domingo , 19 de agosto de 2018
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O passado de uma gente que fez história – Wilson Bezerra de Moura

Apreciando a grandeza da história, nela vamos encontrar sobeja razão para sempre contemplá-la e engrandecer sua soberania, por encontrar motivo suficiente pare reconhecer a capacidade reguladora dos fatos, contribuindo para revelar os ancestrais, quais ações que estes tiveram desde que tenha ligação com o engrandecimento da sociedade, ali está incontida passagem histórica.

Assim é a história, o registro de tudo e todos quantos por ela passaram, deixando atrelado um feito em favor do geral, especialmente dos que conviveram em sociedade. Frei Miguelinho, isto é, Miguel Joaquim de Almeida Castro, foi uma dessas figuras que marcaram página em nossa história, por ter vivido uma época marcante na coletividade brasileira. Nascido em terras rio-grandenses, Natal, trilhou outros caminhos que o fizeram conhecido do mundo inteiro.

Quando tinha 16 anos, passou a estudar no Convento dos Carmelitas, de Recife, e em Portugal, quando lá esteve, participou de vários cursos relacionados com instituições literárias e cientificas, em diferentes segmentos da sociedade, o que facilitou sua ascensão naturalmente com suas palavras de convencimento sobre assuntos ligados à coletividade, por ser um grande orador.

Depois de seu percurso pela Europa, frei Miguelinho regressou a Pernambuco, quando é nomeado professor de Retórica do Seminário de Olinda, ali deixando vasta semente de conhecimento literário e cientifico. Era adepto das ideias liberais, participou ativamente de clubes e associações secretas, terminando em participar da Revolução Nordestina de 1817, conhecida como Revolução dos Padres.

Frei Miguelinho deu grande ajuda na política como Secretario de Governo Revolucionário e sua maior contribuição foi ao redigir a Proclamação em que o governo pernambucano explicava ao povo as razões do movimento. Frei Miguelinho, depois de muitos altos e baixos na vida política, termina preso em 22 de maio de 1817, após ser  transportado a Salvador, encarcerado  no porão de um navio. Daí levado a julgamento condenado à morte por fuzilamento em 12 de junho de 1817.

Mossoró prestou-lhe justa homenagem com o nome de uma rua de grande movimento na cidade, para que ficasse perpetuada sua memória por todos os tempos.