segunda-feira , 23 de outubro de 2017
Home / Destaques / Pátria armada Brasil – Francinaldo Rafael
40482-intolerancia

Pátria armada Brasil – Francinaldo Rafael

Também no nosso Brasil o ensinamento crístico “Amai-vos uns aos outros”, ao longo dos milênios parece ter sofrido a ação da brincadeira popular do telefone sem fio. O armai-vos uns contra os outros tem sido bastante perceptível nos tumultuados dias atuais. E não se trata da aquisição de revólver ou similar. A mais evidente arma é da intolerância em amplo espectro. São pessoas que a todo momento digladiam-se obcecadas em impor suas vontades e suas certezas. Rareia o respeito mútuo.

O Espírito Joanna de Ângelis através da psicografia de Divaldo Franco (Livro: Estudos Espíritas) nos recorda que raramente a História revela presença de tolerância. Sempre dominou a imposição política, filosófica e religiosa, onde privilegiadas minorias exigiram subordinação aos seus postulados.

De modo alternado, a intolerância aliada da covardia foi a grande promotora de mártires e vítimas de suplício, nos mais diversos setores da vida.

O Espírito Vianna de Carvalho (Livro: Reflexões Espíritas) nos alerta que é unânime a necessidade de se viver na Terra o ambiente saudável de uma sociedade justa, na qual direitos e deveres humanos sejam idênticos, ao mesmo tempo em que a miséria socioeconômica, as discriminações de qualquer tipo, ou os prejuízos do egoísmo não tomem vitalidade. Enfatiza ele: “Reconhecemos, os idealistas vinculados ao espiritualismo ou às filosofias materialistas, que o homem é o grande investimento da vida, e que somente mediante a sua valorização e promoção, lograremos tornar o mundo dignamente habitável, realmente um lugar respeitável para a manifestação da vida inteligente e o inter-relacionamento saudável”.

Reforça ainda Vianna que o homem tem como missão inteligente e grande desafio, crescer moralmente enquanto reencarnado, e gravar a justiça social e humana nos atos que pratica e na vivência em relação ao próximo.

Urge que nos desarmemos e conforme recomendou o Mestre, necessário que nos amemos uns aos outros, num convite a sociedade para a aplicação da lei do amor, promovendo-o na educação, no trabalho e em todas as atividades da vida, oportunizando o desabrochar dos valores éticos e morais.