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São Paulo Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’

 

Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’

Beatriz, de 15 anos, e Isabella, 14, foram reconhecidas na categoria Educação no prêmio ‘Global Child Prodigy Awards’ (Prêmio Global de Crianças Prodígio). Elas integram a Academia Brasileira de Jovens Cientistas desde 2022 e nas redes sociais são a ‘Dupla Big Bang’.

Por Paola Patriarca, g1 SP — São Paulo

 

27/06/2025 17h06 Atualizado há 33 minutos

 

Beatriz e Isabella foram reconhecidas no prêmio Global de Crianças Prodígio na categoria Educação — Foto: Arquivo Pessoal

Beatriz e Isabella foram reconhecidas no prêmio Global de Crianças Prodígio na categoria Educação — Foto: Arquivo Pessoal

 

 

Após serem incluídas no ranking das 100 crianças mais prodigiosas do mundo no prêmio “Global Child Prodigy Awards” (Prêmio Global de Crianças-Prodígio), as irmãs Beatriz e Isabella Toassa, de 15 e 14 anos, moradoras de Barueri, Grande SP, foram premiadas em uma cerimônia realizada no Parlamento Britânico em Londres, Inglaterra, nesta quinta-feira (26).

 

Outros cinco jovens brasileiros também foram reconhecidos na premiação em diferentes categorias (veja mais abaixo).

 

“A premiação foi incrível. Foi inexplicável ver tantas crianças, tantas mentes brilhantes juntas. E a gente ficou muito feliz em saber que, de 100 crianças, duas somos nós e sete são do Brasil. Então, acho que o nosso papel foi cumprido de mostrar que a ciência brasileira tem espaço no mundo e que, cada vez mais, [com] cada vez mais apoio, é o que nos leva para frente”, ressaltaram.

 

“Foi como ver tudo, o nosso esforço e dedicação, ganhando forma, ali, diante do mundo. Voltamos para casa com um troféu nas mãos e no coração a certeza de que representamos o nosso Brasil com tudo o que somos: com amor, com esperança, com verdade.”

O ganhador do prêmio Nobel de Física, George F. Smoot, participou da cerimônia. As irmãs aproveitaram a oportunidade e entregaram a ele um telescópio feito em impressora 3D por estudantes de escola pública do Piauí que participam de um projeto do qual as irmãs são embaixadoras.

“Eu acho que foi muito importante a gente ter levado a ciência piauiense para um ganhador do prêmio Nobel, que é tão importante para ciência e para o que a gente acredita. Confesso que a gente ficou um pouco nervosa, mas a gente conseguiu levar a ciência brasileira para um ganhador do prêmio Nobel”, afirmaram ao g1.

Conforme a organização do prêmio, os 100 nomes foram escolhidos após o comitê de seleção avaliar as inscrições dos participantes em ao menos 23 categorias.

 

Entre os requisitos para a elegibilidade do participante estão: ter menos de 15 anos no momento, possuir no mínimo três meses de experiência ou participação na área de talento escolhida e ser cidadão de um país reconhecido pelas Nações Unidas.

Além das irmãs, outros cinco brasileiros foram reconhecidos na premiação nas categorias Inteligência e Memória, Ciências Espaciais e Astronomia, Arte e Atuação e Teatro. São eles:

 

Caio Temponi (categoria: Inteligência e memória QI)

Nicole Semiā (categoria: Ciências Espaciais e Astronomia)

João Pedro Araújo (categoria: Inteligência e memória QI)

Pedro Gui Fortes (categoria: Arte)

Marianna Santos (categoria: Atuação e Teatro)

Agora, as histórias dos 100 escolhidos serão apresentadas no Livro Anual Global Criança-Prodígio, que circula mundialmente todos os anos.

Como as irmãs entraram para a lista?

