LAÍRE ROSADO Vídeos Médicos recomendam tratamentos para covid-19

Foto BBC

O tratamento do novo coronavírus desorganizou as organizações mundiais de saúde. As discussões públicas colocam em postos opostos de cientistas a políticos, incluindo os que assumiram o posto de ministro da Saúde em seus países de origem.

Aumentando as dúvidas existentes nos pacientes, alguns médicos divulgaram vídeos polêmicos em que recomendam tratamentos sem comprovação para covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro desafia constantemente a Organização Mundial de Saúde e prega o uso da hidroxicloroquina. Outros preferem o antiparasitário ivermectina enquanto um terceiro grupo defende a azitromicina.

Entidades internacionais de saúde, entre as quais a Organização Mundial de Saúde insistem que ainda não há comprovação científica de alguma medicação que possa prevenir a covid-19 ou evitar, se usada no início dos sintomas, o agravamento do quadro de um paciente.

Quando sou procurado por alguém pedindo minha opinião digo sempre que não há qualquer comprovação científica sobre esses medicamentos para combater o covid-19. Também não existe remédio comprovadamente eficaz para evitar casos leves. O paciente insiste e termina concluindo que, pelo sim, pelo não, vai preferir usar algum remédio. Chamo atenção para o risco do uso da hidroxicloroquina, sem acompanhamento médico.

Enquanto não se fabrica a vacina específica para essa virose, a principal orientação de organizações médicas é que os tratamentos sejam feitos de forma individualizada, conforme as respostas de cada paciente.

No fim de junho um grupo de médicos divulgou a live “Tratamento precoce salva vidas” reunindo médicos que afirmam que existe um tratamento que pode evitar que pacientes desenvolvam quadros graves da covid-19. No vídeo, defendem o uso de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, o antibiótico azitromicina e os antiparasitários nitazoxanida e ivermectina.

Mesmo que alguém considere válida essa orientação e assuma a responsabilidade de utilizá-la, é recomendável continuar observando as recomendações do uso de máscaras, afastamento de um metro entre as pessoas e lavagem constante de mãos, com água e sabão ou álcool gel.