terça-feira , 22 de outubro de 2019
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CEFAS CARVALHO, O FILHO DO PADRE – Wilson Bezerra

Em dado momento, a vida se transforma em história pelo modo como as pessoas a constroem. Apenas um ato, quando nem mesmo percebemos sua importância, pode se transformar num fato que se perpetuará à eternidade.

As gerações se vão, cada uma delas constitui um passado eivado de acontecimentos geradores de mudanças, umas importantes, outras de menos significado, porém deixam suas marcas no tempo.

Quando lá pela década de oitenta o principiante de jornalismo Cefas Carvalho aporta na equipe de profissionais da Gazeta do Oeste, lá estávamos com os demais. Passamos a conviver com ele durante o tempo em que o mesmo esteve entre os parceiros da Gazeta, que eram vários. Muitos ainda estão na militância, como é o caso de César Santos, do Jornal de Fato.

Cefas resolve, por decisão própria, se mudar para Natal e ingressar na vida jornalística durante bom tempo, dando sua contribuição às letras como escritor e jornalista. Só não sabemos nos dias atuais se exerce a mesma atividade, mas que decerto quando a exerceu em Mossoró, na redação do jornal Gazeta do Oeste, demonstrou e disse a que veio com excelente desempenho na atividade da comunicação.

No dizer do saudoso jornalista e colunista dos jornais em Mossoró, O Mossoroense, Gazeta do Oeste, o colunista Rafael Negreiros disse, incansáveis vezes, ser o Padre José Luiz um eminente intelectual, homem de destacada inteligência, de saber notável, justamente um tipo de saber que parte de sua própria capacidade intelectual é nata, de fácil comunicação. Qualquer assunto fazia parte de seu repertório para mostrar detalhes de conhecimento pertinente aos velhos filósofos, principalmente aqueles que participaram de efetivas discussões traçando novos rumos para a economia mundial ao tempo das grandes transformações da modernidade, Rousseau, Diderot, Kall Marx, entre outros, que contribuíram decisivamente para novos pensamentos modernos.

Foi aí, ao ler o Rafael Negreiros sobre o Padre Zé Luiz, que me fez lembrar o Cefas, o filho do padre que herdou as mesmas características de saber e conhecimento, revelados quando de sua coexistência no jornal Gazeta do Oeste, por onde conviveu por algum tempo, dando sua contribuição.