sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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Senado barra entrada de PF no gabinete de José Serra

A polícia legislati

De acordo com o colunista Igor Gadelha, fontes do Senado dizem que os agentes da PF estão com dificuldades para entrar no gabinete de Serra porque a decisão que autorizou a operação seria da primeria instância e não do Supremo Tribunal Federal (STF). As fontes afirmam que a Polícia Legislativa do Senado só aceita essa ação quando há uma decisão do STF.

Um dos mandados de prisão cumpridos nesta manhã é contra José Seripieri Junior, fundador e ex-presidente da empresa Qualicorp, uma seguradora de planos de saúde, segundo informações da PF.

va do Congresso barrou nesta terça-feira (21) a entrada de policiais federais no gabinete do senador José Serra (PSDB), alvo de uma operação da PF contra caixa 2 em campanhas eleitorais.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a ação, determinada pela Justiça eleitoral de São Paulo.

A investigação contou com acordos de colaboração premiada, quebra do sigilo bancário, troca de informações com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e testemunhos de pessoas relacionadas ao caso.

Veículo da Polícia Federal durante operação

Operação Paralelo 23 cumpre 4 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em São Paulo, Brasília, Itatiba e Itu

Foto: Flávia Martins – 21.jul.2020 / CNN

Os agentes descobriram indícios de que Serra teria recebido cerca de R$ 5 milhões em doações eleitorais não contabilizadas, repassadas por meio de operações financeiras e societárias simuladas, ocultando a origem ilícita dos valores recebidos.

O inquérito teve a colaboração de indivíduos que teriam sido contratados em 2014 para estruturar e realizar os pagamentos das doações eleitorais. Elas teriam sido feitas a mando de Seripieri Junior.

Os agentes também descobriram a existência de outros pagamentos feitos por grandes empresas, sendo uma delas do ramo de nutrição e outra da construção civil, destinados a uma das companhias que seria utilizada por Serra para ocultar o recebimento das doações.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. As penas previstas vão de 3 a 10 anos de prisão.

Como o parlamentar ainda está no exercício do mandato no Senado, as investigações sobre ele se restringem

Outro lado

Em nota, Serra disse que “foi surpreendido esta manhã com nova e abusiva operação de busca e apreensão em seus endereços, dois dos quais já haviam sido vasculhados há menos de 20 dias pela Polícia Federal”. Para ele, a “decisão da Justiça Eleitoral é baseada em fatos antigos e em investigação até então desconhecida” por ele e sua defesa.

Serra afirmou que jamais foi ouvido e “lamenta a espetacularização que tem permeado ações deste tipo no país”. Ele destacou “que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos”.

“Importante reforçar que todas as contas de sua campanha, sempre a cargo do partido, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Serra mantém sua confiança no Poder Judiciário e espera que esse caso seja esclarecido da melhor forma possível, para evitar que prosperem acusações falsas que atinjam sua honra”, de acordo com a nota.

Investigações

Na semana passada, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi alvo de uma operação da PF e do Ministério Público Eleitoral (MPE). Os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Brasília, inclusive no gabinete do parlamentar. A Operação Dark Side foi a primeira fase da Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de SP.

Em abril, a força-tarefa do MPSP denunciou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o empresário Marcelo Odebrecht e o publicitário Duda Mendonça pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa 2. Todos viraram réus.

Skaf concorreu ao governo paulista em 2014, e teve sua campanha eleitoral gratuita dirigida por Duda. Outras seis pessoas são acusadas de terem concorrido para realizar os delitos, incluindo Paulo Luciano Rossi, irmão do deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

Com informações da CNN

 

 

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