O interesse por ciência e astronomia começou como curiosidade e se transformou em uma busca constante por aprendizado para Beatriz e Isabella. As duas encontraram na ciência uma paixão e, como resultado, conquistaram uma série de prêmios, entre eles internacionais (veja mais abaixo).

 

Desde 2022, são membros juniores da Academia Brasileira de Jovens Cientistas e acumulam milhares de visualizações no perfil “Dupla Big Bang”, onde divulgam experimentos e explicações científicas nas redes sociais.

E foi justamente por levarem a ciência por meio dos conteúdos publicados que as duas foram incluídas, em maio deste ano, no ranking das 100 crianças mais prodigiosas do mundo no prêmio “Global Child Prodigy Awards” (Prêmio Global de Crianças Prodígio), na categoria Educação.

A gente está muito feliz, e eu acho que um conselho muito importante para quem, um dia, sonha em chegar a essa lista é ter foco e disciplina. Se você não tiver foco e disciplina não chega nem ao básico. Também considero muito importante o apoio das pessoas próximas, como professores, pais e amigos, porque, sem apoio, fica muito difícil manter o ritmo.

“Já chorei tanto. Elas ficam brincando comigo: ‘Mãe, sério? De novo você vai chorar?’ E eu choro todas as vezes. É um orgulho mesmo”, afirmou a mãe, Stefanie Camasmie Toassa, ao g1

A busca pelo aprendizado

Stefanie conta que tudo começou quando as filhas passaram a ter curiosidade ainda pequenas sobre entender tudo, até mesmo a montagem de um brinquedo.

 

“Elas sempre foram muito curiosas. Eram aquelas crianças que abriam os presentes que ganhavam e desmontavam eles para ver o que tinha dentro. E a gente incentivava, claro que com supervisão, essa curiosidade.”

 

“A grande virada da educação delas foi justamente não só concordar, mas incentivar essa curiosidade, esse interesse de sempre querer saber mais. E aí, desde pequenininhas, elas eram assim, curiosas e animadas”, relembrou.

Stefanie ressalta que a busca pelo aprendizado passou a fazer parte da rotina das meninas quando participaram da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) na escola.

“Quando elas estavam com 6 e 7 anos, começaram a participar de aulas específicas para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e fizeram a prova. Elas não ganharam medalha e ficaram super chateadas. Mas começaram a me perguntar como que elas poderiam fazer para conseguir”.

 

“A gente começou a montar estratégias e passamos a estudar astronomia brincando. Foi aí que surgiu, eu acho, o interesse delas por ciência efetivamente. Veio a primeira medalha e elas começaram a se interessar muito mais porque se sentiram recompensadas”, explicou a mãe.

 

Premiações

As duas primeiras medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica foram só o começo. Elas também conquistaram medalhas na Olimpíada Brasileira de Robótica, Olimpíada Nacional de Ciências e Olimpíada Brasileira de Satélites entre 2020 e 2023.

 

Além disso, entre os reconhecimentos e conquistas das duas irmãs, até então, estão:

 

Nomeação como membros juniores da Academia Brasileira de Jovens Cientistas em 2022, tornando-as as cientistas mais jovens do Brasil;

Criadoras do projeto voluntário “Tem Ciência Aqui!”, que leva oficinas de ciência a comunidades periféricas (2022);

Vencedoras do Prêmio Internacional ISKA – International Star Kids Awards, que reconhece talentos infantis ao redor do mundo (2023);

Vencedoras do Prêmio “Mude o Mundo como uma Menina”, por sua atuação transformadora na educação (2023);

Nomeadas “Embaixadoras Mirins” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), título concedido pelo Presidente da República e pela Ministra de Estado em 2024;

Reconhecidas como duas das jovens cientistas mais promissoras do país em 2024 pela revista Forbes Brasil;

Embaixadoras da Tron Robótica Educativa, empresa com viés social voltada à popularização da ciência e da robótica. Foram nomeadas pelos sócios Whindersson Nunes e Gildário Lima em 2024.

 

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