quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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LAÍRE ROSADO; União do PT com partidos do Centrão

Edinho Silva novo presidente do PT

O novo presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu neste final de semana a formação de um “amplo arco de alianças” para as eleições de 2026. A meta declarada é o projeto de reeleição de Lula em 2026. Adiantou que o presidente Lula tentará manter os partidos da federação PP-União na base governista para contar com as legendas em palanques no ano que vem, um trabalho difícil, mas não impossível.

 

No Rio Grande do Norte, por exemplo, o projeto não terá apoio do ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil, que defende que a união Progressista, unindo a legenda ao Progressistas (PP), terá uma atuação declaradamente de oposição ao PT, tanto no plano nacional quanto nos estados.  “Temos uma posição aqui no RN de muitos anos contra o PT. Nunca fizemos aliança com o PT. Respeitamos como agremiação partidária, mas do ponto de vista ideológico ele não casa conosco.”

 

A posição de Agripino, em nível estadual, deverá prevalecer. União e PP sempre ocuparam posição de centro-direita e, mesmo com alguns representantes fazendo parte do governo Lula, suas mais destacadas lideranças locais, como o deputado federal João Maia, o presidente da Câmara Municipal de Natal e da Federação das Câmaras Municipais (Fecam), Érico Jácome pelos progressistas e o ex-senador José Agripino Maia, os deputados federais Benes Leocádio e Carla Dickson e os prefeitos Paulinho Freire e Allyson Bezerra entre os da União Brasil que, historicamente, sempre estiveram no espectro político à direita.

 

Outra dificuldade para essa coligação em termos locais é a própria divisão que domina os partidos oposicionistas. Enquanto o União Brasil e Progressistas trabalham a candidatura de Allyson Bezerra a governador, os liberais apoiam seu próprio presidente estadual, o senador Rogério Marinho em seu projeto para o governo do estado. Essa dificuldade terminará se refletindo no segundo turno, sendo até possível beneficiar a candidatura de Lula, caso ele dispute esse turno na eleição de 2026.

 

Em resumo, pode-se dizer que uma união do PT com a Federação Progressista é totalmente inviável, tanto hoje, como na disputa eleitoral em 2026. Acontece que o presidente do PT está em busca de definições e pressiona os dois partidos, de centro-direita, para uma definição de apoio à reeleição do presidente Lula da Silva.

 

 

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