As articulações políticas para as eleições majoritárias deste ano, ao que parece, não estão passando por Mossoró. Até hoje, não se fala em nomes que possam compor como candidato a governador e, nem mesmo, suplentes de senador.
Mossoró está sendo governada por um político novo, mesmo que só na idade. Administra sem oposição que, desde a última eleição, está desarticulada. A oposição não possui estratégia para uma atuação mais crítica.
O prefeito está com pouco mais de um ano de administração. Encontrou uma prefeitura bem estruturada e com dinheiro em caixa, pois a prefeita Rosalba esperava ser reeleita e trabalhava para continuar sua administração sem maiores problemas.
Com pouco mais de um ano de administração é natural que um gestor seja bem avaliado nas pesquisas eleitorais. É o que está acontecendo agora com o prefeito. Mesmo assim, os níveis de aprovação estão um pouco inferiores aos que foram levantados nos seis primeiros seis meses de prefeitura, o que também pode ser considerado natural.
Diante desse quadro, os candidatos a cargos majoritários na oposição à governadora Fátima Bezerra procuram o prefeito de Mossoró, em busca de apoio para seus projetos políticos. Afinal de contas, Allyson é adversário declarado da governadora, o que torna o diálogo, aparentemente, mais fácil.
Da mesma maneira que a eleição do presidente Bolsonaro foi uma rejeição à política do partido dos trabalhadores, Allyson Bezerra foi beneficiado por uma reprovação acentuada à prefeita Rosalba Ciarlini. É o que acontece quando o candidato de oposição é o vitorioso.
A montagem da estratégia eleitoral para 2022 está apenas iniciando. É preciso que candidatos ao Governo e ao Senado analisem as características de cada município, evitando que a subtração dos votos perdidos, por ações precipitadas, termine não compensando os ganhos aparentemente somados.
Além do mais, é preciso avaliar o que significará o apoio oficial do presidente Bolsonaro aos candidatos que receberem seu apoio.




