PROFESSOR ROMERO, ETERNA MEMÓRI – Wilson Bezerra

Decorridas horas e horas de pesquisas em nosso acervo documentário, me deparei com um assunto de interesse de todos nós.

Até que enfim surgiu um que nos prendeu a atenção. Um artigo publicado pelo então professor José Romero de Araújo Cardoso, do Departamento de Geografia da UERN, figura de destacável projeto de vida na educação, um escritor de renome, um intelectual que muito honrou os meios intelectuais da cidade e faz parte do acervo histórico de Raibrito.

O artigo versava sobre a lenda histórica de MARIA DO INGÁ, a cabocla paraibana que deu nome a um povoado no Paraná, intitulando-o como Maringá, que se eternizou na história nacional, após se tornar canção, fruto da intelectualidade do poeta Joubert Gontijo de Carvalho, que, após instado pelo ministro Rui Carneiro, ativou sua veia poética pedindo-lhe para anunciar à terra do ministro José Américo a canção Maringá, premiando-a com a música da mulher nordestina de beleza incomensurável que, decerto, enobreceria o chão nordestino.

Entre o interesse politico e o poético firmou-se a canção Maringá, homenageando a figura lendária nordestina, mulher de beleza admirável, com edificação da cidade paranaense, surgida com a valorização do café.

O poeta e médico Joubert tornou notável a ideia de formalizar essa canção em homenagem a Maria do Ingá, que não só tornou célebre ao sertanejo nordestino como a própria cultura popular, transformando-a de sofrida gente das secas ao polo de cultura nacional.

O missivista José Romero fez questão de bem formalizar que a sertaneja, cabocla Maria do Ingá, destacada figura do Ingá de Boa Morte, no agreste paraibano, vencendo os umbrais da seca terrível de 1877-79, emigrando para acidade de Pombal, transpôs o tempo, atingindo a sabedoria da cultura popular nacional.

A beleza Maria do Ingá legou para a posteridade à terra paranaense de Maringá e a música Maringá, Maringá, volte aqui para o sertão sofrido pela seca, expressando a beleza da música composta pelo poeta Joubert de Carvalho, até hoje em pleno e absoluto sucesso, isto é, a beleza física de Maria do Ingá venceu o tempo da seca sertaneja aos dias de brilhante desenvoltura cultural.

Desde 1989.