sábado , 16 de dezembro de 2017
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A chacina do Boa Vista – Wilson Bezerra de Moura

Nada mais triste hoje em dia do que pensar em se divertir. É de nossa lembrança que no passado tínhamos o privilégio de sair de casa com destino a qualquer divertimento e lá encontrar os melhores momentos, amigos quando já os tínhamos, pessoas conhecidas que se transformavam em amigos, enfim tudo se decompunha em alegria, brincadeiras, divertimentos enquanto se efervescia a alegria incontida de todos, formando inclusive um ambiente de descontração amistosa tudo como instante de confraternização.

Mais infelizmente a sociedade moderna em plena alegria da internet e da tecnologia satisfatória a bons momentos de felicidades se transforma numa arena sangrenta de tristeza.

A rua que antes era momento de satisfação pelo reencontro de pessoas, transforma-se em corrente sangüinea e desespero, onde tudo era união passa a ser uma bagunça que leva a desesperança em não poder encontrar a felicidade entre as pessoas.

A festa se transforma em instante de morte e esta leva as pessoas ao desengano de vida. Por certo não é o mundo que almejamos, muito menos que queremos construir no relacionamento entre os cujos, quando do ódio de uns, que transforma o bom e agradável em verdadeiro terror.

Hoje não é preciso declarar guerra para tudo ser transformado em sangue, basta simplesmente sair de cada para brincar quando se depara com a carnificina que muitos movidos pelo desejo de ódio matar pessoas sem ao menos ter motivo, o instinto de perversidade se encarnou em muitos que não considera o principio da vida como sendo a forma de conduzir todos a arena da paz.

Entre os muitos desatinos que existem por esse mundo afora, o buffet da Boa Vista foi palco de cenário triste com a morte imediata de algumas pessoas entre mortos imediatos e os que ficaram feridos em estado grave.

O momento presente de nossa sociedade nada mais é do que uma jogatina de dúvida ao sairmos de casa para qualquer evento, até mesmo para o trabalho. A paz tão desejada tornou-se uma expectativa de vida que de uma hora para outra se funde ao desejo incontido do banditismo com ânsia de devorar vidas.