domingo, 1 de fevereiro de 2026
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STF inicia hoje interrogatório do núcleo 3; grupo inclui militares e agente da PF

G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (28) o interrogatório de dez réus acusados de integrar um dos núcleos da trama golpista investigada pela Corte.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo é responsável por ações coercitivas, como o monitoramento de autoridades públicas. A etapa marca o avanço da fase de instrução do processo, após a coleta de depoimentos de testemunhas na semana passada.

Quem são os dez réus do núcleo militar da trama golpista

 

 

Os acusados integram o chamado núcleo 3 do inquérito e são investigados por planejar ataques ao Estado Democrático de Direito. A lista é composta por militares da ativa e da reserva do Exército — conhecidos como “kids pretos”, ou forças especiais (FE) —, além de um agente da Polícia Federal.

São eles:

  • General Estevam Gaspar de Oliveira
  • Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima
  • Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira
  • Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo
  • Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto
  • Coronel Fabrício Moreira de Bastos
  • Coronel Marcio Nunes de Resende Júnior
  • Tenente-coronel Sérgio Cavaliere de Medeiros
  • Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior
  • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal

 

Segundo a Polícia Federal, o grupo elaborou um plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A execução do plano estava prevista para o dia 15 de dezembro de 2022, antes da posse dos eleitos.

 

Quais crimes são atribuídos ao grupo

 

 

Os dez réus respondem pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito – pena de 4 a 8 anos.
  • Golpe de Estado – pena de 4 a 12 anos.
  • Organização criminosa – pena de 3 a 8 anos.
  • Dano qualificado – pena de 6 meses a 3 anos.
  • Deterioração de patrimônio tombado – pena de 1 a 3 anos.

 

A PGR afirma que os acusados atuaram de forma coordenada para desestabilizar o governo democraticamente eleito, com uso de ameaça, monitoramento e planejamento violento.

Próximos passos do processo

 

 

Com o encerramento dos interrogatórios, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, deve abrir prazo de cinco dias para que defesa e acusação solicitem diligências complementares.

Na sequência, será iniciada a fase de alegações finais. Nela, Ministério Público e advogados apresentarão um resumo da investigação e os argumentos pela condenação ou absolvição.

A decisão caberá à Primeira Turma do STF. Os ministros vão julgar se os réus devem ser condenados e, nesse caso, qual a pena de cada um. Haverá possibilidade de recurso dentro do próprio Supremo.

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