORTIVO – OLHEMOS OUTRAS MODALIDADES

POR SÉRGIO OLIVEIRA

Por aqui, terra de brasileiros e brasileiras, costumamos a olhar de forma mais atenta a modalidade do futebol, porém é preciso observar melhor o cenário esportivo pois tem muito talento fora da chamada quatro linhas. Os Jogos Olímpicos de Tóquio nos obriga a essa condição, principalmente a turminha da mídia. Nós temos talento no boxe, que retorna com medalhas, inclusive ouro, e não podemos esquecer o feito da canoagem. Isso significa que não somos mais apenas o país de chuteiras, que aliás, é preciso valorizar as luvas e o remo. Para não dizer que não falei das flores, lembro aqui também o skate, que deu show em sua estreia se juntando a outro estreante, o surf, quando nossos atletas mandaram bem e voltaram com medalha no peito. Isso representa que precisamos mudar o noticiário para contar o que andam fazendo nossos representantes, fora das Olimpíadas, porém disputando competições na pista do skate e nos mares e ondas com suas pranchas de surf. O noticiário esportivo precisa, e tem a obrigação, de abrir espaço para noticiar como vem sendo a preparação para revelar novos talentos para a ginástica artística, outra que voltou com ouro do Japão. Enfim, coleguinhas que escrevem ou falam de esporte por todo esse Brasil varonil, o talento já existe só falta mais apoio daqueles que podem investir para proporcionar melhores condições para desenvolver o esporte, mais carinho do público e, agora nós, mais espaço da mídia esportiva. Repito, não é favor, é obrigação, pois faz tempo que deixamos de ser apenar o país de chuteira ou o país do futebol. Olhemos outras modalidades.

 

LIMINAR PERMITE TORCEDOR

 

E a pressão para que o torcedor possa retornar aos estádio chegou aos tribunais. Time de maior torcida no Brasil e com uma folha salarial alta, o Flamengo quer o retorno dos portões abertos em seus jogos. Na semana passada conseguiu uma liminar, junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a autorização para receber o público nas partidas em que for o mandante. Decisão vale para os jogos no Rio de Janeiro ou em outras cidades. A liminar no entanto traz a exigência para a necessidade de observar os municípios nos quais os decretos permitem ou não a presença do público nos estádios.

 

Além da exigência em saber se a cidade do jogo já permite essa situação, tem outro detalhe que precisa ser observado. Tenho a impressão que essa decisão vai ensejar uma série de reações contrárias. A medida só vai beneficiar o Flamengo, autor do pedido da liminar. Os adversários, com mando de campo, não vão gostar de enfrentar o rubro-negro com portões fechados e, na partida seguinte com mando do clube carioca, a torcida estará presente. Até a sexta-feira, 06, o Corinthians foi o primeiro clube a reagir de forma contrária a decisão da liminar. O Flamengo que já vem atropelando seus adversários no campo, agora terá que encarar essa turma no tribunal. Aqui não vale apenas o interesse de uma das partes, tem que observar a existência ou não do fumus boni iuris, ou seja, a fumaça do bom direito. Digo isso pelo fato da decisão no caso em foco vai afetar de forma positiva ou negativa o interesse das duas partes com interesses comuns, ou seja, um espaço favorável para fazer um bom jogo e, de preferência, vencer.

 

CAMINHADA

 

É hora de quebrar o retrovisor e seguir adiante, olhando para frente. Como diz o ditado popular, “Seguir para onde o nariz aponta”. Essa é a receita para o time do ABC na sequência da temporada na qual ainda tem o Campeonato Brasileiro da Série D para disputar, defender a liderança do seu grupo e, quem sabe, conquistar o acesso para figurar em 2021 na Série C do certame nacional. As duas derrotas para o Flamengo, apesar dos sete gols sofridos, nada mais foi a comprovação de que no futebol as conquistas, na ordem natural das coisas, estão reservadas para os clubes de maior investimento. E no caso do rubro-negro carioca chega a ser desproporcional em relação a todos os clubes do Brasil, não apenas para o alvinegro potiguar. Então, nada de ficar olhando para trás, que aliás, deixou algo de positivo, o dinheiro que entrou no cofre do ABC foi muito bom. Faça bom uso e foque no brasileirão.

