grupo de trabalho que analisa tanto nosso potencial comercial quanto nosso cálculo regulatório. A partir disso, vimos que poderíamos investir mais. Então para os próximos três anos, a Potigás está dobrando sua capacidade de investimentos”, destaca. O projeto Polo Gás Sal foi pensado em conjunto com o Governo do Estado, sócio da Potigás, e a Federação das Indústrias do Estado (Fiern).
A presidente da Potigás esclarece que a iniciativa vai expandir o gasoduto que sai de Mossoró até a região de Areia Branca para alcançar, sobretudo, a região salineira, atendida por gás liquefeito de petróleo (GLP). Os serviços iniciam em 2024 e terminam em 2026. Com a finalização da primeira etapa já no próximo ano, o primeiro cliente (uma salina) já será conectado ao gasoduto, que até o fim dos serviços vai contar com 46 km.
“A conjugação do gás natural e do sal gera um potencial econômico muito grande”, pontua Marina Melo. Isso porque até o momento, por exemplo, as empresas da região só conseguem retirar o cloreto de sódio das salinas. A matéria-prima, contudo, apresenta outros produtos minerais que não são aproveitados devido à falta de um combustível que possibilite isso. Dessa forma, com o gás natural, é possível ter um controle da energia que será voltada à produção dos outros subprodutos a partir do sal.
A interiorização do gás natural, observada nas ramificações da Potigás e no novo projeto, é uma das prioridades. Além de Areia Branca, nesse sentido, a empresa espera chegar a Tibau do Sul. “No projeto de Pipa, nós temos duas possibilidades: a construção de uma rede local para abastecer com gás natural comprimido (GNC) ou realizar um projeto de biogás”, aponta.





