domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Tecnologia desenvolvida na UFRN tem capacidade de melhorar execução de cirurgias

Um robô inovador tem o potencial de revolucionar a execução de cirurgias experimentais complexas em cérebros de animais. Este avanço é resultado de uma pesquisa do Instituto do Cérebro (ICe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e teve seu pedido de patente registrado em dezembro, sob a denominação “Robô para neurocirurgia estereotáxica experimental”. A descoberta contou com a participação de Richardson Naves Leão, Aline Elvina Rodrigues Fernandes e Catherine Caldas de Mesquita – sendo as duas cientistas responsáveis pela manufatura do equipamento, especialmente no design das peças.

Professor da UFRN, Richardson Leão nos conta que sua contribuição foi na idealização, montagem e confecção do software. Ele narra que, em meados de 2014, através de recursos do CNPq e CAPES, o Laboratório de Neurodinâmica contratou uma empresa local, a Void3d, para a fabricação dos micromanipuladores e dos suportes de ferramentas. A partir daí, foi possível a construção de uma plataforma cirúrgica usando esses materiais. Uma boa parte das peças foi criada com impressoras 3D, com o uso de placas de desenvolvimento nos controles robóticos.

Leão destaca ainda que a invenção está inserida no campo da neurocirurgia experimental, estando projetada para procedimentos cirúrgicos em pequenos animais de laboratório. A tecnologia se apresenta como um sistema estereotáxico robótico com troca de ferramentas, o qual garante o posicionamento preciso e estável do animal, utilizando suportes para nariz e orelhas, além de câmeras para visualização tridimensional. “A mesma técnica cirúrgica é usada em pacientes na neurocirurgia e é chamada de cirurgia estereotáxica. Os mesmos princípios aqui aplicados podem ser usados na criação de um robô neurocirúrgico hospitalar. Lembrando que, em termos de precisão, os requerimentos de movimentação e estabilidade para uma versão humana são menos críticos, pois o cérebro humano é milhares de vezes mais volumoso”, pontua o docente do Instituto do Cérebro.

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