sexta-feira , 15 de dezembro de 2017
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Conselheiros tutelares afirmam que muitas outras vítimas deixam de ser atendidas e socorridas por não denunciarem os agressores.
Conselheiros tutelares afirmam que muitas outras vítimas deixam de ser atendidas e socorridas por não denunciarem os agressores.

Mossoró registrou 14 casos de violência sexual contra crianças em 2015

Nesta quarta-feira, 18 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A conselheira tutelar Humberiana Maniçoba informa que, graças às denúncias, foi possível identificar 14 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em Mossoró no ano passado. No entanto, muitas outras vítimas deixam de ser atendidas e socorridas por não denunciar os agressores, por medo ou falta de conhecimento.

“Muitas vítimas, além de abusadas, são ameaçadas, os agressores ameaçam não só a elas, como também às suas famílias, então esses casos acabam não sendo conhecidos por nós. Por isso é fundamental que os responsáveis conversem com as crianças e os orientem sobre a violência, os ouçam e prestem atenção”, orienta a conselheira.

Humberiana Maniçoba conta que, quando é identificado um caso de violência sexual, o Conselho Tutelar aciona a rede de proteção à criança, composta pelo Cras e Creas, para oferecer suporte médico, psicológico e social. O Ministério Público também é informado para que acione ações de investigação e puna os agressores.

A coordenadora do Creas Mossoró, Halina Márcia informa que, além do atendimento médico e psicológico às vítimas de abuso, o órgão busca fortalecer os vínculos familiares, pois, muitas vezes, a agressão acontece dentro do seio familiar.

“O tempo de acompanhamento varia conforma a necessidade da vítima. Nosso trabalho é desenvolvido de forma multidisciplinar para reduzirmos ao máximo possível o dano causado pelo abuso a essas crianças e adolescentes, ajudá-las a reconstruir sua relação consigo mesmas, com os familiares e com o mundo”, afirma a coordenadora.

Blitz conscientiza mossoroenses sobre o Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Infantil

Nesta quarta-feira, órgãos de proteção em todo o país desenvolvem atividades de conscientização. Em Mossoró, a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social e Juventude realiza durante todo o dia uma blitz educativa em frente ao Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

Participam da Blitz profissionais do Conselho Tutelar, do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas). Na campanha, estão sendo distribuídos panfletos explicando como agir em casos de violência sexual contra menores e sobre a importância de denunciar os casos de abuso.

“Nosso objetivo é chamara atenção da sociedade para que as pessoas não se omitam, pois quem se omite torna-se cúmplice. Muitas vezes as pessoas dizem que não vão se meter porque não é da família, mas é importante que todos ajudemos a proteger nossas crianças e adolescentes. A ligação para o telefone de denúncia pelo 100 é gratuita e não é preciso se identificar”, explica o conselheiro tutelar da 34ª zona, Eilson Pereira.

Porfissionais de proteção à criança realizam uma blitz educativa em frente ao Teatro Municipal Dix-Huit Rosado (Foto: Cacau).
Porfissionais de proteção à criança realizam uma blitz educativa em frente ao Teatro Municipal Dix-Huit Rosado (Foto: Cacau).

Por que 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

No dia 18 de maio do ano 1973, uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada sexualmente e assassinada na cidade de Vitória (ES). O corpo da pequena Araceli Santos só foi encontrado seis dias após o desaparecimento, carbonizado.

Os agressores da menina, dois jovens de classe média alta, nunca foram punidos.
O caso repercutiu nacionalmente e o dia 18 de maio foi estabelecido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.