Com atualização da OMS, voluntárias se adaptam para produzir máscaras mais eficazes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou as recomendações sobre as máscaras caseiras utilizadas como uma das ferramentas de proteção contra a covid-19. As novas recomendações indicam que as máscaras de pano devem ter três camadas com tecidos diferentes para melhor proteger quem as utiliza.

Em Pernambuco, o projeto Máscaras Solidárias já vem produzindo de acordo com essas orientações.“É comum que a OMS atualize as normas de acordo com as pesquisas realizadas e com as novas revisões sistemáticas e análises que são feitas com vários trabalhos publicados no mundo todo”, afirmou a médica sanitarista e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulette Cavalcanti.

A sanitarista também é voluntária da campanha Mãos Solidárias, um projeto de produção e doação de máscaras confeccionadas por costureiras voluntárias. Os acessórios de proteção são distribuídos para as pessoas que estão na linha de frente de ações como entrega de marmitas e cestas básicas e também para pessoas em situação de vulnerabilidade.

“No Mãos Solidárias a gente tem sempre atualizado as costureiras com novos modelos de máscaras e colocando a importância dessa atualização. Já estamos propondo a confecção de três camadas ou fazer uma abertura para que a terceira camada seja trocada a cada uso”, contou Paulette.

A camada externa deve ser confeccionada com um tecido impermeável, já o tecido do meio funcionaria como um filtro e a camada interna deve ter um forro de algodão, a fim de absorver a água e a umidade. Com essas três camadas, a máscara impede que uma pessoa infectada com covid-19 infecte outras através das gotículas emitidas pelo nariz e pela boca e seria mais eficaz do que as máscaras simples ou com duas camadas.

“A lógica das três camadas é de que o vírus, quando sair da boca ou da respiração de uma pessoa, vai parar inicialmente na camada que está mais próxima do rosto e vai ser absorvido. A camada do meio vai prender os vírus que passaram pela primeira camada e a terceira, além de reforçar o trabalho da primeira, impede que outra pessoa te contamine ao espirrar ou tossir perto de você”, explicou a sanitarista.


Para proteger mais, máscaras devem ter três camadas, com tecidos diferentes / Brasil de Fato

O projeto recebe doações em dinheiro ou de tecidos para a confecção das máscaras. Para garantir a fabricação, o projeto participa de uma campanha de arrecadação no site Benfeitoria com a meta de conseguir R$ 30 mil reais. “O Benfeitoria, através de uma parceria, vai complementar a nossa arrecadação caso cheguemos à meta. Falta pouco, mas precisamos da ajuda de todo mundo” afirmou a sanitarista. Para participar basta acessar a campanha de arrecadação.

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Segundo a OMS, as máscaras de tecido, caseiras ou compradas, são recomendadas para o público em geral, especialmente em locais onde há aglomerações, como no transporte público, por exemplo.  Já as máscaras cirúrgicas, que oferecem um grau de proteção maior, são indicadas somente para grupos específicos ou de alto risco de contaminação ou transmissão, que seriam idosos, doentes crônicos, pessoas já infectadas com o novo coronavírus e que apresentem os sintomas da covid-19, profissionais de saúde e cuidadores de infectados.

 

Brasil de Fato

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