domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo

ENSAIO SOBRE FÉ E CONHECIMENTO

Foi através do senso comum que chegamos à teoria do conhecimento. Que é preocupação constante no mundo acadêmico. E este mesmo conhecimento, foi separado em fases ou classes, que são: senso comum ou conhecimento vulgar, o teológico, o cientifico e o filosófico.

Em nossos dias, existem a ideia do senso comum, ou seja, aquilo é aceito por todos, sem aplicação das regras da ciência, ou mesmo aceito por grande parte da população. Utilizando-se do senso comum, e quando analisamos a fé e o conhecimento, como garantia da evolução humana, fica perceptível que alguns desejam que os mesmos sejam com água e óleo, luz e escuridão que se afastam para sobreviverem. E na visão destes, fé e o conhecimento, são como duas forças opostas, que lutas entre si.

Quando ponderamos o conhecimento teológico, encontramos seus parâmetros que são:  fé, crença e dogmatismo. Por outro lado, a teologia anuncia a criação do mundo, dos animais e do universo como obra divina. E não produto da evolução. Assim, este ser divino, criador, não pode ser explicado pela ciência humana e nem pela filosofia humana.

Para o conhecimento teológico, a fé é a base de tudo. Mesmo que o mundo acadêmico, solicite explicações racionais acadêmicas e metódicas cientificas, não são apresentadas, visto que a fé é transcendente, e o modelo da fé criacionista, declara a impossibilidade da mente humana não ser capaz de compreender a vastidão da criação e nem a presença de um Deus, de forma quantitativa.

Mesmo que o conhecimento seja através do senso comum, que é considerado prosaico e paradoxal, do ponto de vista técnico cientifico, este é relevante, pois é exatamente os fundamentos de boatos, superstições, tradições, costumes que levam a verificação da eficaz. Não esquecendo que o senso comum sempre leva a inquietação, a pesquisa, ao incomodo cientifico e ao questionamento.

O conhecimento cientifico é fundamentado em princípios, regras, métodos, teorias e tese. Tendo como base a instrumentalização do provisório, transitório e as teses.

O conhecimento filosófico tem a sua fundamentação na sistemática da razão. Muito semelhante ao conhecimento cientifico, pois ambos são instrumentais.

Ao longa de décadas, foi implantado, (no meio social e no educacional), a ideia de que aqueles que tem fé, não tem conhecimento, e os que tem conhecimento não tem fé. Porém, é visível e notável, que a fé traz conhecimento, e que o conhecimento traz a fé. Não por casualidade, que a fé é, conditio sine non, (“sem a qual não”), ou seja, circunstância indispensável à validade ou à existência de um ato. Visto que, tudo que pesquisamos, fazemos ou criamos no mundo real, material, começa na fé de conhecer, de saber. E esta fé, é transformada em árduo trabalho que anuncia descobertas nos campos da ciência, o conhecimento.

Então, o que é conhecimento? É uma força impulsionadora, que nos empurra a descobrir como algo tem a sua estrutura, e como surgiu, e quais são as suas aplicações. E quando o conhecimento nos permite chegar à conclusão que possa salvar vidas, ou mesmo dar melhor qualidade de viver, é porque a esperança da fé chegou em forma de conhecimento.

Portanto, tentar extrair da alma humana a fé e o conhecimento, é criar sofrimentos, perturbações e dúvidas que apenas conduzem a humanidade aos muros da ignorância, da intolerância e da inumanidade. Os quais, apenas lhe arrancam os pilares que forma uma sociedade justa, harmoniosa e respeitável.

pesquisador e escritor Ricardo alfredo

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