quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
InícioDestaquesLe Monde disseca o mito Catherine Deneuve em “Uma biografia não-autorizada”

Le Monde disseca o mito Catherine Deneuve em “Uma biografia não-autorizada”

Ícones, como sabemos, são feitos para serem quebrados, e o Le Monde se aplica com precisão na ingrata tarefa. “Uma estrela é antes de tudo alguém que organiza sua inacessibilidade”, revelou uma amiga de Catherine Deneuve ao jornal.

Não é para menos: “Deneuve”, lembra o Le Monde, “é um ícone nacional, monumento do cinema francês, nossa Marianne”, publica o diário, numa referência ao rosto feminino que já encarnou a República Francesa.

Patrimônio ou não, o jornal, como todo bom francês que se preze, não se intimida na hora de guilhotinar o mito. “Punk” e “Rock’n’roll”, a atriz “fuma nos corredores dos hotéis, justo onde é proibido”, escreve o vespertino.

Hipnotizante com os homens, solidária com os amigos, o Le Monde revela os bastidores do affair da musa com um de seus diretores mais famosos, François Truffaut, um dos grandes nomes da Nouvelle Vague francesa.  “Muito linda, reservada e estranha”, disse sobre ela outro monstro do cinema mundial, o espanhol Luis Buñuel, publica o jornal francês.

Estrela “de esquerda” de outros tempos

O cantor Johnny HallYday que comemorava seu 37º aniversário em Paris com a atriz Catherine Deneuve em 16 de junho de 1980.
Yves Saint Laurent, centro, junto com Paloma Picasso, esquerda, e a atriz Catherine Deneuve após a apresentação de sua coleção Rive Gauche ready-to-wear em Paris, França, novembro de 1971. (Foto AP)O cantor Johnny HallYday que comemorava seu 37º aniversário em Paris com a atriz Catherine Deneuve em 16 de junho de 1980. © ASSOCIATED PRESS – LANGEVIN

Uma estrela “de esquerda”, lembra o Le Monde, “uma esquerda social-democrata, um pouco caviar, bem longe do radicalismo exibido por parte da geração jovem do cinema atual”, diz o jornal.

Uma estrela que não titubeou ao assinar, ao lado de Simone de Beauvoir, o famoso “Manifesto das 343 putas [“salopes”, em francês]”, como ficou conhecido o documento de personalidades francesas que defendia a Lei do Aborto, em 1976. “Quando não estou filmando, me sinto vazia”, publica o jornal francês, citando a frase de Catherine Deneuve, admiradora confessa de Marilyn Monroe, segundo o Le Monde.

“Catherine tem que aguentar ser Deneuve”, diz o vespertino. “No 6º distrito de Paris onde mora, a poucas dezenas de metros do escritor Patrick Modiano, não é incomum vê-la passeando com o cachorro ou comprando jornais no quiosque local”, revela o jornal, que lembra o episódio quando passou desapercebida em Bollywood, meca do cinema indiano.

Questionada sobre o que lhe provocava não ser reconhecida na rua, ela “foi buscar a resposta num desses personagens escritos para ela por Truffaut”. “Uma alegria e um sofrimento”, teria dito Deneuve, neste grande documento-homenagem elaborado pelo jornal francês.

LE MONDE

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Advertisment -

Notícias Recentes