domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo

UMA LUTA DA HUMANIDADE. DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Não somente no dia 20 de novembro que é o dia da consciência negra exposto em calendário, mais todos os dias devem serem de conscientização, de respeito e de dignidade, a todos os seres humanos, independentemente da cor da pele. Todavia, é necessário preservar a memória da luta por dignidade, por honra e por ideias de igualdade entres todos os homens, que foram ensinadas por Zumbi. Mesmo que essa lembrança nos mostre o quanto foi banhada de sangue e pavimentada de mortes, o sonho da liberdade e da igualdade.

Zumbi dos palmares é símbolo maior da perseverança de um povo contra todos os tipos de escravidão. Ele liderou a resistência do Quilombo dos Palmares por 15 anos, e no dia 20 de novembro de 1695 foi morto por um sonho.

O sonho da liberdade queimava o coração de Zumbi, de forma que criou o maior povoado de aceitação dos que conseguiam fugir da escravidão.

A morte de Zumbi dos Palmares, foi o grito da liberdade exposto, que antes se encontrava preso nas gargantas.

Como corria uma lenda de que Zumbi era imoral, o império português, colocou a cabeça dele a prêmio no valor de 50 mil réis, que seria pago ao capitão que assim procedesse. E assim foi feito, morto zumbi, teve a sua cabeça cortada, salgada e exposta em praça pública, visado destruí o mito da imortalidade do sonhador.

Foi período colonial, que vários escravos, grande parte, vindos da África e outros filhos da terra, ou seja, mestiços, que foram escravizados pelos senhores donos de engenhos. No entanto, Zumbi, o sonhador da liberdade, foi capaz de construir uma comunidade que chegou a ter cerca de 30 mil escravizados que fugiram das senzalas, prisões e fazendas.

E assim surgiu, em 2011, depois de 316 anos da morte de Zumbi,  a data de comemoração em homenagem ao maior líder da revolução por igualdade. E Zumbi dos Palmares, o nosso herói, teve reconhecida a data de sua morte como dia da consciência negra.

Quando falamos em consciência negra, estamos erguendo a bandeira de uma liberdade, que ainda é ameaçada por inumanos, que levantam paredes de ódio entre o povo.

A consciência nega é a valorização da cultura, da vida, dos costumes de um povo, que apenas construiu uma nação com seu próprio sangue. E mesmo lutando, cheio de autoestima, o nosso povo, ainda tem que enfrentar o racismo estrutural.

Ainda que a colonização tenha sufocado a cultural vinda da África, permanecemos de pé, cabeça erguida e olhar para frente, lutando para um mundo melhor, onde todos são iguais e irmãos, independentemente da cor da pele, da posição social, da religião e do poder que tenha.

Portanto, Viva a Zumbi dos palmares, viva a liberdade, viva a igualdade entre os homens e viva ao dia da consciência negra.

 

Escritor: Ricardo Alfredo

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