REMINISCENCIAS Wilson Bezerra de Moura

GENILDO MIRANDA – O PROFISSIONAL DA COMUNICAÇÃO DE TEMPOS PASSADOS

 

A pesquisa e leitura, em dados instantes, comovem, na medida em que renovam lembranças de um passado que foi marcante e que não volta mais.

A descoberta acelera o coração a palpitações excessivas e denuncia os sentimentos que trazem emoções. Foi assim quando mergulhamos nos arquivos do pesquisador Raibrito. Encontramos registros sobre José Genildo de Miranda, pessoa com quem tivemos proximidade, idos do ano 60, quando fazíamos um programa estudantil aos domingos à noite na emissora Rádio Difusora.

Além de sócio do grupo mantenedor da Rádio Difusora, Genildo era conhecido e tido como  um dos melhores locutores, apresentadores de programas por ela mantido.

A maior audiência de programas, Notícias da Cidade, apresentado ao meio dia, trazia todo mundo para o pé do rádio para ouvi-lo, muitos não só pelo noticiário, em sua grande maioria pela sua voz, que agradava a todos. Era um vozeirão que chamava a atenção.

Outro Programa de grande audição era o Vesperal das Moças, aos sábados, apresentado no próprio auditório da Rádio, que atraía muitos populares, principalmente a moçarada. Muitas delas se apresentavam como caloura, cujo programa era um patrocínio da Torrefação Vitória, do saudoso Francisco Eronildes da Silva, conhecido por Nias.

Um homem aceito por toda sociedade de Mossoró, vereador, vice-prefeito, prefeito, chefe de gabinete, enfim ocupou muitos cargos de representação pública, mas o seu nome foi feito em toda grandeza pela locução que fazia no Rádio.

Quando da campanha do ex-governador Aluízio Alves, ele era escalado para falar no final do comício, já pela madrugada, para justamente sustentar a presença do povo, por ser considerado um grande orador.

Conviveu matrimonialmente durante décadas com dona Anna Salem, conhecida por Caboquinha. Com ela teve vários filhos que convivem em nossa comunidade.

Entre as atividades exercidas sempre revelava ele a amigos que a emisssora que ele viu nascer e ajudou a fundar era de sua verdadeira estima.

Morreu Genildo Miranda aos 30 de maio de 1985, deixando eternas saudades aos familiares e amigos desta terra de Santa Luzia.