REMINISCÊNCIAS – PREFEITO FRANCISCO MOTA

As figuras de destaque na história se revelam na conformidade de sua contribuição social, política ou econômica. Essas razões as tornam vivas na memória de seus patrícios pelo desempenho que tiveram em vida.

Francisco Vicente de Miranda Mota, político por descendências, conviveu nela, usando das prerrogativas que lhes era favorecido sem perder a dignidade e o respeito, não só pelas instituições, mais especialmente pelo povo correligionário que o acompanhava nas caminhadas sociais.

Prefeito, inclusive o mandato foi em substituição ao industrial Dix-sept Rosado, que foi eleito governador e teve que se afastar para cargo, e que não chegou a concluir o mandato de governador porque faleceu num acidente aéreo em região sergipana, na queda de um avião que o conduzia juntamente com vários auxiliares do governo ao sul do País, com uma agenda de vários assuntos de interesse do Estado.

Vereador no período de 1948/1952, mantendo bom relacionamento com as correntes partidárias e adversárias, sem perder a confiança de seus correligionários, muito menos abafar a dignidade de que era portador.

Não perdia a confiança dos amigos que tanto construiu para o exercício de todas as atividades, inclusive na política, com acesso a todas as camadas partidárias, reforçando a sustentação de seus próprios ideais.

Chico Mota era um sujeito de reconhecido valor moral, jornalistas bem conceituados, a exemplo de Jaime Hipólito Dantas e Rafael Bruno Fernandes de Negreiros, todos investidos de responsabilidade social e política, o considerava um dos melhores políticos de tradicional envergadura e principio dignos. Seus escritos confirmavam ser o cidadão Chico Mota uma figura ímpar na sociedade política.

Aquele homem carrancudo que às vezes me encontrava com ele era outra figura. Quando provocado com um cumprimento, tornava-se completamente alegre, solidário, humano e igualitário, facilmente exteriorizava um sorriso, desmascarando aquela impressão arrogante.