sábado, 31 de janeiro de 2026
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Reinaugurado em dezembro, Mercado da Redinha está fechado desde fevereiro à espera de parceria público-privado

O Mercado da Redinha, um dos pontos mais tradicionais de comercialização de pescado e comidas típicas de Natal, segue de portas fechadas há quatro meses.

 

O local passou por uma grande reforma, com investimento de R$ 25 milhões, e foi reaberto no fim do ano passado. No entanto, funcionou por apenas algumas semanas, durante o “Natal em Natal” e o veraneio de janeiro.

 

Em fevereiro, o prédio voltou a ser fechado pela prefeitura para que fosse realizada a concessão do espaço à iniciativa privada — o que ainda não aconteceu.

 

A situação tem causado prejuízos diretos aos permissionários que atuavam no mercado. É o caso de Ozeni Florêncio. Sem local para trabalhar, ela vive atualmente com um auxílio mensal de R$ 1.200 pago pela prefeitura.

 

Além dela, os quatro funcionários que empregava — dois garçons e duas auxiliares de cozinha — ficaram desempregados e sem nenhum tipo de apoio, já que o auxílio é destinado exclusivamente aos permissionários.

“O que é que se faz hoje com R$ 1.200, um dono de casa, uma dona de casa? Isso era dinheiro que a gente fazia por dia no Mercado da Redinha. Hoje é por mês”, lamentou.

 

A estrutura inaugurada em dezembro de 2023 faz parte de um projeto maior: a criação do Complexo Turístico da Redinha, que envolve ainda a demolição de antigas barracas de praia e quiosques da região.

 

O objetivo da prefeitura é conceder a gestão do local à iniciativa privada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). No entanto, a primeira licitação realizada para administrar o mercado foi considerada deserta — ou seja, não houve empresas interessadas.

 

Enquanto o impasse continua, permissionários buscam alternativas. Jorge Barbosa, que também atuava no mercado, precisou improvisar. Ele alugou uma casa próxima à praia para montar uma cozinha e depósito, e passou a atender os clientes em uma barraca improvisada na areia.

 

Outro impacto do fechamento é na comercialização da ginga com tapioca — prato tradicional da Redinha e reconhecido como patrimônio imaterial do Rio Grande do Norte desde 2019. Com o mercado fechado, o pescado que abastecia os comerciantes do local está sendo vendido em outras feiras e praias da cidade.

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