sábado , 25 de janeiro de 2020
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China acusa Estados Unidos de semear a discórdia na Ásia

O governo da China acusou nesta segunda-feira os Estados Unidos de semear a discórdia entre o país e outras nações do sudeste da Ásia, depois que um assistente do presidente Donald Trump afirmou que Pequim usa da intimidação na disputa territorial sobre o Mar da China Meridional.

“Os Estados Unidos não são uma parte diretamente afetada pela questão do Mar da China Meridional. Assim, devem respeitar os esforços feitos pelos países da região pela paz e estabilidade”, disse em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang.

Ele exigiu que Washington “pare de alimentar os problemas da região fazendo declarações irresponsáveis”.

Geng referiu-se às palavras do assessor de Segurança Nacional dos EUA, Robert O’Brien, que disse hoje que “Pequim usou da intimidação para impedir que os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) explorassem seus recursos naturais” e que “a região não tem interesse em retornar a uma era imperial”.

O’Brien fez esta denúncia durante a cúpula que a Asean e seus parceiros realizaram em Bangcoc, que não teve a presença de Trump.

O porta-voz chinês acrescentou: “Os líderes da Asean concordaram que seu relacionamento com a China está entre os mais dinâmicos. Acho que é uma resposta firme às tentativas dos EUA de semear a discórdia entre os dois lados”.

Pequim reivindica quase todo o Mar da China Meridional, um espaço marítimo essencial para o comércio internacional e rico em recursos naturais que também são parcialmente reivindicados por Brunei, Filipinas, Malásia e Vietnã, países-membros da Asean, juntamente com Myanmar, Camboja, Indonésia, Laos, Singapura e Tailândia.

Na ausência de Trump, O’Brien leu uma declaração do presidente onde enfatizava que os países do bloco regional e dos EUA “compartilham os mesmos valores” e convidava seus líderes que visitem o país para uma cúpula no primeiro trimestre do próximo ano.

Com a ausência de Trump e com a presença do primeiro-ministro chinês Li Keqiang, Pequim adquiriu um papel maior que os EUA na cúpula, em um momento onde as duas potências estão envolvidas em uma guerra comercial.

 

Agência EFE