domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Moraes torna públicos vídeos e áudios da delação de Mauro Cid

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tornou públicos nesta quinta-feira (20) os vídeos da delação premiada do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid.

 

Os depoimentos foram colhidos no ano passado pela Polícia Federal (PF). O sigilo da transcrição já tinha sido derrubado na quarta, mas as mídias ainda não estavam disponíveis para acesso público.

Um dia antes da transcrição vir a público, na terça (18), a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro pelos seguintes crimes:

 

liderança de organização criminosa armada;

tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

golpe de Estado;

dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da união;

deterioração de patrimônio tombado.

Se a denúncia for aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro se tornará réu e passará a responder a um processo penal no tribunal.

Moraes dá bronca e alerta sobre regras da delação

Em um dos vídeos divulgados, o ministro Alexandre de Moraes dá uma bronca em Mauro Cid, porque recebeu relatórios da Polícia Federal que mostram contradições, omissões e mentiras que o ex-ajudante de ordens teria contado durante depoimentos de colaboração premiada.

 

A legislação prevê que, caso o colaborador omita ou apresente informações falsas, os benefícios do acordo podem ser revogados. Moraes lembra que uma eventual revogação poderia prejudicar, além do ex-ajudante de ordens, familiares de Cid, como o pai e a filha do delator.

 

Moraes torna públicos vídeos e áudios da delação de Mauro Cid; VEJA TRECHOS

Transcrições já tinham sido tornadas públicas nesta quarta, mas mídias eram mantidas em sigilo. Material foi liberado nesta quinta e inclui horas de depoimentos no acordo de delação.

Por g1 — Brasília

 

20/02/2025 11h53 Atualizado há 8 minutos

 

Mauro Cid falou sobre tentativa de golpe durante delação premiada

 

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tornou públicos nesta quinta-feira (20) os vídeos da delação premiada do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid.

 

Os depoimentos foram colhidos no ano passado pela Polícia Federal (PF). O sigilo da transcrição já tinha sido derrubado na quarta, mas as mídias ainda não estavam disponíveis para acesso público.

 

VÍDEO: veja momento em que Cid chora ao falar sobre áudio da filha

Em delação Cid fala sobre áudio da filha que foi vazado e chora

 

Um dia antes da transcrição vir a público, na terça (18), a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro pelos seguintes crimes:

 

liderança de organização criminosa armada;

tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

golpe de Estado;

dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da união;

deterioração de patrimônio tombado.

 

Se a denúncia for aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro se tornará réu e passará a responder a um processo penal no tribunal.

 

 

VEJA ABAIXO OS PRINCIPAIS TRECHOS DOS VÍDEOS:

 

Moraes dá bronca e alerta sobre regras da delação

Em um dos vídeos divulgados, o ministro Alexandre de Moraes dá uma bronca em Mauro Cid, porque recebeu relatórios da Polícia Federal que mostram contradições, omissões e mentiras que o ex-ajudante de ordens teria contado durante depoimentos de colaboração premiada.

 

A legislação prevê que, caso o colaborador omita ou apresente informações falsas, os benefícios do acordo podem ser revogados. Moraes lembra que uma eventual revogação poderia prejudicar, além do ex-ajudante de ordens, familiares de Cid, como o pai e a filha do delator.

 

 

Moraes dá ‘bronca’ em Cid e relembra obrigações da delação premiada

 

Moraes cita que a Procuradoria-Geral da República já havia pedido a prisão preventiva de Mauro Cid por conta dessas omissões e mentiras, que vieram à tona após a operação da PF que investigou o chamado Plano Punhal Verde Amarelo – o qual previa os assassinatos de Lula, Alckmin e do próprio Moraes.

 

Bolsonaro pressionou ministro da Defesa, diz Cid

Em um dos vídeos, o tenente-coronel Mauro Cid relata que o ex-presidente Jair Bolsonaro pressionou o general Paulo Sérgio Nogueira, então ministro da Defesa, a escrever em um relatório sobre as urnas eletrônicas que fraudes haviam sido encontradas nos sistemas de votação.

Segundo Cid, após a pressão, foi feita uma “construção” textual que apontava que o sistema eletrônico de votação não é auditável, o que já foi desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

E, conforme o relato de Cid, a conclusão do relatório foi a de que não era possível comprovar suspeitas infundadas de fraude.

 

“O presidente queria que ele [o então ministro da Defesa] escrevesse que tivesse fraude”, afirmou o militar.

 

As Forças Armadas foram chamadas pelo Tribunal Superior Eleitoral a participar de uma comissão de acompanhamento das eleições, por isso o relatório foi preparado pelo Ministério da Defesa.

 

 

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