quinta-feira , 19 de julho de 2018
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Thadeu Brandão – Carta Aberta aos meus Alunos(as)

Caras(os),
Em nosso encontro de segunda (para os que estiveram lá), ministrei aula com bastante dor de cabeça e alguma irritação (estou com forte virose). Mas, irritei-me mais ainda com o fato de alguns não prestarem atenção à aula expositiva, conversarem durante a explicação ou mesmo usarem celular – essa maldição pós moderna – durante a mesma.
Ainda que aparente ter razão, não a tive. Vocês são fruto deste contexto que leva a maioria a não ler, não se concentrar ou não fugir da mesmice. Não são os culpados, mas as vítimas.
Peço desculpas se feri a sensibilidade de um ou outrem (a), mas o velho aqui fala com a experiência de quem já trabalhou mais de 10 anos na esfera privada e labuta há 7 na pública e sabe que a vida nada tem de fácil. Não é fácil para quem tem os horizontes ampliados e ampla gama de estudos (único meio mais fácil de nossas classes progredirem), imaginem para os alheios a isso.
Desde ontem reflito sobre isso. Prometo que não mais discutirei aspectos “moralistas” em sala (o que na verdade nada mais é do quando um professor se arvora de “ético” como se todos nõs não fossêmos ou deixássemos de ser).
Não pessoal, ninguém reclamou, etc. EU ponderei sobre minha prática pedagógica. E faço isso sempre, porque leciono desde os 18 anos e ser professor é a minha vida. Não “ESTOU” professor. EU SOU. É a minha identidade e a minha “cachaça”.
Mas, por que continuar ministrando Sociologia para turmas que: ou pagam por obrigação (professores outros falam disso); ou simplesmente nada leêm, o que siginfica nao reflexão sobre os temas trabalhados.
Recebi hoje a resposta: porque é meu dever combater o bom combate assim. Não como o apostolo que esperava a iminência escatológica, mas como um professor, que professa a crença no saber.
Aos olhos que brilham e às mentes que pensam, estarei na luta até o derradeiro dia. Aos demais, meu alento e o meu desejo de boa sorte.
Boa avaliação e até segunda próxima.
Prof. Thadeu Brandão (Rapaz velho que ainda acredita no futuro).