sexta-feira , 19 de abril de 2019
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Ô ABRE ALAS QUE EU QUERO PASSAR – Wilson Bezerra

Ô ABRE ALAS QUE EU QUERO PASSAR

– Viva o Zé Pereira – gritam uns acola.

– Viva, Viva – gritam outros do lado de cá.

Por fim, formam-se grupos e blocos, todos com o mesmo entusiasmo, pulando, dançando, formando um festejo que não tem tristeza do mundo que vença tanta alegria e ânimo ao redor do nome do Zé Pereira, que, segundo a história, tem suas origens no século I da era cristã, segundo disse o sábio poeta Satírico Petrônio, quando a Águia Romana, lançava seus últimos suspiros, no Império Romano, na época em que esse povo abria certos festejos em carros alegóricos, claro da época, homens e mulheres nus cantando obscenidades, em entusiasmos loucamente desordenados.

Nessa época romana, segundo conta a história narrada pelo próprio Satírico Petrônio, a palavra Carnaval tem suas origens de CARMEM LEVARE (que significa dizer suspender o uso ou prazer da carne), numa alusão à abstinência da Quaresma, que tem seu início exatamente na Quarta-feira de Cinzas, quando terminam os festejos carnavalescos. Eis, portanto, que as informações são precisas quanto à origem das celebrações que até hoje comemoramos.

– Viva o Zé Pereira – gritam todos com força e vigor do prazer que suscita.

– Viva, Viva – respondem de cá todos com a mesma admiração de prazer.

Enfim, os ecos de todos os lados, unidos e coesos num só propósito, festejam o Carnaval, como não só rememoram sua base fundamental, voltada ao passado, quando os portugueses o trouxeram para aqui, em 1641, por ocasião do governo Correia de Sá, em 31 de março dessa mesma data, deu o pontapé inicial de uma festa que até hoje se constitui na alegria incontida do povo brasileiro, que soube muito bem aproveitar os momentos de efusiva alegria.

Realmente o Carnaval é a festa do povo. Apesar das incontidas dificuldades por que passa esse povo, mesmo assim deixa de lado as tristezas, as esquece por alguns dias e comemora festivamente o dia dedicado ao Zé Pereira, em qualquer circunstancia da vida, gritando em uma só voz:

– Ô ABRE ALAS QUE EU QUERO PASSAR