segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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Sob forte emoção, Londres vive últimas horas antes da despedida final da rainha Elizabeth II

Daniella Franco, enviada especial da RFI a Londres

Contagem regressiva para o funeral de Elizabeth II: durante todo o domingo, muitas pessoas ainda se aventuraram a entrar na fila para o acesso ao Westminster Hall, onde ocorre o velório da monarca. Por volta das 22h de Londres (18h em Brasília) as autoridades cessaram a distribuição de pulseiras para a entrada no local.

Na manhã de domingo, a fila chegou a cerca de sete quilômetros e o tempo de espera para prestar homenagem à soberana era de ao menos 14 horas. O velório está previsto para ser encerrado às 6h de Londres (1h em Brasília).

A corrida agora é para conseguir um lugar nos arredores do Palácio de Buckingham, onde foram instalados telões que transmitirão o funeral de Elizabeth II. Na tarde de domingo, milhares já acampavam na região. A expectativa é que um milhão de pessoas se dirijam ao local para acompanhar o evento.

Os acessos à Abadia de Westminster, onde ocorrerá “o evento do século” – como classifica a imprensa britânica – foram bloqueados pela polícia. Apenas os cerca de dois mil convidados poderão participar presencialmente do funeral.

Centenas de líderes estrangeiros, monarcas, chefes de Estado e de governo assistirão à cerimônia, entre eles, o presidente americano, Joe Biden, o presidente francês, Emmanuel Macron, representantes da realeza da Espanha, Suécia, Luxemburgo, Mônaco, além do imperador japonês Naruhito.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chegou na manhã de domingo a Londres para participar do funeral. Na tarde de domingo, depois de discursar a apoiadores na residência do embaixador brasileiro em Londres, onde ele e a primeira-dama Michelle estão hospedados, o presidente foi até Westminster Hall homenagear a rainha. Logo depois, participou de uma recepção da família real britânica a todos os líderes e representantes convidados ao funeral, e assinou o livro de condolências à rainha Elizabeth II.

Rei Charles III agradece aos britânicos e “ao mundo”

O rei Charles III agradeceu, na noite de domingo, o apoio que recebeu após a morte da mãe. “Nós nos sentimos profundamente emocionados pelas numerosas mensagens de condolências e apoio que tivemos deste país e de todo o mundo”, declarou, em uma mensagem.

O agradecimento ocorreu após um minuto de silêncio nacional, no final de um dia movimentando, em que o novo monarca ofereceu uma recepção no Palácio de Buckinham para as dezenas de dirigentes presentes em Londres para o funeral.

A cerimônia fúnebre terá início às 11 horas de Londres (7h de Brasília) e será celebrada pelo deão de Westminster, David Hoyle, com sermão de Justin Welby, líder espiritual da Igreja Anglicana. No final do evento que deve durar cerca de uma hora, o país inteiro vai realizar dois minutos de silêncio.

Em seguida, o caixão da rainha será levado em uma montaria pelas ruas de Londres até o Wellington Arch, ainda na capital britânica. A partir deste ponto, o corpo da monarca será transportado de carro até o Castelo de Windsor, a cerca de 30 quilômetros de distância de Londres.

No local, uma última cerimônia será realizada, mas apenas para os familiares. Em Windsor, na capela Rei George VI, a rainha será enterrada, às 19h30 pelo horário local (15h30 em Brasília). Seus restos mortais repousarão ao lado do marido, o príncipe Philip, que faleceu no ano passado.

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