sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
InícioBrasilEstratégia comum das defesas na trama golpista foi atacar delação de Cid...

Estratégia comum das defesas na trama golpista foi atacar delação de Cid e negar participação no 8 de Janeiro

Nos dois primeiros dias do julgamento da trama golpista, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados dos oito réus do núcleo crucial seguiram uma estratégia comum: descredibilizar a delação do tenente-coronel Mauro Cid e tentar afastar a ligação dos acusados com os atos violentos do 8 de Janeiro.

 

Além disso, as defesas levantaram questões processuais e pediram, caso haja condenação, que sejam aplicadas penas mais brandas.

 

Nesta quarta, foi encerrada a fase de falas das defesas dos oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O julgamento será retomado na semana que vem, com os votos dos ministros e as eventuais condenações.

 

Veja abaixo as estratégias comuns entre as defesas:

 

Questões processuais

As bancas de Jair Bolsonaro, Anderson Torres, Almir Garnier e Augusto Heleno apontaram nulidades no processo.

 

Argumentaram que houve dificuldade no acesso às provas reunidas pela Polícia Federal e alegaram que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não individualizou de forma clara a conduta de cada acusado. Também reclamaram da inclusão de fatos novos, sem tempo para o contraditório.

 

Delação de Mauro Cid

A delação de Mauro Cid, validada pelo STF em 2023, voltou ao centro das discussões.

 

A defesa do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro defendeu a validade do acordo, negou coação por parte dos investigadores e pediu a manutenção dos benefícios previstos, como perdão judicial ou pena máxima de dois anos.

Já advogados de Garnier solicitaram a rescisão da colaboração, o que obrigaria a Corte a reavaliar quais provas derivaram diretamente das declarações de Cid.

 

Representantes de Bolsonaro, por sua vez, criticaram as “mudanças de versão” do delator e disseram que suas falas não podem sustentar a acusação.

 

O advogado José Luís de Oliveira, do ex-ministro e general Braga Netto, afirmou que a delação de Cid, além de inverídica também não foi espontânea.

 

Relação com o 8 de Janeiro

Outro ponto recorrente foi a tentativa de desvincular os réus da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Para a PGR, os ataques foram o “desfecho violento” da empreitada golpista, mas as defesas buscaram afastar essa conexão.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Advertisment -

Notícias Recentes