terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Dia Mundial do Rádio tem trabalhos voltados ao combate ao zika no Brasil

Neste sábado, 13, é comemorado o Dia Mundial do Rádio. Este ano, a data tem como tema “A emergência social e o papel da rádio nos desastres” e, no Brasil, os trabalhos estão voltados para o alerta em relação ao zika vírus. Atuando no rádio há mais de 20 anos, o radialista Gilson Cardoso ressalta o papel social a cumprir e a forte presença do veículo na sociedade.

“Já ouvi muitas pessoas dizendo que o rádio iria acabar, mas ele acabou se consolidando e hoje é o veículo de comunicação mais popular. Lembro de trabalhar durante uma enchente em Mossoró na década de 1990 e do quanto o rádio foi importante para orientar a população sobre como proceder e avisar sobre a chegada da Defesa Civil, por exemplo”, disse o radialista.

Gilson Cardoso lembra que, em situações de emergência como desastres naturais, as rádios de todo o país podem deixar de veicular o programa “A voz do Brasil”, obrigatoriamente transmitido entre as 19h e 20h. No entanto, o radialista conta que, este ano, faltou mobilização do Poder Público em prol de campanhas contra o mosquito.

“Em anos anteriores, o Governo já teria enviado material para as rádios alertando para os cuidados com o vetor que transmite a dengue, febre chikungunya e zika vírus. Porém, desde o ano passado, todo o trabalho desenvolvido em torno deste tema tem sido feito de forma espontânea pelas rádios”, conta.

Unesco formaliza parceria com rádio da universitária e TV estatal para campanhas contra a zika

Em comemoração ao Dia Mundial do Rádio, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) formalizou parceria para a veiculação de chamadas mobilizando a população para o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, através da rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a TV NBR.

A Rádio Universitária FM 88.9 gravou cinco “spots” educativos sobre a necessidade de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zika, da dengue, chikungunya e febre amarela. As gravações serão veiculadas tanto na rádio universitária da UFRN quanto nos canais de comunicação da Unesco no Brasil.

Por sua vez, a NBR exibiu na sexta-feira, 12, uma série de entrevistas e matérias com historiadores, radialistas e representantes da defesa civil, da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e da UNESCO sobre a importância do rádio.

“O rádio é um dos nossos mais fortes aliados para enfrentar desastres naturais e emergências humanitárias. Ele nos permite prevenir perigos e mobilizar salvamentos. Ele ajuda a disseminar informações vitais para proteger a vida humana e para apoiar a reconstrução. Ele recria conexões entre comunidades, restaura o contato entre pais e filhos, e entre famílias separadas por crises”, afirmou a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, em vídeo comemorativo ao Dia Mundial do Rádio.

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