DJALMA MARANHÃO – ETERNO PREFEITO NATALENSE

Com quem convivemos ou tomamos conhecimento de seus feitos, jamais esqueceremos. 

A parte material volta á terra que o deu, isto o elimina por todos os séculos. 

Mas os feitos permanecerão e deles sempre que desejamos não só revê-los como torná-los fonte de referência para exemplificar bons sinais e torná-los perpétuos por todos os tempos. 

Nos assentamentos históricos do arquivo Raimundo Soares de Brito nos deparamos com apontamentos do jornal O Poti, edição de 02.08.81, no qual a viúva do inesquecível Djalma Maranhão declarava sua eterna mágoa pelo destino que teve o seu marido, prefeito de uma cidade que a tinha como sua própria vida e, ao morrer em Montevidéu, teve dificuldade de se enterrar em sua urbe. 

Após dez anos da morte do prefeito que instituiu a escola De Pé no Chão também se aprende a Ler, dona Dália Maranhão se revela saudosista, como uma decepcionada quando da pressão e repulsa do grupo político que forçou o exilamento do marido, sem direito ao livre sepultamento na terra que teve como berço por muitos anos. 

A morte do ex-prefeito de Natal Djalma Maranhão se deu em Montevidéu, onde cumpria exílio como fugitivo político da terra que o viu trazer muitos benefícios sociais e culturais, de cujos ideais, entre estes a campanha De Pé no Chão também se Apreende a Ler, que influenciou por todo o Universo, e a ONU considerou o legítimo e verdadeiro benfeitor da sociedade humana. 

Para conseguir ser enterrado no Cemitério do Alecrim, sua cidade Natal, foi necessário o envolvimento do político influente senador Dinarte de Medeiros Mariz, que, atendendo a apelo de admiradores do grandprefeito natalense, conseguiu licença para ser sepultado na terra à qual deu evidente prova de grandeza produtiva. 

 *Desde 1989.