LAÍRE ROSADO: PESQUISAS E MAIS PESQUISAS
Confiando ou não nas pesquisas, o eleitor acompanha com interesses os resultados que vão sendo divulgados a cada dia. Dependendo do seu candidato estar bem colocado ou em desvantagem, a análise do instituto responsável pelos dados será positiva ou negativa.
Nenhuma pesquisa é definitiva. Mesmo faltando poucos dias para a decisão final do segundo turno, a intenção manifestada por um eleitor pode não ser confirmada em voto no dia da eleição, no próximo domingo, dia 27 de outubro. Na campanha de 1992, em Mossoró, a pesquisa “boca de urna” apresentou resultado de vitória para o candidato Luis Pinto por quatro pontos percentuais. Encerrada a apuração, Dix-huit rosado foi eleito prefeito de Mossoró.
A divergência em relação aos percentuais publicados pode significar a aplicação de métodos divergentes na apuração dos dados. Mesmo baseados em métodos científicos válidos, os levantamentos não podem ser considerados instrumentos matematicamente precisos. Um dos objetivos importantes para a divulgação é que as pesquisas influenciem a decisão do eleitor, embora alguns especialistas neguem essa interferência.
As discrepâncias verificadas nos resultados do primeiro turno não devem ser interpretadas como erro dos institutos. Acontece que as pesquisas são utilizadas para mostrar o que está acontecendo em cada momento, as tendências do eleitorado, lembrando que muitas pessoas deixam para decidir o voto na hora da votação.
A interpretação da pesquisa é válida para o momento da coleta. Até o instante final, a campanha está sujeita a fatores que podem surpreender os candidatos. Márcia Cavallari, CEO do Ipec, afirma que acusações contra um candidato, desempenho em debates, denúncias contra um ou contra outro: qualquer coisa pode impactar o eleitor na escolha do candidato. Tudo é muito dinâmico. É melhor estar preparado para a leitura das pesquisas que ainda serão publicadas na disputa pela prefeitura de Natal e aguardar com tranquilidade o resultado eleitoral do próximo domingo.