 

SERIDÓ

 

Além das regiões Oeste e Metropolitana com seus representantes no Campeonato Potiguar da Série B, tem outra região do Rio Grande do Norte contando os dias para sentir novamente a atmosfera das competições oficiais. Falo do Seridó que mais uma vez receberá jogos do seu representante, o Potyguar. E os seus dirigentes, Rogeli Geraldo Gomes e Antônio Figueira, presidente e vice, falam não apenas no time principal. O projeto é trabalhar com as categorias de base. Essa decisão já foca uma formação local para o time que irá disputar, a partir do dia 14 de setembro, a segundona. A base de motivação é a campanha do time em 2009 quando foi vice-campeão decidindo contra o ASSU. Com dinheiro ou não para formar um time forte, é sempre importante investir na base e colocar a garotada em um grupo mais experiente nas competições oficiais.

 

OURO

 

E o futebol brasileiro voltou a brilhar, literalmente, no ponto mais alto do pódio em jogos olímpicos. Em Tóquio, no Japão, a seleção masculina conquista o bicampeonato ficando com a medalha de ouro após vencer a Espanha na decisão. Aliás, registre-se, um jogo de alto nível técnico e tático do primeiro minuto do tempo regulamentar até o final da prorrogação. Duas seleções jogando na bola e buscando o gol, muito bom de ser visto. Concordo com aqueles que dizem que esse time botou dúvidas na cabeça do treinador Tite, da seleção principal. O problema são as intervenções na CBF que não permitem mudanças. Quem sabe, com tudo que vem acontecendo, leia-se presidente afastado, intervenção e investigações, esse quadro de cuidados com a seleção também mude. Enquanto isso, festejemos a seleção olímpica pela conquista no Japão.

 

EXPERIÊNCIA

 

Diferente do discurso inicial quando se falava em jovens jogadores de Mossoró e região, a diretoria do Baraúnas vai mudando e contratando atletas com larga experiência e que conhecem bem o Campeonato Estadual do Rio Grande do Norte. São jogadores com passagens positivas pelo clube na época em que disputava a divisão de elite. Às vezes o torcedor torce o nariz quando escuta esse tipo de notícia, porém é preciso entender dois fatores, são eles: A questão financeira mais favorável e o toque de experiência necessário. Mesmo se tratando da segunda divisão não é bom usar apenas jogadores inexperientes. Sendo assim, entre os nomes confirmados destaco a presença de Josicley para reforçar o meio de campo e do atacante Fabinho Cambalhota que, segundo informações, tem hoje 28 anos. Sem problema, Daniel Alves foi campeão olímpico, guardada as devidas proporções na qualidade do futebol, com 38 anos.

 

AMPLIANDO

 

E vai sendo ampliada a autorização para que mais clubes possam contar com a presença do torcedor em seus jogos. Assim como fez o Flamengo, recorrendo ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Atlético Mineiro se utilizou do mesmo expediente e recebeu, via liminar assinada pelo presidente do tribunal, Otávio Noronha, o direito de receber sua torcida naqueles jogos em que for mandante. Atitude mais inteligente em relação ao Corinthians que ficou apenas se queixando da decisão inicial que favoreceu o time carioca, o primeiro a entrar com o recurso no STJD.

 

Rapidinhas

 

  • NO embalo do ouro de Ítalo Ferreira no Japão, as meninas de Baia Formosa (RN) querem seu espaço no surf. Sucesso.

 

  • DIRIGENTES do Flamengo seguem na Europa na busca de reforços. Até o fechamento da coluna só especulações.

 

  • OS próprios jogadores da Espanha disseram que jogaram como nunca e perderam como sempre.

 

  • DE saída do Barcelona, Messi convoca coletiva. Muitos querem, o problema é o salário.
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