quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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Os desafios do PMDB

Com a possibilidade de acontecer o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PMDB volta a ter perspectiva real de assumir a presidência da República. Materializando-se essa hipótese, o Brasil continuará vivendo a mesma crise, pela falta de representatividade do partido no momento político atual. Nos últimos dias, o líder da bancada na Câmara dos Deputados foi destituído por conta de manobra dos aliados do deputado Eduardo Cunha e do vice-presidente Michel Temer. Ontem, o deputado Leonardo Picciani deu a volta por cima e reasumiu o posto com o apoio de 35 dos 66 deputados federais da legenda. Picciani tem mostrado fidelidade ao Palácio do Planalto e havia indicado parlamentares menos críticos ao governo, desagradando a ala favorável à saída de Dilma do poder. Por isso tudo, o PMDB decidu que toda nova filiação de deputado terá que receber aval da cúpula partidária, decisão criticada pelo senador Renan Calheiros.

Mostrando divergência frontal com o presidente do partido, Michel Temer, e seus seguidores, o presidente do Senado declarou que o PMDB tem muita culpa com o que está acontecendo no governo. Criticou a decisão da Executiva Nacional, fiel a Temer, de exigir que todas as filiações de deputados federais tenha que receber o aval desse comitê. Renan bateu forte, declarando que fazer reunião para proibir um partido democrático, que não tem dono, que se caracteriza por isso, fazer reunião para proibir a entrada de deputado, isso é um retrocesso que deve estar fazendo o Dr. Ulysses Guiarães tremer na cova. O PMDB que possui o vice-presidente da República, o presidente do Senado e o presidente da Câmara dos Deputados. O partido mostra enfraquecimento num mmoento em que seria necessário aparentar sinais de fortaleza.

No caso de Michel Temer assumir o lugar de Dilma Rousseff o pMDB terá dificuldades em receber o apoio da população. Esse aspecto foi levantado em pesquisa do Ibope e 40% dos brasileirosacreditam que o vice faria um governo ruim ou péssimo. Somente 13% acreditam que seria ótimo ou bom. 31% esperam um governo reguar e 16% não souberam dizer. Esses dados podem justificar as mobilizações pelo afastamento da presidente abaixo do esperado. É que o PMDB, representando pelo vice-presidente Temer, não recebe a confiança da população. A presença do deputado Eduardo Cunha contamina mais ainda o quadro partidário. Os dois têm se encontrado regularmente e Cunha tem tido papel importante nas últimas decisões do vice-presidente. . Quanto mais o presidente da Câmara permanecer no cargo, mais crescerão as dificuldades para Temer.

Metade dos parlamentares peemebistas acredita que uma eventual posse de Temer na presidência será bom para ele e seus aliados mais próximos. O partido está mortalmente atingido. O longo período de negociações com os governos que asusmiram – desde 2004 – enfraqueceram e dividiram o partido. Recentemente, a presidente Dilma negociou cargos diretamente com o líder da bancada, sem dar satisfação ao presidente do partido, Michel Temer. Depois de centrar as investigações em representantes do PT, a Polícia Federal passou a investigar representantes do alto clero do partido. A atual cúpula do PMDB está acostumado a superar crises iguais ou até maiores que a atual. Talvez todo processo de impeachment perdure até o final de março. É pouco tempo, mas não se deve subestimar a capacidade de recuperação do partido, comparado a Fênix que ressurgia das cinzas.

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