PROFESSORA EVA FONSECA – UM EXEMPLO DE EDUCADORA – Wilson Bezerra

Depois de tudo passado, decorridos pouco mais de 16 anos, eis que folheando as páginas da história, amareladas pelo tempo, nos arquivos do tradicional pesquisador Raibrito, me deparei com um recorte de  página de jornal na qual o professor José Walter da Fonseca, no auge da consternação, convida parentes e amigos para a missa de sétimo dia da professora Eva Maria Dantas da Fonseca.

Em verdade, era o momento de aflição não só por parte do prof. Walter, mas para toda comunidade universitária, desde alunos, funcionários e professores que de mais de perto conviviam com a sua colega, sempre sorridente, sem esboçar nenhum constrangimento.

Fui, além de sua colega universitária, sua amiga ainda no tempo em que ela morava com os pais, meus amigos admiráveis Osmídio Dantas Cavalcante, dona Francisca Regis Dantas, conhecida por Dona Nenem, seus filhos, Ená,  Ené, Evá, Medeirinho e Oliveira, este último, principalmente, meu companheiro do Bar de Paulão, quando vez por outra tomávamos aquela dose por muitos anos.

Numa dessas doses lá no Paulão, Oliveira saiu no carro, bateu contra um poste e foi a última vez que o vi.

Mas afinal de contas valeu o momento de pesquisa, porque me lembrei de velhos tempos que me foram benéficos, aos tempos de seu Osmídio Dantas e Dona Neném, seus filhos, especialmente do seu genro professor Walter Fonseca, com o qual convivemos durante algum tempo lá no Colégio Estadual, Jerônimo Rosado, depois na Universidade e outras convivências na sociedade, ocasião em que se entrelaçam esses momentos, cicatrizando uma amizade que se perpetua.

Hoje nos associamos à lembrança junto com seus filhos, Walter Júnior, Isadora, Kadu, sem esquecer o principal pivô dessas figuras, seu pai José Walter da Fonseca, responsável por toda orientação paterna aos filhos, que também sentem a insuportável ausência de sua mãe Eva Maria Dantas Fonseca, ascensionária de todo predicado.

Acredito, professora Eva, que, pela maneira como sempre você foi, boa filha, boa esposa, boa mãe e amiga de todos, continuará no mesmo pensamento de cada pessoa nesse trajeto de séculos e séculos.

Professora Eva, ainda hoje parece que escuto suas palavras quando me avistava:

– “Cadê Manoel enfermeiro, seu cunhado, casado com minha tia.”

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