quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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LAÍRE ROSADO: A força da Federação União Progressista

 

 

A oposição ao governo Lula marcou um tento ao conseguir oficializar a Federação União Progressista, formada pelos partidos de centro-direita, União Brasil e Progressistas.  Historicamente, os dois partidos tiveram ligação com a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), o partido governista da ditadura militar (1964-1985) e, hoje, têm quatro ministérios no governo Luiz Inácio lula da Silva (PT).

 

O objetivo principal da formação dessa federação faz parte de projeto da própria sobrevivência dos partidos. A fusão entre legendas partidárias, como União Brasil e PP comprovam a redução, ainda lenta, mas progressiva, do excesso de siglas. Politicamente foi importante procurar mostrar nas mídias como sendo uma estratégia de oposição ao governo Lula da Silva, mas não é somente isso.

 

No TSE, já estão registradas três federações, a  Brasil da Esperança – Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PC do B) E Partido Verde (PV); a Federação PSDB – Cidadania: Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Cidadania (CIDADANIA) e a Federação PSOL -Rede.

 

Em termos práticos, essa Federação já nasce grande, possuindo a maior bancada da Câmara, com 109 deputados e 14 senadores, além de cerca de R$ 1 bilhão em Fundo Eleitoral e R$ 197,6 milhões de Fundo Partidário (valores de 2024), respaldo financeiro que poderá proporcionar independência suficiente para que entreguem os ministérios que ocupam, mantendo a tradição de histórico de baixa fidelidade ao governo. Em troca, comprometeriam a estabilidade administrativa do atual governo.

 

As duas legendas têm ministérios, cargos federais de segundo e terceiro escalão, como em superintendências regionais. Mesmo assim, nem sempre são fiéis ao governo. O exemplo mais recente é o do pedido de urgência para o projeto de lei da anistia, que não interessa ao governo, mas foi assinada por 68% dos integrantes do União Brasil e 73% do PP.

 

A euforia dos líderes da União Progressista é que essa fusão partidária contará com mais dinheiro para campanhas; mais espaço na divisão de emendas; maior espaço para relatar projetos e presidir comissões no Congresso; e maior tempo de TV e rádio nas eleições de 2026. Quanto aos efeitos práticos, em muito pouco tempo tudo será do conhecimento de todos.

 

Publicação artigo
Laíre Rosado
Médico e ex-deputado

 

 

 

 

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