quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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ELEIÇÕES E SEUS DESFECHOS – Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo

ELEIÇÕES E SEUS DESFECHOS

A votação deveria ser a culminância da festa popular e da escolha coerente de um representante do povo, tanto para o legislativo como para o executivo. Porém, estamos fragilizados e fragilizando a República por não avaliar em quem depositar a confiança do voto. No entanto, é perceptível que as escolhas não atendem a nenhum critério, no plano democrático, e este é o motivo pelo qual temos tantos representantes políticos sem nenhuma qualidade social, moral, ética e de bom costume. O que vem nos levando, a passo de ganso, à ruína social.

Se, por um lado, temos os eleitores despreparados para a escolha assertiva. Por outro lado, temos os aproveitadores sociais que fazem da eleição uma conquista da oportunidade de crescimento material. Logo, a consciência social dos eleitos se transforma em busca do vantajismo, onde a ética e a moral são deixadas de lado para fazer parte das barganhas, do clientelismo e negociatas. E assim, o sistema democrático e representativo vem sendo lançado num mar de lama. Onde impera a corrupção, os desvios e as trapaças.

As campanhas eleitorais são uma mistura de impunidade, corrupção ativa e passiva, descaso das autoridades, e pior, a população vai às urnas e vota sem nenhum critério de consciência de comunidade e elege verdadeiros fantasmas que nunca representaram a população. Pois os tais, nunca tiveram compromisso com a coisa pública, com o interesse coletivo, apenas com o tirar vantagem e se dar bem na política, dita, democrática.  E assim, os direitos dos pobres são suprimidos para enriquecer as quadrilhas formadas dentro dos poderes da república.

Por outro lado, alguns poucos são eleitos para o executivo e para o legislativo, com os melhores propósitos. Contudo, o sistema o engole, pois, os projetos só são aprovados no legislativo se tiver algum tipo de conluio, compra de voto mesmo. E assim, o interesse da população é deixado de lado em desvirtude das negociações espúrias, de atos lesivos, dos conchavos que são aceitos e tolerados pelo controle do próprio legislativo, apequenando o sagrado dever de servir.

A barganha de votos, tanto nas eleições como no legislativo, é crime previsto em lei, além de ser uma agressão à vontade popular e um ato de covardia contra a democracia. E destas atitudes, toleradas por órgãos de controle, é que surgiram os caciques políticos e seus grupos de dúbios, que apenas inviabilizam o projeto de nação, levando a população à miséria. Apenas para a complementação dos desvios, da corrupção institucionalizada e dos abusos praticados pelo tal fundo partidário, ou fundo da corrupção institucionalizada.

Um dos grandes males da democracia é a desvirtuação e suas formas danosas de lutar pelo poder no executivo e legislativo. Visto que a ideia central dos partidos e seus caciques é a perpetuação do seu grupo como donatários das casas do povo. E, quando há um estabelecimento de domínio de dois partidos, a nação enfrenta a polaridade e paga um preço violento pela disputa do poder.

Esses mecanismos dominantes de polarização são geradores de perseguições políticas; de atos arbitrários no judiciário; perseguições aos meios de comunicação, principalmente à internet; suborno dos meios de comunicação para impor uma narrativa; intervenção descomunal no setor empresarial; impedimentos à liberdade de expressão e abuso das práticas ideológicas. Tudo isso, conscientemente, ferindo a democracia e a constituição do povo.

Portanto, a partir das escolhas erradas no processo de votação eleitoral, uma avalanche destrutiva ocorre durante o período do mandato dos políticos profissionais, levando a nação à descrença no processo eleitoral democrático e à rejeição das instituições públicas por serem suspeitas de não seguir o devido processo legal, a ampla defesa e contraditório. Assim como não há, efetivamente, o combate adequado a informações incorretas dadas por institutos de pesquisa. Além dessas fragilidades, ainda temos a necessidade de correção e ampliação da educação de qualidade. Entretanto, é fundamental escolher e votar em governos que sejam capazes de promover o diálogo com a sociedade nos diversos temas de interesse coletivo que afetam direta ou indiretamente a toda a população.

Muita Paz, Luz e Justiça a todos!

Pesquisador e Escritor Ricardo Alfredo

“Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida”. (Provérbios 24:3)

 

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