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UM CIDADÃO DE MOSSORÓ NA HISTÓRIA UNIVERSAL – Wilson Bezerra – Jornal O Mossoroense UM CIDADÃO DE MOSSORÓ NA HISTÓRIA UNIVERSAL – Wilson Bezerra – Jornal O Mossoroense

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UM CIDADÃO DE MOSSORÓ NA HISTÓRIA UNIVERSAL – Wilson Bezerra

Vejo a necessidade de mais uma vez falar sobre o saudoso Luiz da Câmara Cascudo, que tem sua origem familiar e cultural no velho sobrado da Avenida Junqueira Aires, patrimônio histórico da cidade do Natal que lhe serviu de berço.

Câmara Cascuda não é só de Natal, todo o estado o acolheu como seu filho adotivo porque nele se retrata o sentimento de amor cultural, artístico, literário e folclórico em toda região norte-rio-grandense, por ser ele o autor cerebral da cultura potiguar, segundo confirmação histórica do arquivo Raibrito.

Por sua orientação e insinuação, o saudoso Jerônimo Vingt-un Rosado Maia entrou para as letras escrevendo seu livro intitulado “MOSSORÓ”, considerado o dicionário da terra dos Monxorós, por influência de Cascudo, ao se encontrar com Vingt-un lá pelo estado de Pernambuco.

Nesse encontro foi lançada a pedra fundamental da história mossoroense e Vingt-un não só se tornou a legítima figura da cidade de Santa Luzia como parceiro de Cascudinho para futuras e inquestionáveis obras literárias no território nacional, começando o conjunto literário e histórico nas duas cidades, Natal e Mossoró. Vingt-un integralizando os fatos daqui de Mossoró e Cascudo os referenciando lá de Natal, juntos formalizaram uma cultura de parceria que só veio engrandecer nossa terra.

O folclorista Cascudo viria muito tempo depois, a ser homenageado pela municipalidade mossoroense, e o foi pelo prefeito Raimundo Soares de Brito, pela Lei Municipal numero 13/ 1967, de 11 de agosto de 1967, tornando-o Cidadão Mossoroense com aprovação da Câmara Municipal de Mossoró.

Dai por diante a terra de Santa Luiza o adotou como filho. Misturaram-se os esforços de ambas as partes, Vantaniana e Cascudiana, para juntas estruturarem uma cultura que viria a se propagar em todos os chãos nacional e internacional, para o engrandecimento do nome da terra Potiguar.

Brotou, do final da década de 40, o início da vivência cultural em Mossoró, quando do Boletim Bibliográfico lançado por Vingt-un com participação, em dados momentos, de Câmara Cascuda, culminando com a Fundação Vingt-un Rosado, que sobrevive até os dias atuais.

Desde 1989.