Ministério da Saúde anuncia compra de 100 milhões de doses da Coronavac

Instituto Butantan informou que a eficácia da vacina é de 78%

Nesta quinta-feira (07), o Ministério da Saúde anunciou assinatura de contrato com o Instituto Butantan para adquirir este ano, até 100 milhões de doses da vacina Coronavac contra o novo coronavírus, produzidas pelo órgão em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O acordo estabelece a compra inicial de 46 milhões de unidades, especulando a possibilidade da aquisição das outras 54 milhões de doses. Este modelo foi adotado devido à falta de orçamento para comercializar a compra integral das 100 milhões de doses. O Instituto Butantan informou que a eficácia da vacina é de 78%.

O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e representantes da pasta participaram ontem (07) de entrevista coletiva no Palácio do Planalto onde comunicaram contrato de compra da Coronavac e discutiram a situação da vacinação. Ele frisou que a aquisição do lote da vacina foi possível em razão da medida provisória (MP) editada na quarta (06) permitindo a contratação de vacinas antes do registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para este ano, a perspectiva da pasta é que sejam disponibilizadas até 354 milhões de doses. Este total deve ser formado por dois milhões de doses importadas da Astrazeneca da Índia, 10,4 milhões desenvolvidas pela Fiocruz até o mês de julho, 110 milhões fabricadas no Brasil pela Fiocruz a partir de agosto, 42,5 milhões do mecanismo Covax Facility (provavelmente da Astrazeneca) e as 100 milhões da Coronavac produzidas pelo Instituto Butantan e Sinovac.

Pazuello atualizou os três cenários sobre o início da vacinação. No melhor contexto, o processo começaria em 20 de janeiro se os laboratórios conseguirem autorização em caráter emergencial juntamente à Anvisa. Nesta hipótese, estariam disponíveis oito milhões de doses e a imunização ocorreria com as vacinas que estivessem à disposição independente do fabricante ser nacional ou não.

O segundo cenário seria entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. Já o terceiro está entre 10 de fevereiro e início de março. O ministro mencionou que a estimativa é que os dois produtores nacionais, Butantan e Fundação Oswaldo Cruz, cheguem à capacidade de fabricação de 30 milhões de doses por mês ainda neste ano.