O Guardião da História mossoroense

Bruno Barreto

Hoje O Mossoroense completa 148 anos de vida em formato online, resistindo mesmo sem as tinhas no papel.

Nenhuma instituição sobrevive 148 anos se se adaptar ao tempo e à modernidade. Foi assim com este jornal que conseguiu se tornar um verdadeiro guardião da história mossoroense.

As profundezas de minha memória indicam que alguém já levou este título Guardião da História de Mossoró ou o atribuiu ao terceiro jornal mais antigo do país que tanto orgulha Mossoró por sua longevidade e credibilidade.

Coloquei meus pés numa redação em 4 de agosto de 2003. Sabia onde estava pisando, tinha noção do que significa O Mossoroense para o país. Apaixonado pelas coisas do passado, senti cheiro de história ao entrar naquele prédio da Travessa O Mossoroense.

Lá encontrei o fim da transição do jornalismo analógico para o digital e conheci profissionais de primeiríssima qualidade.

O Mossoroense foi para mim uma faculdade sem chamada, prova ou seminários. Lá fui avaliado pelo revisor Benjamim Linhares, a quem agradeço cada correção.

Outra figura que gostaria de resgatar é a de Cosme da Rocha Freire, o “Vovô”, que com seu jeito bem humorado me fazia dar boas risadas enquanto olhava os arquivos com as edições antigas do jornal.

Foram anos de muito aprendizado sob a batuta de Cid Augusto a quem sempre me refiro como um ídolo. Não exagero. Devo tudo que consegui me tornar no jornalismo (ainda que não seja grande coisa) a este cidadão acima da média tanto do ponto de vista intelectual quanto moral. Ainda vi nele o exemplo de um líder que não precisa levantar a voz para se impor e do diretor de redação que colocava o jornalismo acima dos interesses políticos e familiares.

Que O Mossoroense siga vivo online ou em papel. Este jornal é fundamental para a nossa história.

Vida longa!