sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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O poder da imagem: quando elas falam sem precisar de uma palavra 

Hoje, 28, a pesquisa Quaest traz a informação que a foto dos presidentes Lula e Trump bateram o recorde de menções da famosa imagem de Lula de sunga ao lado de Janja.

As duas fotos representam momentos e narrativas distintas de um mesmo personagem político e, justamente por isso, mostram o quanto a imagem é poderosa para traduzir intenções, fases e estratégias.

De um lado, Lula de terno e gravata, ao lado de Donald Trump, transmite diplomacia, poder e institucionalidade. Do outro, Lula de roupa simples, abraçado a Janja, à beira-mar, fala de afeto, intimidade e humanidade.

São duas versões complementares do mesmo líder: o estadista e o homem comum.

Lula e Trump: a política como palco

Na imagem com Trump, tudo comunica autoridade e reposicionamento internacional.

O figurino formal, o sorriso controlado e o aperto de mão expressam equilíbrio e maturidade diplomática. Lula se apresenta como alguém capaz de dialogar com líderes de diferentes espectros ideológicos, reforçando o papel do Brasil como mediador global.

A foto fala de força e reconhecimento: é o Lula que representa o país, o que transita no cenário internacional, que ocupa espaços de poder.

A composição é calculada, fundo neutro, iluminação dirigida, gestos contidos, tudo evoca profissionalismo e liderança. É a política da imagem institucional.

Lula e Janja: a política da emoção

Já na imagem ao lado de Janja, o tom é completamente outro.

Lula aparece desarmado, natural, humano. A roupa simples, o cenário noturno, a lua ao fundo e o abraço afetuoso comunicam proximidade e vulnerabilidade, algo raro em figuras políticas.

É o Lula que fala de amor, de cotidiano, de vida real. Um líder que se mostra gente como a gente, que sente, ri, e se permite ser visto fora do palanque.

Essa imagem, mais espontânea e sensorial, desperta empatia. Representa o lado emocional da comunicação, aquele que conecta não pela razão, mas pela identificação.

Duas faces da mesma estratégia

As duas fotos, embora opostas em tom e estética, se complementam estrategicamente.

A primeira constrói o Lula presidente, respeitado, diplomático, estadista.

A segunda revela o Lula homem, sensível, acessível, apaixonado.

Essa dualidade é o que sustenta a comunicação de um líder carismático: o equilíbrio entre força e afeto, entre razão e emoção, entre imagem pública e vida pessoal.

Em tempos de redes sociais, em que a imagem precede o discurso, mostrar-se multifacetado é uma vantagem política. O mesmo personagem que dialoga com Trump pode, no dia seguinte, estar descalço na praia com a esposa e cada cena cumpre uma função comunicacional diferente.

Essas duas imagens contam, juntas, a história de um político que entende o poder da representação.

Uma mostra o homem de Estado que reconquista espaço no mundo; a outra, o homem comum que conserva o vínculo com suas origens e emoções.

Em um tempo em que a política é feita de gestos e símbolos, Lula utiliza a imagem como narrativa , ora institucional, ora afetiva para comunicar o que todo líder precisa transmitir: poder e humanidade.

 

Por Joyce Moura – jornalista

 

 

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