sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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Mitos e verdades sobre doação de sangue e Covid

As doações de sangue tiveram uma queda de 10% no Brasil com a chegada da pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, foram realizadas 3.271.824 coletas de sangue. Em 2020, primeiro ano da Covid-19 no país, foram contabilizadas 2.958.665 doações.

O sangue é essencial e insubstituível para a vida humana. Além de tratar terapeuticamente pacientes com doenças crônicas, como a leucemia e a anemia falciforme, ele é utilizado diariamente no tratamento de pessoas que vão passar por procedimentos médicos e cirúrgicos. Com uma única doação é possível salvar até quatro vidas.

Mas apesar de a maioria dos brasileiros conhecerem a importância da doação de sangue, ainda existe muita desinformação e tabus que acabam afastando as pessoas do ato de doar.  Afinal, doar sangue faz mal para saúde do doador? Pessoas que tiveram Covid-19 podem doar? E os vacinados podem contribuir?

A reportagem do portal Brasil61.com conversou com a médica hematologista do Hospital Anchieta de Brasília, Marina Aguiar, e a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde para esclarecer todos os mitos e verdades quando o assunto é doação de sangue.

Quem teve Covid-19 pode, sim, doar sangue. No entanto, segundo a especialista, é preciso aguardar um mês, após recuperação clínica completa, para poder fazer a doação. “Ou seja, a doação só é permitida se não houver nenhum sintoma ou sequela depois de 30 dias que a pessoa já se recuperou”, esclarece Marina.

Vale lembrar que os vacinados contra o novo coronavírus também precisam esperar um período para poder doar sangue. Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o prazo vai depender da marca do imunizante. Em relação à vacina contra a gripe, o tempo de inaptidão é de 48 horas.

A importância da doação de sangue

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue. Isso representa, em média, 14 doações a cada mil habitantes. Por ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) recebe mais de três milhões de doações. O Governo Federal, por meio do órgão, incentiva todos os brasileiros a doarem sangue frequentemente, gesto que pode salvar vidas.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, destacou o Ministro da Saúde Marcelo Queiroga.

Fonte: Brasil 61

 

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