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Um ano após fuga inédita, presídio federal de Mossoró ainda não tem muralha

 

Um ano após fuga inédita, presídio federal de Mossoró ainda não tem muralha

Em 14 de fevereiro de 2024, Deibson Nascimento e Rogério Mendonça foram os primeiros presos a fugir de um presídio federal de segurança máxima.

Por Leonardo Erys, Amanda Melo, g1 RN e Inter TV Costa Branca

 

13/02/2025 16h03 Atualizado há 54 minutos

 

Estacas instaladas para início do levantamento topográfico onde vai ser construída a muralha — Foto: Flávio Soares/Inter TV Costa Branca

Estacas instaladas para início do levantamento topográfico onde vai ser construída a muralha — Foto: Flávio Soares/Inter TV Costa Branca

 

 

A construção de uma muralha de 840 metros de extensão em torno da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) está em fase inicial um ano após a fuga de dois presos da unidade, em 14 de fevereiro de 2024. Ao redor do alambrado, foram instaladas estacas que demarcam onde o muro vai ser erguido.

 

A obra havia sido anunciada pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, logo após a fuga, como medida para todos os presídios federais do Brasil. Apenas a Penitenciária Federal de Brasília tem a muralha concluída. O MJSP apresenta nesta quinta-feira (13) as mudanças que implantou no sistema prisional federal desde a fuga.

 

➡️Deibson Nascimento e Rogério Mendonça fugiram na madrugada de 14 de fevereiro de 2024, uma Quarta-feira de Cinzas. A fuga durou 50 dias, e a caçada assustou Baraúna, cidade vizinha onde se esconderam. Os dois foram recapturados em Marabá, no Sudeste do Pará, a mais de 1,6 mil km de distância de Mossoró. As buscas envolveram uma força-tarefa que contou com centenas de agentes de segurança da esfera estadual e federal.

 

Em julho de 2024, o Ministério da Justiça abriu licitação para a construção da muralha em Mossoró. Segundo o Ministério, o processo licitatório foi concluído, e a construção da muralha no perímetro externo da penitenciária “está em andamento”.

 

A pasta nacional informou que, neste mês de fevereiro, “o canteiro de obras está sendo instalado”. A previsão de conclusão da obra, segundo o MJSP, é de 12 a 18 meses.

O investimento total na obra é acima de R$ 34 milhões, segundo informou o Ministério da Justiça.

 

“É uma obra faraônica, é uma obra estrutural muito forte. A muralha tem um concreto específico, que aguenta muita coisa. Então, não é uma obra fácil”, explicou o corregedor substituto da penitenciária, o juiz federal Halisson Bezerra.

 

O corregedor ressaltou ainda que, “se já existisse a muralha, eles [Deibson e Rogério] não teriam conseguido sair”.

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