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Morte de jovens tem crescido no RN
Morte de jovens tem crescido no RN

Livro aborda dados com mortalidade de jovens no RN

A mortalidade dos jovens no Rio Grande do Norte é o tema do novo livro “Metadados 2016: Juventude Potiguar”, elaborado pelo professor Ivenio Hermes, Coordenador de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social.
A obra será lançada nesta segunda-feira (25), durante uma sessão solene da Câmara Técnica de Mapeamento de Crimes Violentos letais Intencionais (CVLIs).
O livro é resultado de uma pesquisa realizada que compreende o recorte histórico de quatro anos (2012 a 2015) e traça um perfil dos jovens mortos violentamente em todo o estado.  Os casos escolhidos para a análise são de vítimas com idades classificadas pelo Estatuto da Juventude.
De acordo como Estatuto, são adolescentes as pessoas que têm entre 12 e 14 anos, jovens-adolescentes as que têm entre 15 e 18, jovens-jovens pessoas com idades entre 19 e 24 anos e jovens-adultos entre 25 e 29 anos de idade.
Ivenio Hermes, o organizador dos dados, é pesquisador e consultor em políticas públicas para a Segurança, e tem mais de 14 livros publicados e dezenas de relatórios técnicos com análises criminais, sendo a maioria nesta área de conhecimento.
A Metodologia Metadados usada para a produção da pesquisa é a mesma utilizada pelo Governo do Estado, por meio da SESED/COINE, para combater a criminalidade no RN.
A pesquisa que será lançada na próxima segunda é uma fração do que é feito rotineiramente na COINE, que contabiliza a totalidade geral dos CVLIs e serve de base para o direcionamento da atuação do aparato de agentes da Segurança.
“Não podemos deixar de mencionar que esse livro é o primeiro de três obras e que ele reflete o melhor da pesquisa em segurança pública”, ressalta Ivenio Hermes.
Este anuário da violência letal apresenta diversos artigos construídos em conjunto com o OBIJUV – Observatório Infantojuvenil em Contexto de Violência da UFRN, que usa a Metodologia Metadados como fundamento técnico-científico para repensar as ações de segurança pública.
Além de Ivenio Hermes, a produção conta com a participação Ilana Paiva, Karla Viviane Rego, Rafael Barbosa, Gabriel Miranda, João Diogo, Angelo Jorge Neves, Sáskia Sandrinelli, Carmem Cavalcante, Luana Cabral, Jenair Alves, Josué Jácome Filho e Erica Cunha.
A Metadados – Desde o ano passado, a metodologia passou a ser adotada para contabilizar as mortes violentas no Rio Grande do Norte. A Metadados aliada à Câmara Técnica de Mapeamento de CVLI é a maior arma do Governo para combater a violência no estado.
O método, inclusive, já foi exportado para outras unidades federativas.
O resultado real para os potiguares se expressa na redução de 6,4% dos CVLIs de 2015 em relação a 2014. O indicador atingiu um patamar acima do esperado pela gestão estadual e também ultrapassou a meta do Ministério da Justiça, que impunha uma diminuição de 5%.
A Metodologia Metadados é uma forma de identificar, localizar e quantificar todos os crimes contra a vida com resultado morte praticados no estado. O método modifica a maneira com a qual esse trabalho era feito antes no RN.
A diferença é que, antes da implementação da metodologia abraçada pela atual gestão do Executivo, as mortes violentas que não fossem homicídios, como os estupros seguidos de morte e as lesões corporais seguidas de morte, não entravam para as mesmas estatísticas, dificultando a compilação.
Com a Metadados, se passou a contar toda a morte que for causada pelo homem de forma intencional como CVLI – Condutas Violentas Letais Intencionais (significado redefinido na obra Metadados 2016: Juventude Potiguar), permitindo a produção de manchas e plotagens dessa violência por todo estado.