domingo, 1 de fevereiro de 2026
InícioArtigosAuxilio Brasil e “fake news”

Auxilio Brasil e “fake news”

Ney Lopes – jornalista, advogado e ex-deputado federal – [email protected]

 

Estourou como “bomba” na imprensa nacional, a notícia de que a equipe econômica do governo Bolsonaro econômica manteve em R$ 405 para 21,6 milhões de famílias, o valor do benefício do programa Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família.

O presidente tem reafirmado que manteria R$ 600 reais, a partir de3 2023, não havendo prejuízo para os beneficiários.

Cabe analisar a questão sem “má vontade”, vendo o que realmente aconteceu e poderá acontecer.

Em primeiro lugar, o fato não desgasta Bolsonaro por promessa descumprida, pois os R$ 600 reais prometidos não dependem dele, mas sim do Congresso Nacional, como aconteceu recentemente na aprovação de emenda constitucional.

Por outro lado, se Bolsonaro não pode garantir R$ 600 reais para 2023, Lula também não pode, nem nenhum outro candidato.

A Constituição diz que, “de 1º de agosto a 31 de dezembro de 2022”, o programa Auxílio Brasil pagará “um acréscimo mensal extraordinário” de R$ 200,00.

O valor do benefício é R$ 400,00 e, apenas neste ano.

É por isso que a proposta do Orçamento para 2023 não pode prever o benefício de R$ 600,00.

Isto, entretanto, não impede que Bolsonaro e também Lula, cumpram o prometido, se um outro ganhar a eleição.

Repetindo o que já ocorreu várias vezes, será preciso apenas negociar com o Congresso Nacional alteração do valor do benefício no ano que vem, e depois modificar a proposta de orçamento.

São acertos após as eleições.

É normal que a proposta orçamentária seja modificada no Congresso Nacional para refletir as prioridades do governo eleito.

O vencedor não terá dificuldades de convencimento dos deputados e senadores.

Portanto, é “fake news” alegar politicamente, que o envio do orçamento ao Congressos prevendo R$ 405, ao invés de R$ 600, para o Auxílio Brasil em 2023 será desgaste para o presidente Jair Bolsonaro.

Se for para ele, será para Lula.

O que está escrito na proposta de Orçamento enviada ao Congresso não foi autorizado por Bolsonaro, nem Lula.

Em nada reflete a vontade dos candidatos. 

É consequência do que prevê a Constituição.

Ambos poderão manter a promessa feita, dentro da legalidade

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Advertisment -

Notícias Recentes